Cauê . — Espere. — Meus músculos travam e eu congelo em minhas trilhas. Seus passos se aproximando são quase silenciosos e, de repente, ela está bem na minha frente, olhando nos meus olhos enquanto pressiona a palma da mão no meu peito, sobre o meu coração. . — Eu posso, eu posso viver com isso.— ela diz resolutamente, balançando a cabeça. . Meu pulso acelera, minha garganta aperta. — Eu te amo, Cauê.— Nessa respira, levantando a outra mão para segurar meu queixo, o calor florescendo sob seu toque. . — Mesmo depois que você saiu, eu nunca deixei de te amar. Então, sim, posso viver com o seu passado. Contanto que você possa me prometer um futuro. — Meu coração tropeça em suas válvulas. . Em um segundo estou paralisado e no próximo estou me lançando sobre ela, agarrando-a pel

