PONTO DE VISTA DE MAYA A dor era insuportável. Estava deitada de bruços. Meu corpo ardia com as chibatadas brutais da bengala militar. Vinte golpes. Vinte marcas excruciantes gravadas nas minhas costas por nada além de falar a verdade. Meus músculos tremiam enquanto eu puxava o ar, obrigando-me a não fazer nenhum som. Recusei-me a deixá-los me derrotar. Eu era Maya, uma heroína de guerra. Além disso, eu era uma Luna, uma guerreira que tinha sangrado por este reino. E ainda assim, fui tratada como uma traidora. Tudo por causa dela. Eliza. Minha loba rosnava na minha cabeça, inquieta. Estava louca para cravar suas garras na garganta daquela mulher. Eu conseguia vê-la agora, parada ali com aquele sorrisinho irritante, assistindo enquanto eu era arrastada e açoi

