9*

1841 Words
Heloísa Correia Marcos faz toque com vários dos caras como se conhecesse muito bem todos aqueles, tento não levar essa interação para um lado negativo afinal esse é o morro que ele nasceu e cresceu, deve conhecer a maioria desses caras desde a infância. Percebo vários pares de olhares para nós, principalmente de mulheres e uns cochichos. Seu primo nos leva para uma mesa onde tem uma mulher sentada com uma criança de aproximadamente uns 8/9 anos, o menino está todo trajado com roupas de mandrake, bermuda seaway, sem camisa, com um colar de ouro e corte americano. A mulher assim como eu não aparenta estar muito confortável nesse ambiente, ela está com um vestido e dá pra ver uma coloração vermelha no seu rosto, como se ela tivesse levado um tapa. Playboy vai até o menino e lhe diz algo no seu ouvido, o menino sorri feliz e depois saí do colo da mulher que eu julgo ser sua mãe, cumprimenta o Marcos com um abraço e sai correndo. Já a mulher fica em pé e com um leve sorriso no rosto cumprimenta o Marcos com um aperto de mão. Playboy - Essa aqui é a mina do Marcos, Heloísa. Heloísa essa aqui é a minha fiel, a Alane. - Fala e dá um selinho estalado na esposa que aparenta está desconfortável. Suas ações parecem que são calculadas, como se ela fosse um robô. Heloísa - Oi tudo bem ? - Digo me aproximando e lhe dando um abraço. Alane - Tudo sim e com você ? - Digo que sim e nos sentamos na mesa, os homens começam a beber whisky e eu apenas observo tudo ao redor tentando não parecer estranha demais, nunca estive nesse tipo de lugar então pra mim é tenebroso. Marcos e playboy embarcam numa conversa dá qual não presto muita atenção, Playboy manda Alane ir buscar algum tira gosto, ela sai da mesa e logo volta trazendo vários espetinhos de carne e nós começamos a comer. Os homens dizem que vão resolver uns negócios mas antes de sair Playboy diz a Alana para ela ter cuidado e manter sua postura, já o Marcos me diz para ficar suave que ele logo volta. Eu e a Alane ficamos em silêncio por um tempo, a música que toca é um pagode ao vivo não sei muito de pagode então apenas movimento o corpo ao som da música. Alane - Você e o Marcos estão juntos a muito tempo ? - Pergunta de repente. Heloísa - Na verdade não, a gente ficou depois de um show e quando nos encontramos de novo ele me apresentou pra sua mãe como sua namorada. - Respondo feliz por ele ter me assumido sem eu precisar cobrar dele um relacionamento sério. Alane - Parece que a possessividade é de família. - Ela resmunga mas logo sua expressão é de medo como se tivesse falado algo que não deveria. Heloísa - Também achei estranho a forma que ele fez mas fazer o que não é mesmo ? Eu era uma fã dele, sempre fui louca por ele então ele me assumir é a mesma coisa de está realizando um sonho. E você e o Playboy, estão juntos a muito tempo ? Aquele menino que estava aqui é filho de vocês ? - Faço várias perguntas de uma vez para puxar assunto mas confesso que também estou bastante curiosa. Alane - Entendi, que bom que você está feliz com ele. - Ela dá um meio sorriso e eu retribuo, realmente eu estou sendo bem feliz com ele. Alane - Como você já deve ter percebido o Playboy é envolvido no tráfico né ? - Afirmo com a cabeça, esse assunto de tráfico sempre me dá medo, quando você entra nessa vida ou você sai morto ou preso. Eu não quero morrer tão cedo e muito menos passar anos presa em um presídio. Alane - Eu já conhecia o Playboy desde de sempre, antes o pai dele comandava aqui mas depois que ele morreu o Playboy assumiu. Eu só conhecia ele de vista, nunca quis me aproximar ou render pra ele, tinha medo da vida que ele levava mas aí um dia eu tava voltando da escola e ele me ofereceu uma carona. Eu disse que não precisava mas ele insistiu e eu com medo aceitei. - Ela dá um suspiro pesado e eu me mantenho atenta a história. Alane - Eu não tinha percebido ainda mas o Playboy já estava de olho em mim, quando ele me ofereceu carona estava querendo me conquistar. Depois dessa carona ele começou a ir me buscar na escola todos os dias, me dar alguns presentes e eu não queria nada sério até aquele momento, mas fui achando ele atencioso e carinhoso então deixei me levar por ele. Quando percebi já estava morando com ele e ele controlando a minha vida, o homem carinhoso e cavalheiro que eu conheci era tudo uma farsa. Ele começou a implicar com as minhas roupas, me proibir de sair sem ele e até a me bater, tentei largar dele quando minha ficha começou a cair, que ele era um homem r**m e eu era uma vítima de violência e de um relacionamento abusivo mas aí já era tarde demais, eu já tava no nome dele e ele disse que só me deixava quando eu morresse. Ele me fez engravidar porque queria um filho nosso, foi um inferno até eu engravidar, às discussões aumentaram. Ele sempre falava que eu não queria engravidar porque não queria construir uma vida com ele, até que eu engravidei e ele começou a me tratar bem novamente mas foi só o Miguel nascer que tudo voltou como era antes e tô aqui até hoje. - Vejo seus olhos cheios de lágrimas e aquilo parte o meu coração, muito triste saber que existem mulheres que sofrem esse tipo de coisa num relacionamento. Penso se o Marcos sabe e compactua com uma coisa dessas, é claro que o que aquele Playboy sente por ela tá longe de ser amor ele é um homem r**m e tóxico. Heloísa - Nossa não sei nem o que dizer... só consigo admirar a sua força de não ter desistido. Sinto muito por você viver desse jeito Alane. - Lhe dou um abraço e vejo os dois se aproximando, ela enxuga suas lágrimas rapidamente para que ninguém perceba e damos o assunto por encerrado. Enquanto os dois se aproximam percebo várias mulheres os olhando, elas são vulgares com vestidos e shorts curtíssimos, se insinuam pra eles e pros outros homens armados, às famosas " Marias fuzis " achava que isso era mito mas pelo visto é mais do que real. Alane - Cadê o Miguel ? - Indaga ao Playboy que no momento está focado olhando para uma mulher sambando enquanto empina a b***a. Será que ele trai ela ? Fiquei com essa dúvida depois do que vi. Playboy - E eu sei, a mãe aqui é você, cuidar do moleque é tarefa sua. - Responde se sentando, filho de uma put4. Alane sai da mesa para ir atrás do garoto e o Marcos me chama pois quer me mostrar algo, andamos pela casa, seguimos por um corredor e ele abre uma porta. Quando entro percebo ser um banheiro... Heloísa - O que foi ? Está passando m*l ? - Pergunto sem entender o que estamos fazendo num banheiro. Marcos - Estou passando m*l de t***o por você. - Ele diz logo me agarrando, meu corpo logo é prensado contra a parede e ele me beija, correspondo seu beijo gostando do nosso momento. Suas mãos apertam minha b***a enquanto eu passo às mãos na sua cabeça trazendo-o o mais perto de mim possível. Beijos são distribuídos no meu pescoço e eu solto um gemido baixo. Mas logo o encanto passa quando sinto suas mãos abrirem o botão da minha calça e eu entender o que ele quer. Heloísa - Não. - Sussurro entre seus lábios tentando me soltar dele. Marcos parece não ligar muito para o que eu disse pois nem se move. Heloísa - Eu disse não Marcos, aqui não. - Minha voz sai firme e ele me solta respirando fundo. Marcos - Porque não ? Só quero matar a saudades do seu corpo, até nisso você tem que complicar ? - O olho abismada. Heloísa - Complicar ? Eu só não quero t*****r aqui, eu tenho vergonha e se às pessoas ouvirem nós dois ? - Falo mais baixo dessa vez com medo de que alguém nos escute. Marcos - Que se f**a às pessoas, você é toda não me toque e cheia de mimimi. Chata pra c*****o em. - Suas palavras me deixam triste, ele praticamente gritou na minha cara, abaixo minha cabeça com vergonha e tento abrir a porta do banheiro pra sair dali. Marcos - Ei mandada, desculpa. Não quis falar assim com você, eu só queria dar uns amassos com a minha namorada e você não quis aí fiquei com raiva. - Sinto seus braços ao redor do meu corpo e sua cabeça ser pousada no meu pescoço. Heloísa - Eu não gostei do jeito que você falou comigo, você sabe que aquela foi minha primeira e única vez então ficar num banheiro enquanto rola um churrasco de domingo me deixa desconfortável. Tem várias pessoas andando pela casa pra cima e pra baixo. Me desculpa não saber me expressar, ser tão chata assim. - Eu sou muito diferente do que ele é acostumada, sinto que a qualquer momento ele pode me deixar. Marcos - Quando chegarmos em casa eu vou te comer com tanta força que você vai ficar dois dias sem sentar. - Um tapa é deferido com força na minha b***a que eu dou um passo pra frente tamanho o impacto. Voltamos pra festa e dessa vez eu curti mais, conversei com Alane sobre vários assuntos. Quando já estava de tarde chegou outro cara que é aliado do playboy e se sentou na mesa com a gente, percebi que ele olhava pra mim de vez em quando mas preferi fingir que não era comigo, mas aparentemente o Marcos percebeu pois saiu me arrastando do churrasco depois de ter dado um soco na cara do cara e o ameaçado de morte se o visse novamente perto de mim. Heloísa - Calma Marcos... - Peço quando ele me coloca no carro usando sua força e bate a porta. Ele dá a volta no carro e entra, começa a dar vários socos no volante me deixando mais assustada ainda. Marcos - Gostou de ficar se insinuando pra aquele cara ? - Sua pergunta me pega de surpresa, o olho chocada vendo sua respiração alterada. Heloísa - Eu não estava me insinuando pra ele e você sabe muito bem disse, eu só vim aqui porque você me trouxe. - Digo e ele fica calado. Marcos - Acho bom mesmo você não se envolver com nenhum cara, você é a minha mulher. - Dito isso ele liga o carro e dá partida.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD