acidente

1086 Words
☆ Sete meses depois ☆ Com o dinheiro da venda da casa e do carro, karol comprou um apartamento, com ajuda de Eduardo, ele a ajudou a encontrar um condomínio em um bairro próximo ao que ele morava, queria estar sempre por perto para cuidar dela, se sentia no dever de fazer isso. Don havia seguido em frente, levando as drogas como auxílio para superar a dor que sentia, mas havia se tornado ainda mais frio, até com os amigo que estavam ao lado dele desde sempre. Karol estava pronta para mais uma noite de plantão, ela saiu na ideia de encontrar algum taxi em frente ao seu condomínio, mas viu um carro familiar ali parado, quando o vidro baixou, ela teve certeza de que o conhecia. — onde vai? — questionou Eduardo. — a uma boate, gostou meu look? — ela perguntou em um tom de ironia enquanto deslizava as mãos pelo jaleco. — eu ia te dar carona, só pelo desaforo não dou mais. — Edu, eu já disse que você está um gato hoje? — sínica. — disse ele, então os dois riram. — entra, vou te levar no hospital, como está? — seguindo em frente. Passava das dez da noite, em um galpão abandonado, estavam Don, Diego e Jeff, em uma Van eles estavam a colocar uma grande quantidade de cocaína, a ideia era transportar até a favela, onde esconderiam em um galpão, depois seria feita a pesagem e por ultimo a venda. — bora, termina esse caralh0 logo. — disse Don. — larga esse beck e vem ajudar otari0, você não tem empregado não. — esbravejou Diego. — olha quem fala, agorinha estavam fumando um. — respondeu Don em um tom de deboche. — disse bem, um, não igual a você que está sentado aí tomando cerveja e enchendo o c* de maconha. — cala a boca vocês dois, e vamos terminar essa porr@, vocês sabem que temos horários. — disse Jeff antes que Don pudesse rebater, então ele largou o cigarro e passou a ajudá-los a colocar a droga na van. Quando terminaram, Jeff entrou na Van, Diego em seu carro e Don no dele, então deram partida, por caminhos diferentes para não levantar suspeita, mas em um cochilo um acidente ocorreu. Quase meia noite, o plantão no hospital estava tranquilo, karol usava seu celular enquanto aguardava por algum paciente. — doutora karol, chegou um rapaz, ele sofreu um acidente de carro, está na sala de emergência, tem que examiná-lo o mais rápido possível. — disse o enfermeiro entrando no consultório. — claro. — karol pegou o estetoscópio e saiu rapidamente em direção a sala de emergência, ao se aproximar da maca paralisou ao ver de quem se tratava, ela jamais esqueceria aquele rosto que trouxe tanta dor a vida dela. — está tudo bem doutora? — questionou o enfermeiro. — sim, faz muito tempo que ele está desacordado? — desde que o retiramos do carro. — disse o socorrista. — ok, vou suturar esses cortes ele está perdendo bastante sangue, ele precisa fazer uma tomografia, manda preparar a sala. — o enfermeiro saiu e logo karol deu início às suturas, suas mãos tremiam, sua cabeça estava a mil, tinha vontade de cravar uma agulha na jugular dele, mas não faria. Quando o enfermeiro voltou, karol havia suturado o cortes maiores e limpado parte do sangue que havia no corpo dele. — a sala está pronta, vou levá-lo. — ok, vou voltar para o consultório, quando o terminar a tomografia você leva para que eu veja. — ok. — o rapaz saiu empurrando a maca, Don permanecia desacordado. Karol ficou por cerca de uma hora no consultório, lhe passava na cabeça um tanto de coisas ruins que poderia fazer com Don, foi então que decidiu ligar para Eduardo e contar do ocorrido, chamou uma, duas três vezes e Eduardo atendeu. — aconteceu alguma coisa? Me ligando a essa hora. — te acordei? — não, tô resolvendo umas paradas. — adivinha quem veio parar aqui no hospital? — quem? — Ruan... — o que houve com ele? — um acidente de carro. — como ele reagiu a te ver? — não me viu ainda, está desacordado desde a hora em que chegou. — você não vai fazer nada né? — ele perguntou temeroso ao perceber o tom de voz que ela falava. — talvez um pouco de terror psicológico. — acha que a Karina falou de você pra ele? — não sei, mas desconfio que não, eu havia dito a ela que não queria saber de nada dele, bom, vou desligar, ele já deve estar para sair da tomografia. — não faz nenhuma besteira ok. — quem tem costume de fazer besteiras é você. — brincou ela o fazendo rir. — se cuida. — você também. Don foi levado novamente para a sala de emergência, karol que já estava lá de prontidão, analisou a tomografia constatando que havia apenas uma costela quebrada e machucados externos. — não foi tão grave, logo ele acorda, irei ficar por aqui aguardando alguma reação, se chegar algum paciente me avisa. — pode deixar. — o rapaz disse em seguida saiu deixando Karol sozinha com Don naquela sala. — uma pena que você não tenha morrido seu infeliz. — karol sentou em uma cadeira que ficava bem em frente a cama e ali ficou lhe lançando seu olhar de ódio. Karol saiu para atender alguns pacientes que vez ou outra chegavam, mas sempre atenta a ele, já era quase quatro da madrugada, ela mais uma vez estava naquela sala, foi então que ele começou a despertar, ela se aproximou, Don abriu os olhos, fechou novamente, a luz o incomodava, quando por fim conseguiu mantê-los abertos, paralisou vendo karol a seu lado. — você... — você sofreu um acidente de carro e lhe trouxeram para cá, mas não se preocupe, está tudo bem com você. — disse ela tentando demonstrar calma. — não é possível, você morreu. — disse ele completamente desnorteado e transtornado. — não, esta tudo bem, ninguém morreu. — Karina... — ele agarrou o pulso de karol então a puxou mais para perto. — me solte, está me machucando. — como ele não soltou, karol gritou por ajuda, logo, várias enfermeiras apareceram para ajudar a contê-lo, então karol aplicou um calmante que em poucos minutos o fez dormir. — o que houve com ele? — uma das enfermeiras questionou. — não sei, acordou assim transtornado, prepara um quarto pra ele, terá que ficar internado.
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