Dentro do seu quarto Gabriel pegou o celular e ligou para sua mãe, enquanto a chamada estava em andamento ele tirava sua roupa para tomar banho.
— Oi meu filho.
— Oi mãe, cadê a Maria já dormiu?
— Sim, dormiu tem pouco tempo, como foi seu primeiro dia de trabalho?
_ Normal, mais acho que a garota não foi muito com a minha cara não
— Oxente porque?
— acho que ela não queria um guarda costas
— Logo ela se acostumar
— Tomara. Bom mãe liguei só para da boa noite, diga a Maria que eu mandei um beijo pra ela
— digo sim meu filho, tá bom vá lá, tenha uma ótima noite
_ A senhora também.
Gabriel desligou o celular deixou em cima da cama e foi para o banheiro onde tomou um banho e depois vestiu seu pijama de dormir e deitou na cama onde ficou mexendo em suas redes sociais até o sono chegar, pois ele demora um pouco para se acostumar a dormir em lugares diferentes que não seja o seu quarto.
E enquanto isso em outro quarto Antonella estava muito furiosa, ela não conseguia acreditar que teria alguém lá vigiando 24 horas onde quer que ela fosse, mas ela jurava pra se mesmo que faria a vida de Gabriel um inferno, até ele se demitir e deixar ela em paz. Agora ela estava sentada na cama conversando com sua amiga em uma chamada de vídeo.
— Mais amiga veja pelo lado bom, agora você terá alguém para lhe proteger em quando alguém vier lhe roubar de novo.
— Cala a boca Berenice, não fala isso nem brincando, eu não vou ser roubada sua maluca
— Só porque você quer, eu espero que não mais pode ficar ciente que estávamos todos sujeitos a isso.
— Tá tá, eu não quero falar mais sobre isso.
— E sobre o que você quer falar então? Do seu gato guarda costas.
— Mais é claro que não, é sobre o Heitor, ele me chamou para sair amanhã.
— Hum, eu não gosto desse cara amiga.— Berenice fala séria.— o Kelvin falou que já viu uma vez ele em um prostíbulo.
— Tenho certeza que o i****a do Kelvin está errado, agora eu vou dormir que o sono já chegou.
— Tudo bem vai lá, qualquer coisa pode me ligar.
— Certo pode deixar.
Antonella desliga a chamada e guarda o celular e deita na cama pensando no que a amiga disse, e não demorou muito ela acabou pegando no sono. Antonella acordou no outro dia com uma sensação estranha de desconforto. Ela se espreguiçou e, com um bocejo, se levantou da cama. O quarto estava iluminado pela luz suave da manhã, mas o clima dentro dela era tudo menos sereno.
Ao sair do quarto, Antonella deu de cara com Gabriel, seu guarda-costas, que estava postado no corredor como uma sombra vigilante e logo ela revirou os olhos, por vê ele ali.
- Bom dia, Antonella. Como a senhorita está se sentindo hoje? - perguntou ele, com sua voz calma e profissional mais tentando criar uma amizade com ela, pois querendo ou não os dois vão passar muito tempo juntos.
Antonella o encarou com uma expressão de desagrado. Ela não estava de bom humor e, por algum motivo, decidiu descontar sua frustração em Gabriel já que também não gostava dele.
- O que isso importa para você? - respondeu Antonella, com um tom áspero na voz. Ela não tinha paciência para formalidades naquele momento, só queria se sentir bem e ter a sua liberdade de volta. Gabriel pareceu surpreso com a resposta direta de Antonella, mas manteve sua postura inabalável.
- Desculpe se minha preocupação é incômoda, senhorita. Estou aqui para garantir sua segurança e bem-estar - disse ele, mantendo a calma.
Antonella bufou, sentindo-se ainda mais irritada. Ela não queria ouvir sobre segurança naquele momento. Só queria um momento de paz e degustar de um bom café da manhã.
- Segurança? Você acha que eu preciso de segurança? Por favor, poupe-me disso - respondeu ela, rolando os olhos com desdém.
Gabriel permaneceu impassível diante da atitude de Antonella. Ele sabia que a segurança dela era sua principal responsabilidade, independentemente do que ela pensasse sobre o assunto.
- Antonella, entendo que possa estar se sentindo frustrada. Mas é importante lembrar que minha presença aqui é para garantir que você esteja protegida. Não estou aqui para incomodar, mas sim para cumprir meu dever - disse ele, mantendo sua postura profissional.
- Bem, faça o que quiser. Mas não espere que eu fique feliz com isso - retrucou ela, virando-se e indo em direção à cozinha.
Enquanto caminhava, Antonella não pôde deixar de sentir uma mistura de sentimentos que estava deixando ela confusa.
Ao entrar na cozinha, Antonella encontrou seus pais e seu irmão reunidos ao redor da mesa, desfrutando de um tranquilo café da manhã. O aroma do café recém-preparado flutuava no ar, trazendo um conforto acolhedor.
- Bom dia, Antonella! Como você está se sentindo hoje? - perguntou sua mãe, sorrindo calorosamente enquanto dava um gole em sua xícara.
- Bom dia, mamãe. Estou... bem - respondeu Antonella, tentando esconder sua irritação matinal.
Seu pai, notando a expressão dela, arqueou uma sobrancelha com preocupação.
- Algum problema, filha? - indagou ele, olhando-a atentamente.
- Nada demais, papai. Só não dormi muito bem - disse Antonella, tentando desviar a atenção de sua frustração.
Seu irmão então , sorriu travesso e comentou uma brincadeira não muito legal ao vê de Antonella.
- Sonhos ruins, Antonella? Ou será que a presença constante de Gabriel está te deixando inquieta? - provocou ele, rindo.
Antonella lançou um olhar repreensivo para Allan, que riu ainda mais.
- Allan, não seja desrespeitoso com o Gabriel. Ele está aqui para garantir nossa segurança - interveio seu pai, com seriedade parecendo que não gostou do rumo da brincadeira.
- Desculpe, pai. Só estava brincando - murmurou Allan
— Brincadeira de m*l gosto idiota.— Ela fala
A conversa continuou enquanto saboreavam o café da manhã. Antonella tentou se manter envolvida, apesar de sua mente ainda estar um pouco tumultuada. Ela sabia que precisava superar a frustração e aceitar a presença de Gabriel em sua vida.
- Antonella, lembre-se de que estamos aqui para cuidar de você. Sua segurança é uma prioridade para nós - disse sua mãe, colocando a mão sobre a dela com carinho.
Antonella olhou nos olhos amorosos de sua mãe e suspirou. Ela sabia que estava sendo teimosa, e que seus pais só queriam o melhor para ela.
- Eu sei, mamãe. Vou tentar ser mais compreensiva com tudo isso - prometeu Antonella, sentindo um pouco de alívio ao compartilhar seus sentimentos.
A conversa continuou, agora com um clima mais leve e compreensivo. Antonella percebeu que, mesmo que a presença de Gabriel fosse incômoda no início, ele estava ali não importava o quanto ela tratava ele m*l.