3

1323 Words
Deborah💫 Entro na sala de jantar e me deparo com a presença indesejada de Nathan. - O que esse i****a tá fazendo aqui? - questiono assim que me aproximo. - Oxi, como assim? Eu vim pela comida - ele responde, virando-se para me encarar. - Só podia ser isso mesmo - resmungo. - O que é? Tá achando que eu vim por você? - ele solta uma risada. - Ah, claro que não. Não tô achando nada - digo, puxando a cadeira o mais longe possível dele. Meu pai e a Érica já estavam sentados em seus lugares. - Por que ele tá aqui? - pergunto aos dois. - Eu não faço ideia do que esse i****a tá fazendo aqui - meu pai responde. Parece que ele também não gostou da presença do Nathan. - Eu o convidei - Érica se intromete. Só podia ser ela mesmo. - Ei, não falem como se eu não estivesse aqui - Nathan reclama, virando o rosto para o outro lado. Ignorando ele volto a perguntar. _ por que você convidou ele, era pra ser um jantar em família,nesse caso nós três. Digo. _ por que ele é o meu amigo, além do mais ele e da família, cunhado da nossa irmã lembra. Diz me olhando. _ não tem como esquecer isso. _ eu nem sei porque tô te respondendo, tô de m*l com você. Diz virando o rosto pro outro lado. - Fala sério, Érica, você ainda tá chateado por que eu não te contei que estava voltando pra casa. Reviro os olhos. - sim, estou - ela responde. - E sério isso,não tenho culpa se o papai não te falou nada - me defendo. - Pai - olho para ele em busca de uma resposta. - Eu não tenho nada a ver com isso. Não falei porque você não perguntou - ele dá de ombros. - Eu não perguntei porque eu não sabia - explicou. - Agora você tem a sua resposta. Vamos comer, que estou com fome. Quanto mais cedo acabarmos o jantar, mais cedo esse folgado vai embora da nossa casa - meu pai diz, olhando diretamente para Nathan. - Eu sei que o senhor gosta de mim - Nathan provoca. - Só se for nos seus sonhos. Você é igualzinho ao outro folgado - meu pai resmunga. - Chega de conversa e vamos comer - interrompo a discussão. Todos fazem seus pratos e o restante da refeição é feito em silêncio. (...) Sentada no sofá, aguardo ansiosamente pelo recado que o i****a do Nathan tem para me entregar. Mas, até agora, ele não apareceu. Decido procurá-lo. - Quem esse i****a pensa que é pra me fazer de boba, esperando por ele até agora? - resmungo enquanto subo as escadas em busca dele. Tenho quase certeza de que ele está no quarto da Érica. Ao chegar no quarto, entro sem bater e sou surpreendida pela cena em minha frente. - Ai, meu Deus! - exclamo, espantada. - Mas que merda, Déborah! Não sabe bater na porta? - minha irmã reclama. - Claro que sei bater, mas como estou em casa, resolvi entrar sem bater mesmo. Até porque, se tivesse batido, não teria visto vocês se engolindo em um beijo muito excitante para o meu gosto - digo, observando-os. - Hum, acho que a parte do beijo não é da sua conta - Nathan rebate. - É mesmo? O que vocês acham que o papai vai achar se descobrir que vocês têm um relacionamento debaixo do teto dele? - os ameaço, adoro fazer isso, principalmente com esse cara. Por alguma razão, a cena me deixa com raiva. Será que estou com ciúmes? Decido ignorar esses pensamentos e voltar minha atenção para o casal do ano. - Além disso, estou te esperando lá embaixo faz tempo, molenga - continuo. - Para de me xingar, garota. Desse jeito, vou achar que você sente alguma coisa por mim - ele me olha. - Nunca nessa vida. Você não faz o meu tipo - afirmo. Eu nunca gostaria ou me apaixonaria por esse i****a. - Nunca diga nunca, baby - ele provoca, passando por mim. Olho para Érica, que está olhando para o outro lado, como se algo na parede chamasse sua atenção. - Hum, então vocês estão ficando mesmo? - pergunto, apenas para tirar a dúvida. - O que? Claro que não. Só estávamos fazendo um teste para ver se ele beija bem - Érica responde, agora me olhando. Decido não dizer mais nada e me viro para voltar pelo caminho que acabei de fazer. - Quando eu vier daqui a pouco, vamos conversar sobre esse teste de beijo - digo. Algo me diz que essa não foi a primeira vez que eles se beijaram. Enquanto sigo até a sala, vejo Nathan jogado no sofá. Cadê o meu pai quando eu preciso que ele expulse esse folgado da nossa casa? - Fala logo o recado que o Dylan mandou para mim, por você - digo, olhando para Nathan. - Ah, tinha me esquecido. Parece que você é tão insignificante que eu não me lembrava desse recado - ele responde com deboche. Sem esperar mais nada, já me vejo em cima dele, enforcando-o com minhas próprias mãos. - Você tem ideia do que está fazendo? Quero saber do recado e não sobre como sou insignificante, como você mesmo disse - digo, apertando seu pescoço com mais força. - Para... sua... maluca... não... consigo... respirar - ele diz, quase sem ar. Só então percebo minhas atitudes e o solto rapidamente. Logo minhas mãos começam a tremer e, do nada, lembro-me de cinco meses atrás. - Não foi minha culpa - digo para mim mesma, balançando a cabeça várias vezes. - Claro que foi - alguém ao meu lado diz. - Não foi minha culpa - repito novamente em um sussurro. - Claro que foi sua culpa. Você queria me matar agora há pouco - a pessoa insiste. - Não foi minha culpa... CALA A BOCA! - grito com a pessoa ao meu lado. Então, uma mão é colocada em meu ombro. - Ei, tá tudo bem. Não foi culpa sua - a pessoa tenta me acalmar. - Não foi minha culpa - repito novamente. - Sim, não foi culpa sua - a pessoa insiste. Aos poucos, volto à realidade e assimilo as coisas ao meu redor. Olho para o lado e constato que é Nathan quem está lá. Respiro fundo e finalmente pergunto: - Qual era o recado? - O que foi que acabou de acontecer aqui? - ele pergunta, curioso. - Não é da sua conta. Agora me diga o recado - respondo. Não quero que ninguém saiba do meu passado, é um segredo só meu. Vejo Nathan suspirar antes de me responder. Olhando-o de perto, até parece bonito. - Ignorante você, não? - ele provoca mais uma vez. Resolvo ignorar seu comentário. - O Dylan mandou te avisar que amanhã de manhã quer te ver na empresa para falar com ele. Disse que é assunto do seu interesse. - Só isso? - pergunto. - Não tem mais nada. - Foi só isso? - Ora, essa! Ele poderia ter me ligado ou mandado uma mensagem. - Eu mereço mesmo - resmungo. - É muito... - ele começa a dizer, mas só lhe dou uma olhada e não respondo à sua piadinha. - Recado dado. Agora você pode ir embora... - Você é tão educada, deve ser por isso que ninguém te suporta... - Olha aqui, seu idiota... Ei, o que você tá fazendo? - pergunto ao sentir seu corpo se aproximando do meu. Isso me deixa nervosa. - Você quer mesmo saber o que estou fazendo? - ele abaixa a cabeça para sussurrar bem próximo do meu ouvido. Isso traz uma sensação nova para mim. Mas tenho certeza de que não é uma sensação boa. Aprendi que não devo confiar em ninguém novamente, principalmente em alguns homens. Continuar.....
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD