O vento soprava frio naquela manhã, trazendo consigo o prenúncio de uma tempestade que não era apenas climática. A mansão Marchesi estava mergulhada em um silêncio espesso, cortado apenas pelo som distante dos galhos batendo nas janelas. Isla caminhava pelos corredores com Alessandro nos braços, tentando acalmá-lo. O bebê chorava baixo, como se sentisse o peso do ambiente — como se soubesse que algo havia mudado. Nos últimos dias, Darian estava diferente. Ainda presente, ainda protetor, mas havia uma distância quase imperceptível em cada gesto, em cada olhar. Não era o mesmo afastamento de antes, era algo mais profundo — como se ele estivesse lutando contra algo que não podia contar. Isla sentia. Não precisava de palavras. O pai dele estava por trás daquilo, ela sabia. Desde a visita daq

