A suíte ampla estava mergulhada em um silêncio quase sufocante quando Isla abriu os olhos naquela manhã. O sol atravessava as cortinas em faixas douradas, iluminando o quarto com uma calma enganadora. Seu corpo, no entanto, não acompanhava essa serenidade: o enjoo matinal a atingira com força, obrigando-a a correr até o banheiro antes mesmo de pensar em café. Ela se apoiou na pia de mármore, respirando fundo enquanto lavava o rosto. O reflexo no espelho mostrava um rosto mais pálido do que de costume, mas seus olhos brilhavam de uma forma diferente. Ainda custava a acreditar. Estava grávida. Grávida do homem que, por contrato, pagaria uma fortuna em troca de um herdeiro. Era estranho. A ideia da criança deveria soar apenas como parte do acordo, mas dentro dela algo já pulsava com força.

