Os dias haviam se arrastado lentos desde aquela noite. A chuva dera lugar a um sol pálido, que parecia iluminar tudo, menos Isla. Ela estava deitada no sofá, coberta por um lençol fino, o rosto pálido e os olhos fundos. O corpo tremia levemente, não pelo frio, mas por dentro — por um vazio que não havia febre capaz de explicar. Ava entrou na sala silenciosamente, equilibrando uma bandeja com sopa, um copo d’água e alguns comprimidos. O olhar dela, cansado e terno, pousou sobre a irmã. — Isla... — chamou baixinho. — Trouxe algo pra você comer. — Não quero — murmurou Isla, a voz fraca, sem forças nem para mentir. — Você precisa se alimentar. — Ava colocou a bandeja na mesinha, se sentando ao lado dela. — Está assim há dias. Isla virou o rosto para o outro lado, encarando a janela aberta

