A casa estava em silêncio. Um silêncio frio, que parecia se infiltrar nas paredes, nas frestas, no coração. Isla estava sentada à beira da cama, o olhar perdido na janela. O céu estava nublado, e a chuva fina caía como uma cortina leve, riscando o vidro com trilhas que pareciam lágrimas. Havia dois dias desde que deixara a mansão Marchesi. Dois dias desde que ouvira as últimas palavras de Darian — ditas com raiva, mas também com uma dor que ela não conseguia esquecer. “Já acabou, Isla. Você pode ir. O contrato terminou.” O contrato. Aquela palavra ainda a destruía por dentro. Ela respirou fundo, tentando se convencer de que fizera o que era certo. Que sair era o único caminho, já que ficar significava viver sob as regras de um homem que, por mais que amasse, jamais seria livre do peso

