O relógio de parede marcava sete da manhã quando Darian desceu as escadas, ainda com o nó da gravata frouxo e o rosto tenso. A mansão estava silenciosa, exceto pelo som distante de Alessandro balbuciando no quarto do andar de cima. Isla ainda dormia, exausta depois de uma noite difícil com o bebê. Darian serviu uma dose de café preto e se apoiou na bancada de mármore. Tentava se concentrar nos relatórios espalhados à sua frente, mas a mente insistia em voltar ao que mais o atormentava — o pai. Desde a última visita dele, o ar parecia mais pesado, como se as paredes observassem e julgassem cada passo seu. O som de pneus na entrada da mansão o fez erguer a cabeça. Reconheceu aquele som antes mesmo que o carro parasse. O coração de Darian se contraiu. Poucos segundos depois, o eco das bota

