O silêncio dentro do carro contrastava brutalmente com o caos que havia dominado o galpão minutos antes. Isla estava encolhida no banco de trás, a cabeça apoiada no vidro frio, tentando assimilar tudo o que tinha acontecido. Seus pulsos ainda ardiam por causa das cordas, e a sensação da lâmina encostada em sua pele parecia permanecer, mesmo que já não houvesse nada ali. Darian, sentado ao lado dela, a observava em silêncio. O maxilar cerrado denunciava sua fúria ainda não resolvida. Ele não era um homem acostumado a perder o controle, mas a ideia de que alguém havia ousado tocar nela — nela e no filho que carregava — fazia seu sangue ferver em um nível que jamais experimentara. — Você deveria ter ficado dentro da mansão — disse, enfim, a voz baixa, mas carregada de dureza. Isla desviou

