A luz do fim de tarde entrava pela varanda, banhando o quarto com tons dourados e quentes. Ava estava sentada na poltrona próxima à janela, o pequeno Alessandro em seus braços, adormecido. O bebê respirava de forma tranquila, os lábios entreabertos, uma das mãozinhas segurando o tecido do vestido da tia como se temesse soltá-la. Ava o observava com um sorriso sereno, o olhar marejado por uma emoção contida, enquanto o sol beijava seus cabelos castanhos, deixando-os com reflexos de cobre. Isla ficou parada na soleira da porta por um instante, em silêncio, absorvendo aquela imagem que parecia saída de um sonho. Era a primeira vez que via a irmã tão calma desde que ela saíra do hospital. Ava ainda parecia frágil, um pouco pálida, mas havia algo novo em seu semblante — uma leveza que Isla há

