O silêncio depois da tempestade era quase ensurdecedor. A casa, imensa e fria, parecia reter o eco das palavras que haviam sido trocadas horas antes — palavras afiadas, cheias de veneno e poder. Isla estava sentada no sofá da sala de estar, os dedos entrelaçados, o olhar perdido nas chamas que tremeluziam na lareira. O coração ainda batia rápido, uma mistura de raiva e medo pulsando dentro dela. Desde que o pai de Darian atravessara aquelas portas, ela sabia que algo r**m viria. O homem não precisava levantar a voz para ameaçá-la; bastava o olhar, aquele olhar gélido que dizia que ela era uma intrusa, alguém que devia ser removida. Darian ainda não voltara. Ele havia saído logo após o embate, prometendo resolver “as coisas” com o pai — mas já fazia horas. E quanto mais o tempo passava, m

