A noite caiu sobre a mansão Marchesi com uma calma enganosa. Isla sentia o coração bater acelerado desde o jantar. O contrato deixava claro: não havia espaço para sentimentos, mas o corpo dela não conseguia ignorar a expectativa que crescia sempre que Darian estava por perto. Quando a porta do quarto se abriu e ele entrou, o ar pareceu rarefeito. O olhar dele era frio, calculado, mas carregava algo que queimava por dentro. Isla engoliu em seco. Não havia conversa, não havia preliminares desnecessárias. Apenas a certeza de que seria possuída de novo — com intensidade ainda maior. Darian parou diante dela, os olhos escuros fixos em seu corpo. Com um gesto firme, segurou seu queixo e a fez erguer o rosto. — Você sabe por que está aqui — a voz dele soou baixa, rouca, quase como um comando.

