Capítulo 25

1481 Words
Ele se assustou porque achou que ela iria sentir sua ereção, segurou a mão dela, tirando-a de perto abruptamente, parou de beijar e deu um leve beijo na mão dela. Em seguida, puxou o edredom bem rápido, se cobrindo. Ela ficou sem entender nada, achando que estava beijando m*l, sentou-se, arrumou o coque e deu uma ajeitada na roupa. Ele ficou muito quieto, ela falou sem jeito: — Tá r**m, né? Pode falar. Você sabe que eu nunca fiquei com ninguém, então... Ele disse que não, que estava bom. Ela ficou muito desconcertada e deitou-se mais longe. Ele falou rindo que era para ela ficar perto, como estava antes. Naquele momento, ela se sentiu diferente, mais travada, insegura, imaginando que ele já tinha ficado com muitas outras. Ele tentou se aproximar para beijar, mas não foi a mesma coisa por causa dela. Ele percebeu e perguntou, segurando sua mão: — Vai ficar brava? O que foi? Ela disse que não era nada, ele respondeu: — Como se eu não te conhecesse, né? Ela pediu para que ele fosse sincero com ela, argumentando que ele tinha muito mais experiência e que ela não poderia ser ridícula com outra pessoa, beijando m*l e passando vergonha. Ele respondeu rindo irritado: — Nossa, como você é, né? Está bravinha à toa e vai começar a falar essas coisas? Quer me deixar com ciúmes? Ela respondeu, também rindo: — Com você é só um teste, ou você acha que eu não sei da sua má fama? Ele a olhou intrigado, falou levantando-se: — Um teste? É sério? Ela perguntou qual nota ele lhe daria. Ele ficou bravo e saiu do quarto. Ela pegou o celular dele para falar com a Aisha e viu que ele tinha mandado várias mensagens que não haviam sido recebidas, para ela. Tentou ligar, mas deu caixa postal. Viu também que ele apagou todas as conversas antigas com mulheres. Quando ele voltou, trouxe comida para os dois. Ela perguntou da Aisha, e ele contou que há dias não conseguiam falar com ela, e que o Júlio estava louco tentando. Ela deu a ideia de irem à casa dela, ele falou intrigado: — Como você sabe onde ela mora? A Aisha não leva ninguém lá. Rebeca explicou que não sabia muito bem, que haviam ido lá uma única vez. Ele disse que poderiam ir no dia seguinte. Continuaram assistindo enquanto comiam. Rebeca perguntou se o Célio estava acordado, Neto confirmou e quis saber o motivo. Ela respondeu: — Nada. Está tarde, eu já vou embora. Ele brincou dizendo que ela podia ficar, porque ninguém iria notar. Ela respondeu dizendo que não era tão cara de p*u assim. Ele a lembrou de que eles sempre dormiram juntos, ela respondeu rindo desconcertada: — Mas era diferente. Vou levar sua blusa e dormir com seu cheiro. Ele disse, rindo malicioso: — Dorme aqui que dá para sentir melhor. Prometo me comportar. Não vou tentar nada. Ela achou melhor não. Ele a levou até o portão do centro de reciclagem, se despediram com um beijinho e um abraço apertado. No outro dia, ele saiu pela manhã, passou bastante tempo fora, estava fazendo aulas para tirar a habilitação. Ela ainda estava "de molho" em casa. No final do dia, ele passou para combinar a ida à casa da Aisha, levou bolachas que Rebeca amava. Estavam no quintal conversando sentados e era possível vê-los do barracão, ela nem se aproximou muito, e falou que ninguém podia saber de nada. Neto ficou dizendo que ia falar com Antônio, foi pra casa ameaçando contar. Mais tarde quando Antônio foi para casa e viu que ela estava se arrumando, começou a questionar para onde ela iria, confrontou-a querendo saber quem ela tinha curado, para ter ficado semanas de cama. Como ela estava um pouco revoltada, ela o ignorou e saiu. Neto já a esperava na frente da casa dele. Rebeca entrou no carro, ele lhe deu um selinho e começou a falar, animado, sobre a autoescola. Ela estava com o pensamento distante e quase não falou durante o trajeto. Foram até a casa da Aisha, mas não havia ninguém. Rebeca ficou tensa pensando no Noah, queria mesmo vê-lo, ter notícias. Quando voltaram para a casa do Neto, ela entrou e foram direto para o quarto. Ele ligou a televisão, tirou os tênis e a blusa. Ela sentou-se na cama e falou, sem jeito, apreensiva: — Eu posso só ficar aqui? Como antes? Ele questionou: — Como antes? Ela explicou que queria ficar apenas como amigos, sem que nada acontecesse. Ele começou a falar baixinho, demonstrando desagrado: — Só vem atrás quando quer, fica falando as coisas para me magoar, faz eu de b***a e eu tenho que aceitar tudo calado. Era melhor antes, quando você não me tratava assim! Ele deitou no tapete e ficou quieto, deixando-a sozinha na cama. Rebeca continuou sentada, preocupada com o Noah e o sumiço da Aisha. Ele perguntou se ela não iria deitar na cama, e ela respondeu que já iria embora. Ele insistiu: — Aconteceu alguma coisa que eu não sei? Você tá muito estranha. Ela disse que não. Quando o filme estava na metade, ele foi deitar na cama, ficando no canto, quieto, nem estava assistindo direito, irritado enciumado imaginando coisas. Rebeca tirou o coturno e deitou ao lado dele, bem perto. Ele praticamente a ignorou e não a abraçou direito. Ela se aproximou para dar um selinho, mas ele disse seriamente que não queria. Ela ficou sem entender, e ele lembrou que ela mesma tinha dito que ficaria lá como antes, como amigos. Ela levantou-se, falou chateada: — Por que tudo tem que ser assim? Você sabe que eu não estou bem, você me conhece melhor que qualquer um. Está sempre criando motivo para brigar, eu nem sei mais se posso confiar em você. Ele respondeu também triste, porém irritado: — É porque tudo é sempre sobre você, né? Eu gosto de você, muito. Desde que a gente se beijou a primeira vez, eu só quero ficar com você, Rebeca. Quando eu te afasto, igual a ontem, não é porque está r**m, muito pelo contrário. — Eu sou homem e não dá para evitar querer ter você, fazer de tudo. Quando estamos juntos, é difícil. Eu te respeito, quero ir com calma, mas toda vez que dá, você fica falando que é à toa, que eu não presto… — Só estou tentando fazer a coisa certa. Sabe, eu acho que você não gosta de mim dessa forma, nunca esteve interessada. Eu que comecei com isso mesmo. Pior que me avisaram e eu teimei que não, só que quanto mais próximo eu tento estar, pior as coisas ficam entre nós. Rebeca estava em pé, olhando para ele e ouvindo em silêncio. Quase chorando, ela disse que aquilo não era verdade. Ele falou: — Então quer saber sua nota? É dez. Não precisa ficar comigo mais não, para estar treinando. Isso é ridículo, Rebeca! — Um desrespeito comigo. Ela foi até a porta, trancou-a com a chave, voltou para a cama e sentou-se muito próxima dele, falou séria: — O problema não é você. A minha vida toda, você foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu não sei das coisas direito, sou inexperiente em tudo, nunca fiquei com ninguém além de você e tenho muito medo de te perder. — Sua amizade deu um novo sentido à minha vida. Se eu não for gostar de você, de quem mais vou gostar? Eu só estou com medo, Neto, de estragar tudo. — Eu gosto tanto de você que chega a doer, só de imaginar você com outra menina, rodeado de pessoas interesseiras que não te conhecem de verdade. Seria um sonho para mim ter o meu melhor amigo como o meu amor também! Mas, se isso der errado, vou ficar sem os dois. Eu não sei nem quem sou sem você. Ela começou a chorar enquanto falava. Ele se aproximou e sentou-se para abraçá-la, acariciando o rosto dela, falou afetuoso: — Você é a única certeza na minha vida, desde sempre. Nunca vamos nos separar, nem perder a nossa amizade. Somos os melhores juntos, já esqueceu? — Você é a menina mais bonita que eu já conheci, por dentro e por fora. Eu também estou com medo e me sinto inseguro com você, porque, diferente de todas, você me conhece desde sempre e eu não te conheço igualmente. Você não deixa. Desde pequena é assim! Ela falou, aproximando-se da boca dele: — Eu vejo você. Quero descobrir tudo ao seu lado. Me promete que sempre vamos ser amigos? Ele afirmou que seriam muito mais e lhe deu um beijo que a arrepiou dos pés à cabeça. Rebeca tirou a blusa de frio e ele a puxou para mais perto. Ela subiu em cima dele enquanto se beijavam, agindo instintivamente com os hormônios a todo vapor.
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