Na manhã seguinte, ela acordou antes dele e foi para casa antes de seu tio ou Célio acordarem. Deitou para voltar a dormir, logo Antônio a acordou dizendo que iam viajar, em breve, só os dois, para recomeçar. Ele estava percebendo as mudanças de personalidade dela, e não estava gostando. Ela concordou, ficou tentando agir normalmente. Ele não disse muita coisa, mas sabia que ela havia passado a noite fora. A maior preocupação dele era: ela estar envolvida com alguém, querendo ir mais além propositalmente, e ele tinha razão. Era como se fosse tudo previsível, os seus passos, seguindo o caminho da mãe e indo para o círculo inquebrável, de gerar um bebê que herdaria o dom. Ela inventou que precisava ir à farmácia só para ir até a cidade. Ia explodir se não conseguisse conversar com alguém.

