Capítulo 19
Sem saber se realmente podia falar, a Rebeca disse que não se lembrava dos detalhes. Ficou super sem jeito. A Eleonora falou quase chorando:
— Por favor, querida. Eu preciso saber!
Ela começou a contar como foi o reencontro com a Aisha, deu detalhes do dia das duas juntas e perguntou se eles tinham algum suspeito. Ela estava chorando, disse que não, que a Aisha era danada pra guardar segredos, falou reflexiva:
— Quem poderia querer fazer aquilo com ela? O que essa pessoa teria a perder? Eu não entendo, ela não era boba e fácil de manipular. Estava grávida e ela sabia disso!
A Rebeca falou exultante:
— Talvez ele fosse comprometido, ou tinha medo de vocês, da família. Eu acabei de chegar e não sei de tudo, mas já entendi que ninguém deve mentir ou trair vocês. Era um relacionamento proibido!
Ela respondeu pensativa:
— E você suspeita de alguém?
Rebeca ficou quieta, balançou a cabeça que não. Teve medo de falar do Ramon, mas logo perguntou se todos os amigos deles eram de confiança e completou:
— Na verdade, quem fez isso era de confiança e sabia tudo de vocês.
Ela perguntou se a Rebeca estava com medo dessa pessoa ir atrás dela, fazer algo r**m. Ela respondeu:
— Não, eu não vi nada mesmo.
Ela disse que ia sempre ajudar a Rebeca, porque a Aisha tinha muito carinho por ela. Conversaram mais um pouco. A Rebeca perguntou se podia ir colocar o Toni na cama dele e depois deitar. Ela sugeriu que ela dormisse no quarto do Toni, acompanhado era mais fácil dormir bem, ele gostava de ficar encostadinho.
Os dois dormiram a noite toda próximos. De manhã a Estela foi chamar eles, deitou na cama junto, disse que iam sair. A Rebeca falou sonolenta:
— Que horas são? Eu vou junto? Não, né?
A Kim entrou no quarto falando animada:
— Bom diaaaa, que soninho bom, hein? Vamos levantar, temos um compromisso, já são quase 10:00 horas.
Ela mesma arrumou o Toni, a Estela foi arrumar a mesa do café e a Rebeca foi se trocar. Quando ela estava no quarto ouviu barulho no quintal e olhou pela janela. O Noah estava lá com o Ramon lutando, rolando na grama. Por alguns minutos ela ficou olhando, reparando mesmo nos dois sem camiseta, admirando. O Noah viu que ela estava olhando e falou para o Ramon:
— Olha na janela à direita, temos uma fã.
O Ramon falou irônico olhando pra ela:
— Fã? Ela olha pra gente com desprezo, isso me irrita muito, cara.
Ela saiu da janela rápido assim que viu eles olhando. O Noah falou:
— Não é desprezo, ela não é assim. É que você só conheceu ela agora, nessa má fase. Ela só é diferente, te incomoda muito não agradar ela, né? i****a! — Noah disse dando socos com brincadeira.
O Ramon falou rindo, empurrando o Noah:
— Não é isso, eu tento ser legal, mas ela é tapada demais pra entender. E eu tô pra te falar, abre o olho com ela!
Eles começaram a "brincar" de luta, se batendo. O Noah falou debochando:
— Porque? Ramon, você não é legal com ninguém, você intimida ela. Nunca vai conseguir qualquer coisa, se depender de você pra tirar as coisas dela, não vamos chegar a lugar nenhum.
Ele respondeu travando o Noah com um golpe:
— E se depender de você vai tirar tudo dela, até a virgi.ndade, menos as informações.
A brincadeira estava passando um pouco dos limites. O Noah falou afrontando:
— E isso te incomoda? Pelo menos ela vai gostar de ser mac.hucada e vai pedir sempre mais.
O Ramon ficou bravo, falou parando com a brincadeira:
— Eu não sou ninguém pra te julgar, mas eu te conheço e sei que isso não vai dar certo. Manda ela embora!
— Você não vai aguentar e nem largar sua mulher, por ela. A coitada é só uma menina.
O Noah insistiu querendo brincar, disse rindo:
— Machucar o coração! Que foi? Nossa, como você tá chato! É sério?
Já irritado, o Ramon empurrou ele, foi se afastando, disse que ia tomar banho e ir trabalhar, porque alguém precisava fazer o trabalho sujo. O Noah foi atrás ainda com graça, falando:
— Tá de TPM? Você tá tra.nsando? Isso é falta, hein. Vou com você, não tra.nsar, trabalhar.
Eles encontraram a Kim no caminho. Ela falou curiosa:
— Quem vai tra.nsar aí?
O Noah abraçou ela, falou rindo:
— O Ramon está precisando, ele anda muitooo estressado.
Ela falou rindo:
— Se quiser posso te apresentar uma amiga minha, ela acabou de chegar de Miami, não é muito seu tipo, mas tenho certeza que vai te ajudar, a dar uma aliviada no estresse.
— Ela é linda, livre e inteligente.
O Noah estava brincando ainda, falando bobagens das mulheres que o Ramon havia ficado. A Kim começou a mostrar fotos dessa amiga. A Estela tinha ido chamar a Rebeca. As duas se aproximaram com o Toni. O Ramon falou que dispensava a oferta. A Kim respondeu mostrando as fotos para a Estela:
— Olha só como o nosso amigo anda exigente, dispensando uma mulher dessas.
A Estela falou brincando:
— Até eu queria uma noite com uma dessas. Eu tô começando a achar que ele virou a casaca!
Ele estava irritado, falou pra ela:
— Se você não fosse tão cabeça de vento como esse tipo de mulher, talvez eu olharia pra você, Estela. Não, eu não ficaria com você, é muito chata e fala demais. Eu já te disse que tenho feti.che por colar um esparadrapo na boca das mulheres?
Eles começaram a rir, só a Rebeca não. A Estela falou irônica:
— Com algemas também? Seria interessante!
A Kim falou:
— Algemas, um fetiche clássico. Não é, Rebeca? Alguém já te prendeu?
— Fiquei sabendo que o seu ex, vai entrar pra polícia.
Rebeca falou sem jeito:
— Não sei. Não estava prestando atenção na conversa!
O Ramon falou sério, com sarcasmo, encarando ela:
— Estamos falando de fet.iche, mas você não deve ter nenhum.
A Estela falou rindo:
— E se tem, devem ser bem sujos, mais que os meus. As quietinhas são as piores afinal.
Super constrangida, Rebeca falou:
— Não sei do que estão falando pra ser bem sincera. Feti.che, eu não sei exatamente o que significa.
Eles começaram todos a rir, menos ela. O Noah falou beijando a Kim:
— É melhor eu ir. Tchau, amor, qualquer coisa me liga. Te amo!
Ela respondeu carinhosa, disse que o amava.
O Ramon falou se afastando:
— Me manda o contato dessa sua amiga, é só pra mostrar que eu não estou errado. Se ela conversar comigo por meia hora, eu fico só com as algemas, sem o esparadrapo.
As três estavam indo para o carro. A Kim falou animada:
— Isso! Tenho certeza que ele vai gostar dela. Rebeca, você não sabe mesmo o que é fe.tiche?
Rebeca disse séria:
— Algo relacionado a se.xo, algum tipo de fazer se.xo, imagino?
O Toni estava jogando no celular com fone de ouvido. Entraram os quatro no carro. A Kim falou:
— Não, é tipo vontades, desejos. Os homens mesmo, um feti.che clássico é estar na cama com duas mulheres. Ou fazer em locais proibidos, talvez ser amarrado, vendado, levar chicotadas.
A Estela falou:
— É como desejar coisas diferentes, que não se fazem sempre. Eu tenho fet.iche por fazer em um lugar público, podendo ser pega!
A Kim falou rindo nostálgica:
— Eu já realizei todos os meus, não perdi tempo. Vocês são novas, têm muito que viver ainda! Só não no horário de trabalho, por favor, Rebeca!
Estela disse que não ia se repetir. Kim falou irônica:
— Não mesmo, ele está longe. Você não desistiu ainda, né?
Ela respondeu sem jeito:
— Não vamos falar disso. E você, Rebeca, tem algum desejo? Você não é virg.em não, né?
Ela disse que não para ambas as perguntas. A Kim falou cutucando a Estela:
— Deixa ela. Para com isso!
A Estela foi falando que não tinha nada demais em estar curiosa. A Rebeca falou:
— Minha vida era um tédio, tenho certeza que nada que vivi vai ser interessante como as histórias de vocês. E eu só fiz mesmo duas vezes, então não tenho nada pra contar! Acho que nem beijar direito eu sei.