Capítulo 19 corrigido

1741 Words
Capítulo 19 Rebeca foi entrando atrás. A casa era lindíssima, com três andares, eles eram muito bem de vida e ela nem imaginava. Aisha não parecia esse "tipo" de gente, era até melhor e maior que a casa de Neto. Rebeca não teve como não reparar. Foram para o segundo andar. Ela ouviu a mãe dele falando: — Vocês brigaram de novo? Por quê? Ela não saiu do quarto pra nada desde que chegou, não quis comer também, só disse que não quer ver ou falar com ninguém. Eu queria entrar, mas ela me proibiu. Se eu ficar entrando assim, ela disse que vai voltar com aquilo. Ele falou bravo, forçando a porta e chamando por ela: — Aisha, abre essa porta, anda logo! Aisha, por favor. Mãe, vai pegar a chave! Deu para ver que estavam preocupados demais. A mãe dele voltou e disse que não encontrou a chave reserva. Ele foi procurar. Ela falou para Rebeca, chorando: — Desculpa por isso, você vai achar que somos malucos, é que a gente se preocupa com ela. Desde o acidente e a perda do namorado, ela mudou, eu não sei o que ela te disse, mas eu a tenho como filha, todos nós estamos sofrendo com tudo, ela nunca está sozinha. Ele voltou com a chave e foi entrando. Ela estava dormindo, dopada. Ele perguntou se ela estava sempre fazendo aquilo. A mãe disse que não. Ele falou bravo, pegando Aisha no colo: — Para de defender ela, não tá vendo que ela só tá cada vez pior? Nós brigamos porque ela foi correr. Rebeca estava perdida, assustada. Ele pediu ajuda. Foram para o banheiro, ele colocou a banheira para encher. Aisha estava meio que querendo acordar. Fizeram-na vomitar. Rebeca ajudou a tirar a roupa dela. A deixou só de calcinha e sutiã. Ele a colocou na banheira e começou a contar que ela perdeu o namorado em uma corrida e que, depois disso, mudou muito, que ficou em coma após sofrer o acidente com ele e que prometeu não correr mais. Rebeca ficou super culpada. Ele falou que ela era difícil, na verdade sempre foi, mas que agora era diferente porque ela não fazia mais questão de viver. Rebeca ficou sentada perto dela. A primeira coisa que Aisha falou foi que ela era muito boba. Ele perguntou como ela estava. Ela falou, irônica: — Acordada, infelizmente! Que droga, Noah, você não me deixa em paz. Ele disse que encontrou Rebeca chorando sozinha na rua e que a levou porque ficou com dó. Aisha estava meio dopada ainda, disse que ia perdoar ele, só por isso. Rebeca falou que ia terminar lá e chamava ele se precisasse de ajuda. Fechou a porta e ficaram a sós. Ela começou a mexer nos cosméticos de Aisha e falou como se tudo estivesse normal: — Então você é uma pobre menina rica? Hummm, que cheiroso. Vou te lavar com esse aqui. Será sabonete mesmo? Não sei ler em inglês. Nossa, isso passa onde? No corpo ou no rosto? Rebeca se sentou na beirada e começou os braços e ombros dela, massageando de forma carinhosa. Pediu para ela se sentar um pouco. Foi passando a esponja cheia de espuma onde dava. Aisha falou, brincando: — Você gosta de meninas? Porque eu não tô achando isso nada normal, você nunca nem me abraçou direito, agora tá me apalpando na banheira. Sua safada! Rebeca falou, rindo, que ela não a conhecia o suficiente para abraçar, mas que nunca se sentiu atraída por meninas. Eleonor a mãe de Aisha, bateu na porta e entrou. Perguntou como ela estava. Ela respondeu: — Tô bem, nem parece que estava dormindo há tantas horas. Não precisa se preocupar tanto assim, eu estava em casa dormindo, o que mais vocês querem de mim? Super chateada, a mãe dela pediu desculpas. Disse que ia fazer alguma coisa leve para ela comer. Ficaram a sós de novo. Rebeca falou que ela precisava contar mais as coisas. Ela falou, afundando-se na água: — Me obrigue se puder! Ficaram mais um pouco no banheiro. Quando Aisha foi sair sem roupa, Rebeca evitou olhar e ficou de costas. Ela falou que não tinha vergonha. Rebeca respondeu, sem jeito: — Mas eu tenho. Nunca me troquei na frente de ninguém e pretendo continuar assim! Ela estava basicamente desfilando nua. Começou a falar das tatuagens, tinha até na virilha. Rebeca deu uma olhadinha rápida e ficou admirada. Ela era muito bonita. Aisha perguntou se ela já tinha visto alguém sem roupa pessoalmente. Rebeca balançou a cabeça que não. Ela falou, com espanto: — Você só foi criada pelo seu tio, né? Sabe de onde vêm os bebês pelo menos? Rebeca falou, sem jeito rindo: — Vêm da cegonha, né? Não sou tão burra. Eu ia pra escola até chegar no colegial e desistir, biologia ensina essas coisas. O corpo humano. Ela falou que ia mostrar o que não se aprendia na escola. Rebeca falou que não tinha necessidade. Aisha perguntou, mexendo em seu guarda-roupa: — Já viu pornografia? Ou alguém transando? Rebeca contou que uma vez viu Tassiane no banheiro com Saulo se pegando. Após explicar o que viu, Aisha falou, jogando nela um porquinho pink pequeno de silicone: — Eles estavam praticando sexo oral, mais conhecido como chupeta, boquete, não é sexo de verdade, é quase como beijar. Mas você não vai fazer isso, hein, ainda não. É como beijar, mas é diferente. Sabe pra que serve isso aí? Rebeca se sentou na cama com aquilo nas mãos, curiosa. Apertou um botão e começou a vibrar. Falou, sem entender: — É um brinquedo? Um massageador? Noah entrou no quarto sem bater. Olhou para ela com espanto e falou rindo que era para as duas irem comer. Aisha começou a rir e falou para ele: — Não entra no meu quarto assim! Podia ver o que não devia, a Rebeca poderia estar usando aquilo e seria muito constrangedor. Ele saiu do quarto rápido rindo, disse que pra ele seria delicioso ver. Ela pegou da mão de Rebeca e começou a explicar que era um sugador, para mulheres se divertirem, conhecendo e tocando o próprio corpo. Rebeca falou que aquilo parecia nojento e muito estranho. Ela respondeu: — Não é. Às vezes os homens são uns babacas, maltratam a gente, não fazem sexo direito, não dão carinho, aí pra se aliviar a gente brinca sozinha. — Posso te dar um, o que acha? Ahhhhh, você nunca se tocou, né? Que tal hoje, quando for dormir, tentar? Ninguém vai ver ou saber, é só você e seu corpo! — Pensa no cara mais gostoso, que conhece. Imagina ele te beijando, tocando. Rebeca falou que não estava interessada. Ficou deitada de bruços esperando ela se trocar. Aisha deitou do lado dela e falou, mexendo no celular: — É sério, só mais uma perguntinha, você sabe como é? t*****r? O negócio do homem fica dentro do negócio da mulher, e aí... Rebeca começou a rir com muita vergonha e falou que imaginava. Ela colocou um vídeo no celular e foi explicando, falando m*l do vídeo porque era muito artificial. Rebeca aproveitou a oportunidade e ficou prestando atenção. Tomou um susto com Noah abrindo a porta de novo. Dessa vez ele bateu antes, mas entrou rápido. Ela jogou o celular na cama com o vídeo passando, a mulher gemendo. Correndo, Rebeca jogou o travesseiro em cima. Ele falou sério: — Estava dando pra ouvir os gemidos lá do corredor. Preciso ir embora, você vai querer carona? Ou vai ficar aí? — Pode dormir se quiser. Toda corada de vergonha, Rebeca falou que ia com ele, se não fosse incomodar. Ele respondeu com deboche: — Vou esperar lá embaixo, pode terminar com o filminho aí. Aisha, desce pra comer! Eu vou, mas depois volto pra ficar com você. Ela falou que ele não precisava voltar. Desceram logo atrás. Aisha disse que ia dar umas dicas, mas que não era para Rebeca ficar se achando amiguinha dela. Rebeca falou, irônica brincando: — Tenho fama de interesseira, então é só isso. Sem muita amizade, tá? Ela deu risada. Disse que adorava gente interesseira, porque gente rica era tudo esnobe e patética. Abraçou Rebeca, agradeceu por tudo e falou que era para ela comer rapidinho. Rebeca recusou porque estava se sentindo enjoada. Noah estava esperando na porta, disse que poderia esperar, mas ela não quis comer. Os dois foram caminhando até o carro. Ele falou sério mexendo no celular: — Então vou finalmente te levar pra casa. Só que agora tô com um pouco de pressa e prefiro ir dirigindo. Rebeca falou que tudo bem. O celular dele não parava de tocar com mensagens e ligações. Algumas vezes ele mexeu no celular dirigindo. Quando estavam a cerca de dez minutos andando, ele falou que ia precisar passar na boate dele, na estrada, coisa rápida. Rebeca não queria, ficou com medo, mas ouviu as conversas e entendeu que algo tinha acontecido lá. E ele precisava ir resolver. Viu que não tinha muita opção e só concordou. Ele comentou que gostou de vê-la dirigindo, perguntou se ela era sempre tão calada, ela sorriu com o pensamento voando longe. Ele era lindo, cheiroso, até educado e o olhar, a deixava desconcertada. Chegando lá, ela viu que era uma boate com dançarinas, parecia uma zona na verdade, só que mais chique, ele desceu às pressas e a deixou no carro, disse que logo voltava. Ela ia ficar esperando, mas o nariz começou a sangrar. Desceu e gritou com o segurança, chamando-o. Só fechou a porta do carro quando ele estava muito perto. Falou com a mão no rosto: — Estou com o Noah e preciso entrar pra me limpar no banheiro. Pode me ajudar por favor? O segurança falou que ia colocá-la para dentro. Ao chegar na entrada, ele chamou um homem que estava para dentro, falou com deboche que ela estava com Noah, dentro do carro e que precisava ir ao banheiro. O outro falou, sério reparando nela: — O que aconteceu? O segurança respondeu com deboche. — Sei lá. — Estourou o nariz de tanto cheirar. Ou apanhou dele. O rapaz falou a encarando. — Tira ela daqui logo. — Leva para os fundos. Ele a acompanhou. Rebeca foi para um banheiro que era de uso dos funcionários. Começou a passar m*l, vomitando. Não conseguiu mais ficar em pé, a vista foi escurecendo e ela desmaiou no chão do banheiro...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD