Capítulo 73

1689 Words
Capítulo 31 Ele se aproximou, disse que sentia muito por tudo. Ela falou irônica: — Ah claro, eu imagino, você nunca gostou dele mesmo. O Noah estava próximo, levou a mão no braço dela sutilmente, falou com um gesto de afeto: — Eu não sinto por ele, sinto por você. Antes dela responder, a Eleonora entrou na cozinha, falou com um tom de repreensão, olhando brava pra eles: — Bom dia! Quer alguma coisa aqui, Noah? Ele falou incomodado: — Já achei. Ela respondeu como se ele fosse uma criança: — Então saia daqui. Ele falou bravo: — Já vai começar? Inventar coisas? Sabe o que vai acontecer né? Ela disse que não ia ser conivente com nada errado, saiu muito brava. Ele falou para a Rebeca: — Não liga pra ela. Não vamos ficar aqui muito tempo! Ela ficou quieta, ele saiu, foi para o quintal. Logo todos foram levantando, a família toda foi tomar café da manhã junto, somente a Rebeca e a Iolanda não foram. Rebeca saiu para o quintal, foi andar perto dos carros, parou pra olhar o carro do Armando, sentou perto no gramado, ficou admirando, pensando no quanto de dinheiro ele tinha. A Kim se aproximou, falou com ela: — Oii, achei você, está fazendo o que aí escondida? Ela respondeu sem jeito, com o susto que levou: — Estou me escondendo. Oi, doutora Kimberly. Ela sentou ao lado da Rebeca, falou rindo: — Ain, não me chama assim não. É frio demais. — Te assustei né? Desculpa! Vim te fazer um convite, hoje vamos sair e eu gostaria muito que você fosse conosco. Mas se não quiser ir, não tem problema, a Iolanda vai ficar aqui. Ela disse que preferia realmente não ir. A Kim falou abraçando a Rebeca: — Está chateada por causa dele né? Quer me contar como foi? Rebeca respondeu: — Bom, demais até, e aí ficou r**m. A Kim perguntou se eles tinham ficado. Ela respondeu sem jeito: — É, passamos a noite juntos e foi a melhor noite que já tivemos, pelo menos sexu.almente falando. Eu só faço coisas de que me arrependo, está cada vez mais difícil distinguir o que é certo e errado. Kim falou enxugando as lágrimas da Rebeca: — Não se culpe, você é muito nova ainda e está aprendendo com seus erros. Ele te tratou m*l? Você disse que está aqui? Rebeca contou quase tudo, chegou a comentar que ele estava depressivo desde que ela o deixou, disse que não sabia amar como a maioria das pessoas, comentou que não se protegeu durante a relação e já falou que, caso viesse engravidar, ninguém precisava se preocupar, porque ela ia embora. Pela primeira vez a Kim viu uma Rebeca diferente, com a guarda baixa, frágil, vulnerável. Ela confiou e se abriu, falou sobre os seus medos, as decepções que já teve, contou porque estava brigada com o Neto antes do tio morrer, disse que nunca se achou boa o suficiente pra ele ou pra qualquer pessoa. Até do Felipe ela contou, que ele disse que gostava dela, mas foi ficar com a amiga. Também falou da Tassiane, toda a história da amizade delas, as coisas que fizeram juntas, as brigas. Começou a falar da Aisha, disse que era até difícil acreditar que foi tão traída pelos dois, mas que fazia sentido, já que de longe a Aisha era melhor que ela e o Neto também, e ela era uma boba que não sabia de nada. Enquanto conversavam, a Kim também chorou, ficou muito sentida, com pena da Rebeca, viu que ela tinha problemas com abandono, traição, falta de confiança, auto estima baixa. Ficou se sentindo muito culpada por tudo o que estava fazendo junto com o Noah. Elas ficaram quase uma hora sentadas lá no quintal. Enquanto conversavam, Noah se aproximou, chamou pela Kim. Ela disse que já ia. Ele chegou mais perto, abaixou na frente delas, perguntou acariciando a perna de Rebeca, se podiam fazer algo pra ajudar, qualquer coisa. Ela falou tentando conter o choro, levantando: — Não, vocês já estão fazendo muito por mim. Obrigada pela oportunidade e por me receberem tão bem! Eu vou parar de tomar o tempo de vocês. Bom passeio! Ela foi entrando arrasada e envergonhada. A Kim olhou pra ele com raiva, decepção, disse que aquilo não estava certo. Eles se afastaram mais ainda da casa. Ele falou também chateado: — Eu nem fiz nada, você acha que eu gosto de ver ela assim? — Tenho um carinho fraternal com ela. Vejo muito da minha irmã. Ela respondeu com firmeza, enxugando as lágrimas: — Nunca mais você vai fazer qualquer coisa pra ela, está me ouvindo? — De agora em diante. Ela é responsabilidade minha, eu vou lidar com ela. Nunca mais faça nada que possa vir a machucar ela, ou estará me machucando e vamos nos separar, tudo que vivemos até aqui terá sido em vão. Por sua culpa! — Ela não merece nada disso. É uma menina pura, solitária que só quer ser amada, cuidada. Ele não gostou, disse que ela estava ficando lou.ca com a possibilidade de engravidar, lembrou que eles nem tinham certeza de nada. Começaram a discutir. Ela disse que a ideia partiu dele, que ele era mais lou.co ainda de pensar aquilo, que a Rebeca podia ajudar de alguma forma sobrenatural. Ele foi grosso, perdeu a cabeça, deu a entender que nem queria tanto um filho e que ela mesma queria mais engravidar pra viver a experiência do que de fato ter um filho, até porque ela poderia adotar pra ter e já tinha o Toni. A briga foi muito f.eia. Ela questionou se ele realmente a amava tanto quanto dizia, disse que às vezes achava que era tudo interesse, um negócio. Depois dele ter sido muito grosso, ela que foi, deu uns gritos com ele, o empurrou quando ele tentou se aproximar. Ela foi se arrumar pra sair chorando. Todos viram, mas já estavam acostumados com as brigas dos dois. Ele foi atrás, todo arrependido, pedindo desculpas, tentando acalmar a fera. Acabaram se tran.sando no banho. Ela estava com os hormônios à flor da pele e precisava estar tentando engravidar. Fizeram as pazes fazendo amor, com declarações da parte dele, dizendo que nunca amou tanto mulher alguma e que queria aquele filho muito, e se não quisesse, ainda assim teria por ela, porque faria qualquer coisa pra vê-la bem e feliz. Após terminarem o que estavam fazendo, ela ainda estava brava, tomou banho, foi se arrumar. Ele começou a falar com graça: — Queria mais né? Não está satisfeita? Ela falou séria, querendo rir: — Faz semanas que você só promete me pegar de jeito, saudades de quando a gente virava as noites tran.sando sem parar. Ele falou abraçando ela: — É só irmos viajar, só nós dois, vontade de estar com você fazendo amor nunca me falta. Sabe que quando você engravidar, não vamos parar, pode ser de maneiras diferentes, eu não ligo, vou te chupar muito todos os dias. Ela falou interrompendo, chateada: — Você sabe que não é bom que eu faça se.xo, de jeito nenhum, não é bom correr riscos. Já falamos sobre isso! Novamente o clima ficou r**m. Ele falou irritado: — Você colocou na cabeça que vai ser difícil, que novamente será uma gestação com problemas. Para de falar essas coisas, assim você só atrai isso. Amor? Ela falou abismada: — É sério que você está falando isso pra mim? Eu tive três abortos, você não faz ideia do quanto isso dói, do trauma que eu tenho. Quer saber? — Vai se fo.der, eu conto tudo a você, segurei na sua mão, você viu o quanto eu sofri. Ele respondeu cansado de lidar com ela: — É, eu vi e por isso não entendo como você insiste em tentar, sabendo dos riscos. Não vamos começar de novo, por favor, vamos aproveitar o dia. Ela disse que o dia dela já tinha acabado e que ele não ia sair junto. Ele ignorou, se arrumou e foi mesmo brigado com ela. Kiara perguntou se estavam bem, foi maldosa com as brincadeiras, deixando a Kim chateada. Como se não bastasse, disse que a irmã não poderia ser madrinha do bebê porque ela era muito possessiva e ia querer roubar o bebê, assim como fez com o Toni. No meio do passeio em família a Kim falou: — Eu só não dou na sua cara aqui agora porque você está grávida, e espero que você seja pra essa criança pelo menos a metade da mãe que eu sou para o Toni, porque é bem claro que você não leva jeito com crianças, você é péssima, mimada e insuportável, ninguém aguenta você, péssima filha, péssima irmã. Quero que você vá embora! Kiara começou a chorar, disse que não tinha feito nada demais pra ser atacada daquele jeito. Já de saco cheio daquela situação, o Toni falou que era pra ela parar de ser uma cretina com a Kim, porque tudo o que ela estava fazendo era tentando ser legal. Falou que preferia ela longe. Ela ficou revoltada com ele dizendo aquelas coisas, deu o maior show dizendo que a Kim estava fazendo a cabeça dele. Estela e o Noah ficaram rindo. A Kim falou arrastando o Toni: — Não fale assim com ela, por mais que ela não mereça muita coisa, você tem que respeitar ela. Todos foram logo embora. A Kiara arrumou as malas e foi embora sem se despedir da Kim. Durante o tempo que ficaram fora, a Rebeca ficou no quarto deitada, assistindo no celular. A Estela chegou contando tudo, foi deitar com ela, perguntou se ela estava melhor. Ela disse que sim. A Estela falou: — Tá nada, já tomou os remédios da noite hoje? Não né? Você já bebeu alguma vez? Tomou um porre? É disso que você tá precisando, uma noite das garotas, beber, se divertir. Ela disse que nunca havia ficado muito bêbada, que só tinha bebido duas vezes na vida. A Estela falou mexendo no celular: — Então vamos fazer isso hoje, vai ser legal ou pelo menos memorável.
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