Capítulo 75

1462 Words
Capítulo 33 Ele falou sério, cabisbaixo: — Já tive, mas fazem anos. De onde você tirou isso? Andou mexendo nas minhas coisas? Ela disse que só estava perguntando à toa. Ele não gostou, ficou muito sério, olhou ela com um olhar de desaprovação e falou hostil: — Não quero que você mexa nas minhas coisas, se eu pegar você no meu quarto vou quebrar a sua mão. Ela ficou séria, disse que não mexeu em nada, que só pensou aquilo à toa. Ele falou: — Agora já sei porque estava me rodeando, conversando tanto comigo, achou o quê? — Que eu matei ela e ia te confessar porque viramos amigos? i****a, não sou seu amigo, ninguém aqui é. — Eu tentei ser legal com você por pena, porque assim como você eu sei o que é ser sozinho e é bem nítido como você é ingênua, uma menina. Ela falou chateada, irônica: — Entendi, não achei mesmo que fosse. A Kim e o Noah estavam voltando pra fora, rindo, conversando. A Rebeca se afastou do Ramon, voltou para a mesa, enxugou as lágrimas discretamente. Ele foi logo atrás. O Noah percebeu que tinha algo acontecendo. A Kim estava bebendo, falou que tinha feito drinks para todos, disse que era pra Rebeca tomar só um, disse que não ia fazer muito m*l, já que ela não tinha tomado os remédios da noite. Ela falou que não bebia mesmo antes. O Ramon respondeu provocando: — Ela é santa demais pra isso! A Estela chegou, falou curiosa: — Santa pra quê? Começaram a festa sem mim? A Rebeca olhou muito séria para o Ramon, pegou o copo e falou, colocando na frente dele: — Toma você! Que de santo não tem nada. A Kim falou confusa: — Gente, o que tá acontecendo? Ramon? Rebeca, o que foi? Ela falou séria, encarando ele: — Nada demais. O Noah começou a dar as cartas. O Ramon falou provocando, com deboche: — Agora ela sabe jogar? Não acabou de dizer que não sabia? A Estela chamou a atenção dele, pedindo pra parar. A Rebeca falou levantando: — Eu vou deitar. Boa noite pra vocês! Ele falou levantando logo atrás: — Não, pode ficar, eu saio. O Noah falou pra ele confuso: — O que foi? Volta aqui, cara! Ela foi na frente e se fechou no quarto. Ele foi logo atrás para o quarto dele. Os três ficaram sem entender. A Estela falou curiosa: — Vocês viram o que aconteceu? Eu não entendi nada. Aí, vou lá perguntar pra ela. Ela foi atrás da Rebeca no quarto. Ela já estava deitada, disse que ele era um grosso, um chato, não contou o que aconteceu de fato. O Noah foi atrás do Ramon. Ele também não contou nada, só disse que não tinha paciência pra lidar com ela e que ia quebrar a mão dela se ela mexesse nas coisas dele. O Noah falou intrigado: — Quebra nada, ela pegou alguma coisa sua? O que ela fez pra te deixar assim? Ele usou o amigo doente como desculpa pra estar estressado, disse que ia se afastar uns dias, resolver umas coisas, ficar um tempo sozinho. Eles eram muito amigos, confidentes, e um sabia quando o outro não estava bem e dessa vez ambos não estavam. Naquela mesma noite o Ramon saiu da fazenda. Na hora de deitar, a Kim queria tra.nsar, eles estavam com graça há um tempo já, se provocando. O Noah não quis terminar com o que começaram. Ela ficou brava, disse que estava no período fértil, que tinha tirado o Toni da cama até. Ele foi agradar, acabou fazendo, mas a cabeça não estava de fato lá e ela sabia disso, ela o conhecia como a palma da mão. Encucada, depois perguntou o que o Ramon tinha falado, disse que estava achando os dois muito íntimos, que estava rolando um clima, entre ele e Rebeca. Noah respondeu irônico, com desdém: — Clima? Você não conhece ela, a Rebeca não é assim. Ele disse que não tem paciência pra lidar com ela, parece que ela disse algo que o incomodou, sei lá, você sabe como ele é, ele pode ser grosso com todo mundo, mas não podem ser com ele. Ela não abaixa a cabeça pra ninguém, isso irrita muito ele! Ela concordou, disse que deviam ficar de olho, porque a Rebeca não estava bem e ninguém ia ficar maltratando ela lá. No dia seguinte a Rebeca foi ajudar com a casa. A Kim ficou andando atrás dela, mexendo no celular, conversando, disse que ela podia pagar a habilitação ela mesma, mostrou os valores. Rebeca falou que ia pensar. A Kim respondeu: — Ah vai, eu preciso de ajuda às vezes, não é porque tenho dinheiro que vou dar um carro na sua mão sem o mínimo do que precisa. E também, você não tem gasto com nada, vamos gastar esse dinheiro aí. — A Estela compra calça de trezentos reais, perfume importado de quinhentos. Você não tem vontade de gastar com nada? Qualquer coisa, do que você gosta? Rebeca disse que não, nada que o dinheiro dela pudesse comprar. A Kim falou surpresa: — Hummm, temos uma sonhadora aqui. E o que você compraria se pudesse? Uma casa? Ela respondeu que um carro. A Kim falou surpresa: — Ahhh, mas isso não é tão difícil, é até mais fácil que uma casa. Rebeca falou rindo: — Um Mustang 1967? De duzentos trezentos mil? Ela disse que aí era mais difícil, até porque não se vendia em qualquer loja como os carros populares, ainda que de luxo. Elas estavam no quarto do Toni. O Noah entrou, pegou a conversa no meio, perguntou do que estavam falando. A Kim respondeu: — De dinheiro, coisa boa! Você fez o que eu pedi? Ele disse que sim. Ela falou para a Rebeca que ia se trocar e que elas iriam sair, que era uma surpresa boa e que ela não podia recusar. Quando a Kim queria algo ela sempre conseguia. Rebeca foi se trocar e as duas saíram sozinhas. Ela a levou a um stand de tiro. O dono era amigo da família, recebeu as duas já na entrada, foi muito educado, simpático. A Kim fez questão de falar que a mocinha gostava de armas. Ele perguntou qual a preferida dela. Rebeca falou animada olhando tudo: — Ahhh, eu não vi muitas, mas gosto da Glock. Trinta e oito, já vi, mas não gostei tanto é mais rústica, coisa de homem! Na verdade só vi de perto essas duas, são meus parâmetros de beleza porque realmente vi. Ele disse que a Glock era como uma jovem, sexy, moderna e fácil para causar um estrago, mas a trinta e oito era como uma mulher já feita, perigosa, direta e boa pra quem sabia usar de fato. Ele levou as duas pra conhecer todo o local, foi conversando com a Rebeca sobre armas, enquanto a Kim bebia vinho e tirava fotos. Quando entraram na sala que ficava tudo guardado, a Rebeca falou encantada: — Uauu, tem de tudo aqui, você vende? Como controla o estoque de munições? Dá pra escolher, quando vem atirar? Ele falou rindo: — Faz tempo que eu não vejo alguém tão feliz e animado nesse lugar. Acho que vamos nos dar muito bem e nos divertir! Ela falou que já estava se divertindo e muito. Ele respondeu: — Então vai lá, escolhe uma e vou te levar para praticar. E te explicar sobre as munições! Ela estava em dúvida. Ele disse que depois poderiam trocar. Ela escolheu a Glock. Lá era um lugar muito bom, de alto padrão. A Kim foi sentar e o próprio dono ficou dando atenção para a Rebeca, ensinou o necessário, preparou ela e ficou próximo auxiliando. Mas ao começar a atirar no alvo, quem se surpreendeu foi ele, a mira dela era ótima e ela sabia o que estava fazendo. Descarregou o cartucho e sorriu, perguntando se estava indo bem. A Kim se aproximou, observando tudo. O rapaz falou: — Dá uma olhada no que ela fez, esses jovens não podem jogar tanto videogame, isso é um perigo. Você foi ótima! Vamos de novo? Ela estava toda feliz, chegou realmente a sorrir, respondeu: — Pode ser com outra? Ele falou encantado: — É claro, você que manda, mocinha! Ele era um homem mais velho e chegou a comentar que apesar de amar muito os filhos homens, sempre quis ter uma menina, que fosse bonita como a mãe e esperta como ele. A Kim falou que aquela lá era pior que muito menino, que não era pra ele se deixar enganar pelo rostinho bonito e confessou, que sempre quis uma menina assim também, e que havia perdido uma que teria a idade da Rebeca.
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