Capítulo 72

1701 Words
Capítulo 30 Ela o tocou sutilmente, o segurou pelo braço. Ele não podia resistir àquele toque, ambos não podiam e sabiam disso. Ela o abraçou por trás, ele logo segurou seus braços, correspondendo ao abraço. Eles estavam perto da porta, ela o soltou, fechou a porta e se aproximou, o beijou sutilmente várias vezes afetuosa, na boca e rosto, foi enxugando suas lágrimas. Ele a beijou ardentemente com desespero, encostou ela na porta com um pouco de força. Ao perder totalmente o fôlego, ela parou de beijar, foi tirando a camiseta dele. Ele a pegou no colo enquanto se beijavam, foram pra cama, ele a colocou deitada, foram tirando as roupas rapidamente, sem dizer nada. Ela mesma foi tirando a calcinha sem pensar duas vezes, antes mesmo de ser tocada já estava exc.itada, molhada. A vontade era grande e mútua, nenhum dos dois tiveram dúvidas, só se entregaram. Ele estava deitado ao lado dela beijando e a tocando com a mão, mast.urbando carinhosamente, fazendo ela se contorcer de prazer, querendo cada vez mais. Ela o puxou pra cima de si. Ele estava com receio por causa da última vez, a pene.trou devagar, com um pouco de dificuldade, medo, pela falta de experiência também. Notando que ela estava de olhos fechados, aparentemente gostando, ele a beijou e começou a se mover, aumentando cada vez mais a profundidade, mas ainda devagar, com cuidado e carinho. Ele falou que sentiu a falta dela todos os dias. Ela respondeu suspirando entre os gem.idos que estavam cada vez mais difíceis de evitar: — Eu sempre vou te amar. Os dois ficaram bastante tempo daquele jeito, na posição papai e mamãe, beijando muito. Ele pediu pra mudar a posição, saiu de dentro dela encharcado, colocou ela de lado, deitada de costas, a pen.etrou sem demora. Foi tocando seu corpo todo, apertando seus se.ios, começou a mastu.rbar ela enquanto a pen.etrava, assim a levando ao seu primeiro orga.smo. Ele também chegou ao êxtase junto, não foi capaz de terminar fora, nem soube diferenciar na hora que ela tinha ido tão longe. Se beijaram ainda unidos, ela levantou ofegante, em silêncio, foi para o banheiro, fechou a porta, entrou tomar banho. Logo saiu do chuveiro, colocou a banheira pra encher, abriu a porta e falou: — Vem, vamos tomar banho juntos! Como antes. Ela estava enrolada na toalha, ele se aproximou tirando, deixou ela n.ua. Entraram na banheira juntos, ela sentou no colo dele abraçada, ficaram se beijando, trocando carinho, sentindo um ao outro, se olhando, sem conversar. Ela o chamou pra sair da água, secou ele beijando seu pescoço, sendo carinhosa. Voltaram pra cama. Ele já estava ex.citado desde a banheira, mas não sabia se ela queria continuar. Deitaram abraçados, sem roupas, ficaram se olhando em silêncio. Naquele momento pareceu que nada tinha mudado entre eles. Ele disse que ia pegar meias pra ela e uma camiseta. Ela falou levando a mão dele até seus se.ios, o fazendo apertar, e depois descendo, conduzindo ele a tocá-la intim.amente de novo: — Ainda não, quero mais. Me beija! Ele fez o que ela pediu, logo voltaram a tra.nsar de novo por horas, madrugada adentro. Quanto mais faziam, melhor ficava, já tinham entendido como fazer ficar mais gostoso para ambos. Ainda sem conversar, os dois foram dormir juntos, abraçados. Ela dormiu bem aos carinhos dele e ele passou a noite acordado olhando pra ela, feliz por ter ela de volta. De manhã ela levantou primeiro, tomou banho, saiu do banheiro já vestida. Ele já estava esperando acordado, falou quando ela saiu do banheiro: — Vai embora de novo, sem se despedir? Ela falou chateada, calçando os tênis: — Não, eu vim pra isso, me despedir. Ele falou indignado: — Se despedir? Passa a noite comigo, fala que me ama, pra se despedir, Rebeca? Você não faz ideia do que eu venho passando né, por sua causa, desde que você se foi. Ela respondeu cabisbaixa: — Nós dois sabemos que não vai dar certo, sempre soubemos, você vai ficar muito melhor sem mim. — Vai pra faculdade, seguir sua vida confortável. Como sempre foi. Ele respondeu irônico, saindo do quarto revoltado: — É, tem razão, dá pra ver como estou ótimo sem você. Ela foi logo atrás, foi saindo da casa chorando, arrasada. Quando apertou o alarme do carro, ele saiu pra fora, falou com um tom de decepção, chorando de raiva: — Ontem eu não vi direito, mas agora tô vendo, eu já vi esse carro antes, na oficina. Você está com ele né? Com o Noah! — É lógico, como poderia ter ido embora assim do nada e voltado desse jeito, bem vestida, com dinheiro. Você é igual à sua mãe, até pior na verdade, eu nunca fiz nada além de me esforçar por nós, me abri pra você, te deixei entrar na minha vida e dói muito ver o quanto você mudou, talvez eu que nunca enxerguei quem você sempre foi. — Vai embora, essa foi a última vez que eu deixei você se aproximar. Ela entrou no carro, foi embora chorando, nem tentou conversar, não disse nada sobre ele ter ficado com a Aisha. O celular dela estava no silencioso, tinham cinco chamadas perdidas, duas da Tassiane e o restante da Estela. A Rebeca foi encontrá-la, a Estela já estava sozinha, disse que ficou preocupada, perguntou como foi. Rebeca falou chorando: — Como o esperado, horrível. Preciso de ajuda! Estela falou confusa, sentando ao lado dela: — Tá bom, do que precisa? Vem aqui, não chora! Rebeca deitou no colo da Estela, falou envergonhada: — Eu não sei comprar aquele remédio que toma no dia seguinte. Estela arregalou os olhos surpresa, falou tentando disfarçar o espanto: — Pílula do dia seguinte? Vocês passaram a noite juntos? Você quis isso ou? Ela falou levantando: — É, isso mesmo e o que mais me dói é que foi a nossa melhor noite juntos, a última. Vou me trocar pra gente ir embora! A Estela recebeu uma ligação da Kim, atendeu, ela só queria notícias. Ela disse que já iriam embora. Quando a Kim perguntou se tinha dado tudo certo, a Estela falou: — Acho que sim, mas não que isso seja bom. Kim perguntou: — Como ela está? Elas estavam na farmácia, a Estela parou na porta pra falar no celular, respondeu: — Está péssima, não para de chorar, eu vou desligar. Tá bom? A gente vai se falando. Se despediram. A Estela entrou comprar a pílula, já pegou um suco e na saída deu pra Rebeca tomar. Ficaram o resto do dia no hotel, evitando a todos. Mais tarde, viajaram sem conversar. Rebeca dormiu chorando. Quando pararam pra comer, a Estela disse que estava lá pra ela, perguntou se ela tinha certeza de que queria deixar aquilo pra trás. Ela falou: — Lá não é pra mim, ainda vou achar meu lugar no mundo. Mas por hora, vou continuar procurando. E você? Como foi? Não vai me contar nada enquanto ainda podemos conversar? Estela respondeu animada, segurando a mão da Rebeca: — Eu não queria ficar te enchendo com as minhas coisas. Ele está feliz pelo nosso bebê, eu vou embora logo, só não sei quando! — Vamos ficar juntos, criar nosso filho em uma casa normal e vou dar todo o amor que eu nunca tive. Obrigada por ter me ajudado, sem você eu não teria conseguido! Rebeca disse que estava feliz por ela, pediu pra tomar cuidado. Foram pra fazenda dos pais do Noah. Chegaram quando estava anoitecendo, todos estavam reunidos na varanda conversando, comendo, enquanto o Toni brincava no quintal. Quando elas estavam entrando com o carro, a Kim se afastou deles, foi receber elas, falou com as duas, perguntou como foi a viagem. A Rebeca falou séria: — Oi, deu certo. Ela respondeu apreensiva: — Você está bem, querida? Rebeca balançou a cabeça que não, quase chorando. A Kim se aproximou e lhe deu um abraço apertado, falou que ela ia superar. Chorando, a Rebeca perguntou se podia ir para o quarto. A Kim falou que sim, deu sinal pra Estela ficar. De longe o Noah estava olhando tudo, observando. No corredor, já chegando perto do quarto, a Rebeca encontrou o Ramon. Ele falou com ela, sem perceber que estava triste: — E aí, já voltou das férias? Foi boa a viagem? Quando ele chegou mais perto, viu que ela estava chorando, falou sem jeito: — É, pelo jeito não, o que foi? Ela falou séria: — Nada, para de falar comigo, eu não tô boa hoje, só fique fora do meu caminho! Ela entrou para o quarto, deixou ele falando sozinho, tomou banho e deitou. Depois a Estela foi no quarto levar um lanche, mas preferiu não acordar ela. Na manhã seguinte a Rebeca foi a primeira a acordar, foi pra cozinha. Logo a Iolanda levantou, só deu bom dia, começou a preparar a mesa do café. Rebeca ajudou, se ofereceu pra fazer mais coisas. Logo levantaram Noah, Ramon e Armando, prontos pra se exercitar, foram para a mesa do café. A Rebeca só passou por lá, foi levar uma jarra de suco, deu bom dia sem nem olhar para qualquer um deles. O Armando falou secando ela com um olhar safado: — Ótimo dia, começando muito bem, Rebeca! Ela viu, o encarou e falou séria: — Depende pra quem né? Ela falou e saiu de lá. O Ramon deu risada, falou para os dois: — É melhor deixar ela bem quieta esses dias, ela não anda muito boa não. O Noah falou levantando: — Será que é só nessa casa que só aparece mulher maluca? Até eu prefiro não mexer com a Rebeca! Já me basta aguentar a Kim com aquele temperamento. Ele foi atrás da Rebeca, chegou pedindo adoçante. A Iolanda não estava na cozinha, eles estavam a sós. Ele falou: — E aí, como foi lá? Com o Neto? Ela respondeu sem dar importância: — Normal. Ele repetiu apreensivo: — Normal? Ela o encarou e falou irritada: — É, quer saber se eu toquei no nome da sua irmã? Ele ficou quieto. Ela falou: — Não, porque ele não iria assumir e isso não mudaria nada, pelo menos não pra mim.
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