Melissa narrando. Eu quase não sinto o tempo passar. A festa parece correr diante dos meus olhos como se alguém tivesse acelerado uma fita. Risos, abraços, cumprimentos que não consigo responder direito. Muitas fotos. Os flashes estouram o tempo todo, me deixando com aquela sensação estranha de ser observada, exibida. Dante segura minha mão em todas elas, firme, como se fosse a âncora que me mantém em pé. O salão improvisado vibra com energia. É bonito, maior do que imaginei, cheio de flores brancas e detalhes que, tenho certeza, não foram escolha de Dante. Minha mãe e algumas tias devem ter se empenhado nisso. As mesas estão fartas, os convidados animados, e a música de fundo dá o tom de festa de interior — nada daquela sofisticação que eu talvez esperasse, mas uma alegria genuína. E,

