Apresentações

1077 Words
Ele não precisava ser esperto, para ver a simplicidade de Jasmine, ela tinha roupas e tênis, surrados, o cabelo era realmente bonito, assim como ela, mas não por cuidados. __ Enviou sua localização para sua amiga? __ Eh, eu enviei. __ Eu não faria m*l a você, mas sinto que pode nos ajudar e não vou abrir mão disso, abriria se fosse por mim, mas não por ela. Ele olhou para Maya dormindo nos braços de Jasmine. __ Já tentei babás, enfermeiras e até uma pediatra, mas ela não come e não para de chorar, dorme chorando e acorda chorando, precisamos de você. __ Eu vou tentar dar a mamadeira pra ela, vou trocar a fralda e você vai me deixar em casa, tá legal? __ Faço o que pedir e pago o preço que quiser. __ Vamos e nem tudo se resolve com dinheiro, vocês ricos se acham e tem uma péssima mania de querer comprar as pessoas...Eu hein.. Eles entraram na mansão, ela entrou na frente, mesmo sem conhecer o caminho __ Quer que eu a leve nas escadas? ela é pesadinha. __ Não precisa, estou acostumada. __ Tem filhos? ou melhor filho? Ele julgava pela idade. Explicaria o acolhimento dela com Maya, se bem que se tratando da mãe de Maya, acolhimento não era o forte. __ Ah não, mas sou voluntária em um orfanato. Como ela se chama? __ Maya. __ Lindo nome. __ É e perfeitos pulmões. Eles sorriram sem graça, mas ele admirou o sorriso daquela mulher. Ele gostou do que Ouviu, ela era voluntária. Subiram para o quarto dele. Tinha várias bolsas de Maya e objetos espalhados. Jasmine entendeu que Maya não morava naquela casa, estava ali a poucos dias. Pensou que talvez uma separação tivesse acontecido entre o casal e por isso a menina sofria a ausência da mãe. __ Parece que a rotina dela foi quebrada, primeiro vamos escolher uma roupinha quente, dar um banho morno, isso vai fazer bem. __ Ela vai acordar e vai abrir a boca chorando novamente. Ele estava traumatizado com o choro da menina. Maya era sobrinha de Raoni, ela era filha do irmão dele. Houve um acidente, o irmão de Raoni estava na UTI e a mãe de Maya desapareceu misteriosamente. Quem poderia cuidar de Maya era sua avó com quem tinha apego, mas ela estava abatida demais, temendo que o filho morresse e estava como Maya, si sabia chorar. Então Maya ficou com Raoni, ele precisou se deslocar para outra cidade para buscar a menina com quem nem tinha muito contato, mas no momento só tinham um ao outro. __ Escolhemos a roupa, fazemos a mamadeira, damos um banho morno, vestimos a roupinha e damos mamar pra ela. __ Por mim deixava ela dormir. __ Ela precisava de um banho, vai por mim. __ Se você diz, mas se ela acordar, você terá que fazer o milagre que fez. __ Escolha a roupa. __ Eu? __ Não, o padre da minha paróquia. __ Sei nem por onde começar. __ Vá criatura. __ Você é engraçada. __ Ande. Ele escolheu algumas roupas e ela negou todas, mas finalmente encontraram um pijama confortável. Maya resmungou ao ser colocada na água morna, mas estava cansada demais para chorar. Ela tomou toda a mamadeira, dormindo, Raoni nem sabia que aquilo era possível. A menina estava com fome. Maya a colocou na cama, fazendo algumas barreiras com travesseiros para que ela não caísse. O telefone de Jasmine tocava sem parar. __ Preciso atender. Ela disse para Raoni. __ Fique a vontade. __ Não tem uma babá eletrônica? Raoni passou a mão na cabeça, ele não entedia nada sobre criança e deverás, afinal não tinha filhos e nem planos para ter, Maya havia caído de paraquedas na sua vida. Em um dia ele acordou para fazer o que sabia de melhor, trabalhar e do nada uma ligação muda tudo. Desceram para não acordar Maya. __ Amiga. Era Laura, melhor amiga de Jasmine. __ Oi amiga. __ A tia tá maluca te procurando, você está no convento ou no orfanato? __ Em nem um dos dois, mas depois te explico e olha, já estou voltando pra casa. __ Não vai rolar, ninguém entra e ninguém sai, está tudo inudado. A chuva que se acalmou por um tempo, havia retomado com tudo. Jasmine morava em um bairro periférico da cidade de São Paulo, enquanto Raoni no melhor bairro localizado no centro. __ Como vou voltar pra casa agora? __ Não sei. Laura respondeu. __ Você pode ficar aqui. Raoni disse, pedindo aos céus que Jasmine pudesse ficar. Jasmine fez sinal de silêncio para Raoni. __ Quem é? Carla perguntou. __ Te conto tudo depois, se a mãe ligar, você diz que estou com você e vou dormir aí. Carla nem questionou, Jasmine era quase uma santa, não estaria aprontando nada, disso a amiga tinha certeza. Jasmine desligou. __ Eu. não... __ Não pode ir pra sua casa por causa da chuva, eu ouvi tudo. __ Você poderia me deixar no orfanato? __ Dorme aqui, está chovendo muito lá fora. Mas o motivo era o choro de Maya. __ Nem nos conhecemos, nem sei seu nome. __ Sou Raoni Bessa, prazer. Ele estendeu a mão pra ela que pegou com um sorriso tímido. __ Me chamo Jasmine. Jasmine Dipp. __ Jasmine, eu me ajoelho a seus pés se quiser, mas fica por favor. Ela sorriu e ele nem brincava, falava sério. __ Eu vou ligar pra minha mãe, mas você dorme na sala, eu durmo com Maya. __ Jasmine seu nome né? olha, o que não falta é quarto nessa casa e eu dormiria até no chão se tivesse esse privilégio, juro pra você. __ Eu posso perguntar? Ele fez sinal que Sim. __ A mãe de Maya, ela.... Jasmine não teve coragem de completar. __ Não sabemos, ouve um acidente e ela desapareceu, já faz três dias. __ Sinto muito. __ É, eu também sinto. Então você fica né? __ Por Maya. __ E também porque não consegue entrar em casa. Ela sorriu novamente. __ Você já jantou? eu vou preparar alguma coisa pra comer, enquanto aquela mocinha dorme, posso preparar pra você também? __ Não vou cair no golpe da cinderela. __ Eu não faria nada disso, mas pode me ajudar. Ele não a julgava por está se precavendo. __ Vou olhar você preparando para me certificar que não vai colocar nada e também porque estou com fome.
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