Cabeça. Eu joguei a Verônica no banco de trás da viatura descaracterizada como se estivesse carregando um fardo de lixo. O Jhow assumiu a direção e eu fui no carona, sentindo o silêncio pesado dela lá atrás. O choro dela não era de arrependimento, era de vaidade ferida. A careca m*l raspada, cheia de falhas por causa dos puxões, era o troféu da sua própria burrice. — Por favor, Cabeça... — ela soluçou, a voz saindo rouca. — Fala com o Rael. Eu nasci aqui, eu não conheço nada lá embaixo. Eu não tenho pra onde ir. — Tu devia ter pensado nisso antes de levantar a mão pra mulher do homem, Verônica — respondi, sem nem olhar pra trás. — Você sabe como a banda toca. O Rael foi até misericordioso demais. Se fosse por mim, o prejuízo era maior. — Ele me odeia tanto assim? — ela perguntou, num

