Rael Eu estava indo para o bar do seu Manuel, um dos pontos de encontro do morro, quando a vi saindo da casa da Dona Neide. Estava com uma sacola de feira na mão, lutando para subir a ladeira com o peso. Quase me permitir sorri com a cena. Pequena, frágil e mesmo assim determinada. Era a minha chance. Queria uma desculpa para me aproximar. Diminuí o passo, fazendo parecer que era um encontro casual. Meus "crias", que me seguiam, perceberam e diminuíram também, trocando olhares curiosos. Queria manda-los irem procurar seu rumo, mas não podia. Seria dar bandeira demais. Os percebi se afastarem um pouco, e ainda sim se mantiveram por perto. Aos poucos fui me aproximando. Quando cheguei perto o suficiente, cruzei os braços e pigarreei. Ela se virou, assustada, e a sacola quase es

