Maitê Minha respiração ficou curta. O barulho do motor do ônibus parecia um trovão nos meus ouvidos, mas eu não conseguia mover um músculo. Meus olhos voltaram para o homem de boné do outro lado da rua; ele não estava mais disfarçando. Ele segurava um celular, falando algo rápido, enquanto o carro preto dava uma leve arrancada, parando exatamente na linha de visão do ponto. — Você vai entrar? — alguém me questinou, mas eu não conseguia me mover, não conseguia dizer nada. — Moça, se não vai entrar precisa sair da frente — pude sentir a voz brava atras de mim. A sensação era de que eu era uma presa encurralada. Eu não era mais a estudante invisível; eu era um alvo. Dei um passo para trás. Era o maximo que conskeguia fazer. Meus dedos ká estavam tremendo. De repente, meu celular vibrou

