Maitê. O estalo da porta fechando pareceu um tiro no meio do silêncio que ficou. Eu e Brenda ficamos estáticas por alguns segundos, encarando a madeira da porta como se pudéssemos ver através dela. O som de passos rápidos e gritos distantes lá fora começaram a surgir, e o medo, aquele velho conhecido, se enrolou no meu estômago. — Eles vão ficar bem, não vão? — a voz da Brenda saiu num fio, trêmula. — Eles sabem o que fazem, Brenda. O Rael não deixaria nada acontecer com o Cabeça — respondi, embora tentasse convencer a mim mesma também de que tudo ficaria bem. — Nunca senti tanto medo como agora. — É porque agora você está vendo de uma perspectiva diferente. — Pode ser — Brenda me responde. Dá para ver o medo em seus olhos. É o mesmo medo que está em mim. Aproximei-me dela e a

