Rael. Eu estava pronto para o abate. O músculo do meu pescoço saltava e a vontade que eu tinha era de quebrar cada móvel daquela sala antes de descer e quebrar a cara de quem encostou nela. O ódio é um bicho cego; ele não quer saber de explicação, ele só quer o troco. Mas aí, o inesperado aconteceu. A Maitê não recuou. Em vez de se encolher no sofá, ela se lançou na minha direção com uma força que eu não esperava. O impacto do corpo dela contra o meu me pegou desprevenido e nós fomos direto para o chão. O baque foi seco, minhas costas bateram no piso frio, mas eu nem senti. Automaticamente, minhas mãos agarraram a cintura dela, mantendo-a presa em cima de mim, protegendo a cabeça dela da queda. Ela estava ali, montada em mim, as mãos pequenas espalmadas no meu peito, sentindo o meu co

