Maitê. O silêncio que se seguiu ao desligar do chuveiro durou apenas o tempo necessário para que a realidade voltasse a bater à porta. Saímos do banheiro tentando manter a pose, mas era uma causa perdida. Meu cabelo estava úmido, as roupas com manchas de água e a minha pele devia estar gritando tudo o que tinha acabado de acontecer ali dentro. Rael não parecia nem um pouco abalado. Ele caminhou até o centro da sala com aquela arrogância natural e se sentou no chão, me puxando para o vão de suas pernas com uma possessividade que não deixava margem para dúvidas. — Você fica aqui comigo. — avisa me segurando com firmeza pela cintura. — Estamos molhados. — Adoro você molhada — Rael sussurra no meu ouvido. Me arrepio e fecho os olhos. Ele não pode ficar dizendo essas coisas. — Para

