Capítulo 15 RUSSO NARRANDO Depois da viadagem que eu tive no quarto com a Fernanda, que nem eu mesmo entendi que porrä foi essa, eu desci pra sala. Desci com a cabeça cheia, peito apertado e um incômodo que não combinava comigo. Eu não gosto de abraço. Nunca gostei. Abraço pra mim sempre foi coisa de gente fraca ou mimada. E ali eu tinha feito o quê? Abracei. Sem pensar. Sem planejar. Sem entender. Ela desceu logo depois, quieta, comeu direitinho. Não falou muito, mas comeu. Só isso já era vitória, pelo visto. Eu não fiquei aqui olhando não. Dei logo o papo reto que não era para ficar sem comer, peguei a chave e vazei. Precisava ir pra boca. Resolver as minhas paradas. Lidar com o que eu sei fazer. ( ... ) Chegando aqui, o movimento tava normal. Rádio chiando, GT passando missão,

