Capítulo 38 JAMILE NARRANDO 1 semana depois... Anoiteceu rápido hoje. O céu do Rio ainda guardava um resto de laranja no horizonte quando eu peguei a bolsa, conferi a agenda pela terceira vez e respirei fundo antes de sair de casa. Quinta-feira. Dia de Vidigal. Dia da Fernanda. Sempre que eu ia pra lá, meu corpo reagia diferente. Não era medo. Era alerta. Uma mistura de responsabilidade, tensão e aquela sensação estranha de atravessar mundos que não se misturam. Do asfalto pro morro. Do consultório silencioso pra uma casa onde o poder mora junto com o perigo. Mas eu não pensei duas vezes quando a Samara me ligou pedindo ajuda e não vai ser agora que eu vou recuar. Afinal Fernanda está indo muito bem. E agora, toda noite, eu repetia o ritual. Desci para a garagem, entrei no carro

