Capitulo 40 GT NARRANDO Depois de fechar o plantão na boca e deixar tudo redondo, eu senti o corpo pedir pausa. Não era cansaço físico. Era aquela pressão acumulada atrás dos olhos, aquele peso que não some nem quando a gente finge que tá tudo sob controle. Dei as últimas ordens pros vapores, conferi rádio, rota, dinheiro, arma. Tudo certo. Sempre fica. Desci sem pressa até o bar no miolo do morro. Aqui é ponto morto. Lugar onde ninguém pergunta nada e todo mundo entende quando você quer só ficar quieto. Sentei na mesa de sempre, pedi uma gelada e acendi um baseadö com calma, tragando fundo, soltando a fumaça devagar, deixando a cabeça marolar. O som baixo do bar, risada distante, garrafa batendo, vida acontecendo. Isso me acalmava. Ou fingia que acalmava. Foi quando eu vi ela. Sam

