Capítulo 4

1426 Words
Matt Nunca me imaginei tendo uma melhor amiga, não da maneira como meu relacionamento funcionava com a Allana. Um relacionamento sem sexo, sem pegação. E nós praticamente fazíamos tudo juntos exceto isso. Era bom ter uma amiga da qual você pode simplesmente ser você mesmo. Ficar em casa ver um bom filme, ir a programas familiares, eu quase sempre acompanhava Allana nos jantares da família dela, e ela fazia o mesmo com a minha. Eu só não ia muito nas vezes em que o Ethan estava. Eu simplesmente não fazia o estilo de cara que segura vela. Eu sempre tive um pouco de medo dessas mulheres grudentas, sempre gostei de um relacionamento sem apego, para ser bem direto, sexo e só. Mas com a Allana não funcionou assim. Desde o início a presença dela sempre constante não me incomodou, pelo contrário, era bom demais tê-la perto. Não sei se era por não ter a parte do sexo que a gente se dava tão bem e era tão grudado ou se era porque ela era desse tipo de mulher bem humorada e leve, sem aquelas chatices e joguinhos que algumas das mulheres que eu conhecia faziam. Allana era muito direta quando queria algo e também quando não queria. Claro que também tinha vezes que não era tão bom ter uma melhor amiga mulher. Agora por exemplo, eu já comprara tudo o que eu precisava e ela não tinha se decidido ainda. Ela estava olhando dois quadros tentando decidir qual levar para colocar no seu quarto. Ela tinha me perguntado duas vezes o que eu achava e na primeira eu disse para ela pegar o da direita porque para mim ele parecia menos estranho. De fato nenhum um e nem o outro fazia muito sentido para mim. Era uma daquelas obras abstratas em que você nunca sabe realmente o que é. Na segunda vez que ela havia perguntado eu apenas disse para levar os dois, assim quem sabe poderíamos logo sair daquela loja. Mas ela apenas disse: — O que eu faria com os dois? Eu só tenho um quarto, sem falar que seria desperdício de dinheiro. — Suspirei e continuei esperando. — Acho que vou levar este aqui, tem os tons mais suaves e mesmo assim mostra personalidade. — Ela fala olhando para o quadro da direita com a cabeça levemente inclinada para o lado fazendo um leve biquinho enquanto pensava. Noto pelo canto do olho que passa um cara próximo a nós, ele parecia que não iria parar em nós e sim em duas clientes mais a frente, mas quando ele olhou para a Allana, olhou muito rapidamente e parece que seu cérebro demorou uns três segundos para registrar as curvas dela e voltou rápido o rosto para tornar a olhar. Então ele desistiu das outras clientes e veio caminhando em sua direção literalmente secando a b***a da Allana. Que vontade de socar esse i*****l para fazer ele levantar esses olhos. — Boa tarde! Posso ajuda-la em algo? — Ele perguntou e só então Allana o notou. — Na verdade não. Nós já decidimos levar esse quadro aqui da direita e estávamos nos encaminhando para o caixa. — Respondo já cortando o cara. Allana me olha sem entender porque cortei o cara, mas não tenta consertar a situação, apenas confirma o que eu disse. —Sim, já me decidi por esse, de qualquer forma obrigada. — Por nada, qualquer coisa ou voltando aqui na loja meu nome é Leandro. — Ele diz ainda olhando. Coloco a mão na cintura dela e a direciono para o caixa antes que ela possa responder esse cara. Pagamos pelo quadro e começamos a nos direcionar para o restaurante onde vamos almoçar. É um lugar realmente bem projetado, com móveis rústicos, mas ainda sim aconchegante e eles servem em sua maioria comidas italianas. Nos sentamos um de frente para o outro e eu pedi um risotto de camarão e Allana pediu Cotoletta alla milanese que é basicamente bisteca de vitelo empanada, ela vem acompanhada por uma salada e parece ser realmente muito bom. Quando uma garçonete alta e morena chegou com os pratos, coloca eles na nossa frente e noto que ela esta me olhando tanto que nem pergunta qual prato é de quem. — Por favor, você pode trazer para nós um Merlot para acampanhar?— Digo para ela em parte porque precisamos da nossa bebida e em parte para tirar ela desse transe que ela está. — Certamente Senhor. — Ela se afasta e Allana que está virada para a direção que ela foi levanta ligeiramente a sobrancelha. — Juro que não sei porque ela saiu daqui rebolando tanto se a sua cadeira está de costas para ela. — Eu dou um sorriso inocente, mas cheio de intenções que faz ela logo franzir a testa e o nariz de uma maneira bem fofa. — Nem pensar Matt, você não vai pegar essa garçonete agora. Ainda tenho que visitar outra loja e você vai me acompanhar. — Ela fala com aquele jeito mandão dela. Suspiro me dando por vencido, eu odiava ficar de loja em loja fazendo compras. Quando eu precisava de algo, eu já sabia aonde ir, o que pegar e se não precisasse experimentar era melhor ainda. Comprava o que eu precisava apenas em no máximo 10 minutos e já estava saindo. Não entendo porque as mulheres gostavam tanto de ir de loja em loja e se não fosse por ser a Allana eu provavelmente não teria aceitado ir. — Tudo bem, mas uma loja apenas Allana. — Digo-lhe resignado. Noto ela tentando segurar um sorriso. — Falo sério. — Refirmo olhando para sua cara de quem pensa em aprontar. — Não vamos demorar prometo. — E com isso ela me convence. A garçonete volta com a garrafa de vinho, serve as taças e em seguida sai. Nós começamos a comer e estava realmente muito bom. Ela começa a olhar o meu prato e já sei o que ela quer. Pego um pouco do meu risotto e ela abre a boca e dou a ela. — Humm... — ela diz isso e por dois segundo fecha os olhos como se estivesse saboreando. E esse som misturado com a expressão dela, nesses dois segundos me deixou com a boca seca, algo que nunca acontecera comigo e muito menos por causa da minha melhor amiga. Que p***a estava acontecendo? — Isso esta realmente divino, prova o meu.— Ela diz e pega uma porção da comida dela e me dá. Esta muito bom também. — Gostei da comida desse lugar, com certeza podemos voltar outras vezes. — E ela confirma com um aceno de cabeça, ocupada demais saboreando sua comida. Assim que terminamos fiz sinal para a garçonete trazer a conta, quando ela retorna com a conta, faço o pagamento com a gorjeta e quando ela me dá o comprovante sorrindo para mim, agradeço-lhe, direcionando o comprovante do pagamento para o bolso da calça, mas antes disso Allana pega da minha mão e olha a parte de trás. — O que foi? — Pergunto e ela vira o pedaço de papel mostrando um número de telefone, certamente o número da garçonete. Tento pegar da mão dela e ela de maneira ágil passa para a outra mão sorrindo. — Não mesmo, eu não vou te dar isso. Eu gostei muito desse restaurante para você dar uma trepada com essa garçonete e nunca mais ligar. E sabe o que vai acontecer se a gente quiser voltar a comer aqui depois disso? Vamos ter uma pessoa servindo a nossa comida com raiva por ser descartada e sabe lá o que ela pode colocar na nossa comida, isso vai de dar uma cuspida ou coisa pior. Não mesmo Matt, você vai ter que arrumar mulher em outro lugar. Aliás acho que vou fazer disso uma de nossas novas regras. Nunca pegar mulheres nos lugares onde nós gostamos de comer. Fiz uma careta pensando na situação, eu realmente não tinha pensando tão adiante quanto ela. Eu só tinha ido até a parte da trepada, mas eu não podia negar que ela estava certa. — Ok, tudo bem, você está certa. — E com isso saímos do restaurante e quando estamos já do lado de fora, Allana faz uma bolina e lança o papel com o telefone na lixeira mais próxima imitando uma jogadora de basquete e quando acerta ela dá um mini salto e gira sorrindo para mim, e ao que parece muito satisfeita em jogar por água abaixo uma possibilidade de trepada para mim.
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