Capítulo VI

3527 Words
Mais cedo naquela manhã Quinn Wilson se levantou totalmente desgastada e assustada, imagens de quando veio para o mundo dos humanos vieram a sua cabeça e ela se sentiu fraca e manipulável. Arrependimento definia sua vida desde que decidiu que seguiria Joenny na destruição dos vampiros. Pegou um remédio para dor de cabeça e o tomou, no fundo, ela sabia que remédio nenhum resolveria, mesmo assim insistia em os tomar. A verdade é que ela era uma bruxa, já foi uma das mais poderosas e agora se escondia no mundo humano como curandeira. Como curandeira ia bem conhecia as ervas e fazia bom uso delas, como bruxa as consequências a atingiram, quase ficou louca pelo seu poder de falar com os mortos e raramente o usava. O que queria? Acreditou que ia mexer com uma das criaturas dele e sair em pune? Ele é a personificação de tudo que é assustador, de tudo que vai contra a ordem natural das coisas. Só de pensar nele os pelos de seu braço se arrepiaram. Quinn não poderia dizer que ele era o único errado, elas mexeram com magia n***a, todo poder que conseguiram veio com uma consequência. A campainha de sua casa tocou e um arrepio tomou sua espinha, engoliu em seco tentando se convencer que não passava de um mau pressentimento. Os seus extintos diziam para voltar para cama, mesmo assim ela continuou e quando abriu a porta, soube que algo de muito r**m estava para acontecer. Joenny estava parada na sua porta com um sorriso no rosto, elas haviam se separado a um bom tempo. E ela parecia não ter envelhecido nada e todas as propostas que um dia Joenny ofereceu veio a sua cabeça e pensou no tanto que amou aquela mulher, mas é como dizem quem conhece o amor, corre o risco de conhecer o ódio. — Vai me deixar aqui fora mesmo? Pode me encarar do lado de dentro. Quinn deu espaço para Joenny que entrou em sua casa analisando tudo. — Simples, mas bonita. Negará voz mesmo Quinn? Depois de todo esse tempo? Por telefone você estava mais falante. — O que você quer aqui? — Nossa, por um momento pensei que essa recepção seria diferente. — Joenny, sem vitimismo isso não faz seu estilo. — Você me pediu ajuda e eu estou aqui. — Me tratou como um nada durante aquela ligação e eu te conheço o suficiente para saber que não veio aqui por mim. — Quinn… — Por favor, para te me tratar como se eu fosse burra. — E não é? Eu te ofereci a imortalidade. — A que custo? Eu já pago muito caro por ter te ajudado a fazer tudo que fizemos. — E acredita que eu não pago nenhum preço? — Não me interessa se paga ou não. Só quero saber o que está fazendo aqui. Joenny respirou frustrada, quando conheceu Quinn conseguia levar na conversa, sua ingenuidade foi o que mais chamou atenção dela. E agora a garota que ela conheceu era apenas uma mulher cansada e com medo do que seus próprios poderes traziam-lhe. — Só queria relembrar nossos momentos bons antes de dizer o motivo de eu estar aqui. Quinn se sentou no sofá ignorando Joenny, sabia muito bem o quanto ela é boa em manipular as pessoas, o quanto ela sabe fazer alguém se sentir importante e depois trocá-la. — Siena teve uma visão, ela viu Malala e Héktor juntos. Ao ouvir tais palavras os olhos de Quinn se encheram de lágrimas, ela sabia perfeitamente do sofrimento de Malala e sabia sobre o desespero do príncipe. — Espera que eu diga o quê? — Não precisa dizer nada, você deixou seu rastro nela não é? Quinn se levantou rápido, mas não tão rápido para se esquivar de Joenny, que apertou seu pescoço com forma e olhou em seus olhos com raiva. — Ela é uma boa garota, merece saber quem é. — Mayla Cooper não é uma garota e ela não merece ser feliz. — Os erros do passado não foram dela, muito menos do Héktor. — Ela é descendente de Efraim, a oportunidade de felicidade dela acabou quando nasceu como uma descendente dele e pior ainda por ser uma filha de Zeno. Os dois para mim são como ver Khalid e Heidi ou Efraim e… — Joenny — Quinn a olhou ameaçadoramente, mas o que ela queria? Após ouvir o nome de Zeno sair tão naturalmente dos lábios de Joenny. — Tem coisas que não se deve mencionar e o nome dele é uma dessas coisas. — Tem medinho? — Ele está morto e você sabe muito bem, quantas vidas foram sacrificadas para pará-lo. — O que realmente me irrita é você tentando dar uma de boa pessoa, depois de tudo que fizemos. Outra coisa que me surpreende é você ter usado mágica em Mayla e não ter limpado seus rastros. E ainda teve coragem de se afastar dela, sendo que te mandei ficar de olho nela. Os olhos da mulher se arregalam, mas ela tenta disfarçar, o problema é que Jô a conhecer melhor que ela mesma. — Não vai tentar nem se defender? — Não tenho medo de você. Não acha que a Mayla já sofreu muito? Joenny foi para cima de Quinn, grudando em seu pescoço. — Eu poderia acabar com sua vida sem nem precisar tocá-la, mas quero te ver sofrer. Quero ver você se afogando em seu sangue. Um silêncio ficou no ar, apenas às duas se encarando e se lembrando do que um dia foram juntas. Joenny não tem limite, não tem medo e isso a torna perigosa, o suficiente para nunca ser subestimada. — Vou ficar um tempo na sua casa, por isso hoje ainda não é o dia da sua morte. **** Quando a manhã de domingo chegou, Camila já estava acordada e totalmente ansiosa, se levantou da cama trocando de roupa e colocando suas botas verdes. O dia estava frio, mas sua empolgação tornava seu corpo mais quente. Foi direito para casa de Mayla, pensando em como contaria a novidade que a fez ficar tão animada. Ao chegar na casa dos Cooper, apenas Liliana estava acordada já que eram 07h30min. Pediu a tia de consideração se podia ir acordar a amiga e a senhora Cooper com uma alegria contagiante permitiu. Mayla tinha outros amigos, mas nada tão íntimo e a visita de Camila só fez a mãe ganhar mais esperança sobre a melhora da filha. Assim que chegou no quarto de May, pulou sobre ela e a mesma nem se mexeu. Camila pegou a amiga pelos ombros a sacudindo. Os olhos de Mayla foram se abrindo e um som irreconhecível saiu de seus lábios fazendo a amiga rir alto. — Você é uma s*******o Cami — sussurrou e se virou fechando os olhos novamente. — Vamos lá May, acorde. Tenho uma novidade. — Eu espero que seja a melhor coisa do mundo. — May se sentou na cama olhando para a amiga com um rosto de poucos amigos. — Mathew me convidou para sair. — Quando Mathew chamou Camila para sair, ela nem soube o que responder, sentimentos se misturavam nela, alegria, receio, surpresa e o medo. Desde que conhece o rapaz ele sempre demonstrou interesse por Kara e o que ela jamais se permitiria seria ser tratada como segunda opção. No encontro, falaria tudo o que pensa para ele, sem joguinhos, apenas sinceridade. Porém, no fundo, sentiu que precisava ouvir o que a amiga falaria, se era muita loucura de sua parte ter esse encontro. — Que incrível Cami, fico muito feliz por você. Sempre pensei que vocês combinavam. — Tem certeza que não é muita loucura? — Nenhum pouco. Apenas aproveite e deixe as coisas fluírem no seu tempo. — O que estava fazendo da minha vida todo esse tempo sem você? — Camila deitou na cama, puxando Mayla para se deitar ao seu lado — Senti sua falta — E eu a sua — May abraçou a amiga. — Posso passar o dia aqui e depois você me ajudar a me arrumar? — É claro que pode. Camila apertou Mayla forte em um abraço e o movimento fez algo cair da cama, quando Cami olhou era o caderno de desenho de Mayla. A mesma o pegou e abriu folheando as páginas e olhando os novos desenhos. Nesse desenho em especial o homem parecia tão real que parecia que ele ganharia vida qualquer momento. Ele estava encostado em uma parede com a luz da lua batendo sobre si, enquanto seus olhos continham um azul tão intenso e, ao mesmo tempo, vazio, em suas mãos uma espada grande. — Ainda anda tendo os pesadelos? — Estranhamente eles pararam, mas sinto que podem voltar a qualquer momento e mesmo não os tendo. Esse homem seja o que ele for, é a coisa mais clara na minha mente. — Ele é tão lindo — Camila o olhou deslumbrada — Deveria criar um nome para ele. — Sério isso? — Mayla a olhou incrédula — A maioria das minhas noites de sono são perturbadas por esse homem e você quer que eu de um nome a ele? — Quem sabe assim perderia o medo? Pode até criar uma história para ele, fala que ele gosta de coelhinhos fofinhos e quem sabe essa imagem aterrorizante que ele te passa suma. A moça começou a refletir sobre o que a amiga disse, será que ao invés de fugir ela deveria dar vida ao homem que tanto perturba seus sonhos? Camila fechou seus olhos e se virou para o lado, Mayla não conseguia tirar o que a amiga disse da cabeça. Algumas coisas ela sabia sobre o homem misterioso, ele era mais que um simples homem, um vampiro, um guerreiro e havia mais dele. Outros de sua espécie. Enquanto ela se sentia feliz pelos sonhos terem parado, pelas sensações estranhas de seu corpo ter diminuído, tudo parecia ainda mais errado, como se as peças de sua vida estivessem erradas, igual quando se encaixa um quebra cabeça com outras peças apenas para completa-lo. Só que como fazer o encaixe ser certo? Isso ela não sabia e não conseguia imaginar se um dia teria essa resposta. **** As amigas passaram o dia juntas, criaram um dia da beleza e até Liliana acabou participando. Ao ver as garotas fazendo as unhas, cuidado da pele e dos cabelos John Cooper se sentiu feliz. Os meses anteriores foram difíceis para sua família e ver sua esposa e filha felizes o faziam se sentir o homem mais sortudo do mundo. John sempre teve uma certeza em sua vida, que nasceu para ser pai. Quando viu Liliana pela primeira vez soube que ela seria a mãe de seus filhos, uma ironia da vida eles tiveram uma grande dificuldade para ter filhos, consultaram muito especialistas, fizeram diversos tratamentos e então quando as esperanças estavam chegando ao fim Mayla chegou, os trazendo de volta a vida, salvando o casamento dos dois, que havia virado uma coisa robótica. Ela os uniu, aquela pequena bebê de olhos grandes e castanhos, feita especialmente para o amor deles se manter vivo, ele jamais se sentiria culpado por todas as decisões que deve que tomar para tê-la em suas vidas. Quando deu 19h00min, Mathew já buzinava sem parar, Camila saiu da casa dos Cooper totalmente animada, dentro de um vestido florido, uma jaqueta, jeans e um all star nos pés. Pediu que a amiga torcesse por ela. Alguns minutos se passaram, quando Sônia e Kara adentraram a casa com uma torta em mãos, Liliana havia feito uma surpresa para o marido convidando a cunhada, a sobrinha e os Bellini para um jantar. Num curto espaço de tempo Jeffrey e Dom entraram pela porta com um assado em mãos. Fazia um bom tempo que os jantares entre eles não aconteciam mais, convidaram também os pais de Matthew que acabaram não podendo ir. Dominique olhou para às duas garotas a sua frente, que estavam sentadas em sofás opostos, Kara utilizando uma camiseta de anime com uma jardineira, os cabelos presos em uma trança, nos pés tênis e utilizando seus óculos de grau. Já no outro sofá estava Mayla com uma regata vermelha, shorts, chinelos e o longo cabelo preso em um coque. Ele queria poder entender a fascinação que sentia por ambas, mas ele parecia longe de se entender. — Boa noite — ele disse as olhando, Kara retirou os olhos de seu manga e mesmo que estivesse chateada com Dom após a cena que viu entre e Mayla, não conseguiu evitar sorrir para o garoto e desejar boa noite. May por sua vez o desejou boa noite e voltou seus olhos para o celular, ela disse para ele que deixariam as coisas acontecerem naturalmente, então não ia ficar mais disponível para cada momento que ele precisasse. Estava decidida a viver sua vida, mesmo que Dominique não fizesse parte dela como seu namorado, eles se beijaram mais ela tinha plena consciência que isso não significa um final feliz, afinal ela conhece Dom muito melhor que ela mesma. Quando se sentaram a mesa o senhor Bellini se sentia feliz e aliviado, todos sabiam o quanto ele sentia falta de sua esposa, mas estavam fazendo de tudo para deixar o ambiente leve e agradável por ele. Mas quando o assado foi cortado e estava cru por dentro não teve como evitar risadas e o nome de Karine Bellini, que foi uma excelente cozinheira e se visse isso com certeza ficaria envergonhada pela falta de talento do marido na cozinha. — Sinto muito — Jeffrey disse envergonhado e sorridente — Se Karine estivesse aqui essa história ia virar parte de nossos cartões de natal para a família. Karine Bellini sempre foi uma excelente mãe, esposa, amiga e mulher. Excelente na criação de sua linha de cosméticos e uma cozinheira de primeira. Enquanto viveu seu filho sempre foi um garoto decidido e cheio de vontades, mas depois que ela se foi restou apenas um rapaz, com medo de fazer decisões e acabar perdendo pessoas próximas. Foi isso que a morte da mãe fez com Dom, o transformou em uma pessoa cheia de medos com a perca, sempre temendo ser abandonado. No fundo, ele sabia ser por isso que não conseguia escolher Mayla ou Kara, independente de quem escolhesse, as coisas iam mudar e ele ia perder alguém e ele não estava pronto para perder outra pessoa. — Com toda certeza — Liliana disse ao se lembrar de todos os cartões com histórias engraçadas que já recebera de Karine. — Mayla é boa cozinheira — disse Jeffrey — O jeito será me ajudar com isso também. Como Dom não demonstrava em interesse em fazer algo pela empresa da mãe, Mayla começou a ajudar Jeffrey a fazer a contabilidade e o ajudava com o que podia assim como os seus pais. — E ela anda te ajudando com o que mais? - Acho que já passou da hora de você saber Dom, Mayla é quem me ajuda com a contabilidade da empresa, nós estamos fa… — O Quê? — Dom se exaltou. — Dominique — o pai o repreendeu. — Esses assuntos são particulares da nossa família pai. — Se você não tem a mínima vontade de me ajudar quer que eu faça o quê? — Deixe a Mayla fora disso. — Eu me ofereci para ajudar Dom. — Não é sua obrigação ficar limpando minhas bagunças e muito menos as bagunças do meu pai. — Calma Dom, minha filha conseguia ajudar e fez com boas intenções — disse John — De boas intenções o inferno está cheio — Dom se levantou da mesa e todos ficaram em silêncio. — Vou falar com ele. — Me desculpa May, se soubesse que ele ia reagir assim nem tinha tocado no assunto. — Tudo bem tio, sei como o Dom sempre acha que não precisa de ajuda. Mayla foi atrás de Dom, que estava parado na varanda olhando para o céu. — Dom. — Diz, vai querer lavar minhas roupas? Não estou usando o amaciante certo? — Não precisa ser b****a, eu quis apenas ajudar. — Por isso a empresa tem contadores, para auxiliar meu pai. — Devia falar com ele sobre isso, vocês realmente precisam conversar. — Só quero que pare de se meter na minha vida, sei cuidar de mim. — Meio difícil Dom, já que cuidar da vida alheia é a melhor coisa que ela faz — os dois se viraram vendo Kara. — Kara, por favor. — Kara nada, eu quero dizer uma coisa muito importante. — Então diz — Mayla disse irritada — Na sua frente Mayla, para não se esquecer. Sou apaixonada pelo Dom e se isso não ficou claro em algum momento, eu estou reforçando. Eu não desistirei dele, só pararei de tentar no momento em que ele me falar que te escolheu ou qualquer outra pessoa. Mayla respira fundo e dá, as costas para os dois. — Está indo para onde? — Dom pergunta para ela. — Cansei de vocês, eu sou incrivelmente paciente, mas os dois conseguiram me cansar. Mayla adentra seu carro e o liga, pega a estrada e vai dirigindo e ao se lembrar que nem jantou direito sente vontade de estapear Dom e Kara. Vai dirigindo por longos minutos e quando ela percebe já está chegando em frente à lanchonete Food & Friends, sai do carro e fica olhando as pessoas pelo vidro. Que estão conversando, rindo, dançando, comendo e bebendo e no seu interior ela sentiu falta de algo, ela desejava fazer parte de algo que fizesse ela se sentir uma peça importante do quebra cabeça, algo além de suas atividades extracurriculares. No meio da pista de dança ela vê Camila e Mathew dançando abraçados, enquanto riem um para o outro. — Noite difícil? Mayla se virou vendo Stephen para atrás dela com dois cachorros quentes em mãos. — Te vi lá de dentro e pensei em te trazer algo para comer. Está com um rosto de faminta. — Como é meu rosto de faminta? — É tipo assim — Stephen juntou as sobrancelhas, entortou os lábios e fez uma cara triste. — Sério isso? — Só que mais bonita — ele entregou o lanche para Mayla que deu uma mordida, os dois se sentaram na calçada. — Estava sozinho? — Sim, gosto de ter um tempo para mim. Ainda mais agora. — O que aconteceu? — Acredito que se lembra que meus pais são divorciados, estudei com você quando mais novo. Lembra? — Sim. — Então, meu pai recebeu uma proposta de emprego em Chicago e como não quero me mudar com ele, vou voltei morar aqui com minha mãe e estudaremos na mesma escola. Após essas palavras Mayla começou a dar risada. Stephen a olhou sem entender. — Disse algo engraçado? — O espaço ficará pequeno para você e Dominique. — Seu namorado é um folgado. — Ele não é meu namorado. — Por escolha dele aposto — Os olhos de Stephen e de Mayla se encontram e ele sorri para ela — Por isso eu nunca conseguirei entender ele. — Stephen… — Não precisa ficar na defensiva tudo que te falo é de coração, jamais de usaria para chegar no Dom, acima de todos os defeitos dele. Sei que ele realmente se preocupa com você, sei que vocês têm um laço forte e uma grande amizade. Só se lembre que não precisa de migalhas. Mayla encosta a cabeça no ombro de Stephen, que apoia sua cabeça por cima da dela. - Tinha esquecido o quanto você é sábio Stephen. — Fiquei me sentindo um velho. — Foi um elogio. — Então estou lisonjeado senhorita Cooper. — Mayla? May abre os olhos e vê Camila e Mathew parada em sua frente. — O que estão fazendo? — Mathew estranha ao ver os dois juntos. — Estávamos conversando e lanchando — Stephen se levanta estendo sua mão para Mayla que aceita a ajuda. — Estranho e depois quero saber sobre isso — diz Camila — Contudo tenho agora uma novidade empolgante. — Qual? — Mayla pergunta com medo da resposta. — Consegui um emprego para nós. — Nós? — Mayla repete a última palavra. — Isso, eu trabalharei como garçonete e você cantará nos dias que não tiver karaokê. Claro que se nossos pais autorizarem. — Eu cantando? Direto? — Mayla olhou para a amiga cheia de dúvidas. — A melhor ideia que ouvi há muito tempo — Stephen concorda — Eu vi você cantando no karaokê naquele dia, ainda disse para minha “Hey mãe, lembra dela? É a Mayla Cooper, certeza que será uma grande estrela”. — Aproveita essa chance May, muita coisa boa pode acontecer — disse Mathew — Assim como o Stephen disse quem sabe não vira uma estrela? — Bom, são três contra um. E, aliás, o que tenho a perder? — Nada — Cami responde. — Então no caso espero que venham me ver para dar apoio moral. Mayla sorriu animada com a oportunidade que surgiu e quem sabe dessa oportunidade, algo maior acontecesse.
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