O amanhecer na sede da LAM era um contraste silencioso com a grandiosidade da inauguração. A luz suave do sol nascente atravessava as janelas amplas do laboratório principal, iluminando bancadas repletas de frascos, pipetas e telas que piscavam com análises químicas. O aroma residual de óleos essenciais pairava no ar, misturado ao leve zumbido de máquinas que calibraram fórmulas. Era o primeiro dia oficial de operação, e os irmãos Lara, Arthur e Miguel já estavam lá, cada um em seu canto, mas conectados por um fio invisível de determinação e tensão. Lara estava debruçada sobre uma planilha projetada em um tablet flutuante, os dedos movendo-se rápido enquanto ajustava projeções de custo. Seu canto do laboratório era metódico, quase espartano: uma mesa de aço inoxidável, um monitor que ex

