Cap.2

1064 Words
O dia se estendeu mais do que o normal, provavelmente porquê eu estava ansiosa demais para estar com Sebastian. Fechei a floricultura e segui para a casa na árvore, saltitante. De longe vi sua cabeleireira n***a iluminada apenas pela lamparina que usávamos lá. Subi sem fazer barulho e aproveitando sua distração o abracei por trás. Ele se virou para mim e apertou levemente minha cintura enquanto me abraçava. — Estava com saudade. - Arfei. Bash passou a mão pelo meu rosto e tirou um fio de cabelo que estava prestes a cair no meu olho. Ele me olhava de um modo que eu verdadeiramente me sentia linda, suspirei. — Não houve um dia em que eu não pensasse em você. — E eu não houve sequer um segundo. - Ele sussurrou. Bash se sentou no chão, abriu as pernas e indicou para que eu me sentasse em meio a elas. Encostei minha cabeça em seu peito e meu corpo enfim relaxou depois de um dia exaustivo. Eu estava no melhor lugar que poderia estar. — Conte-me, como foi? Trás novidades? Diga que sim, e que são boas, por favor. - Supliquei. Era necessário que ele arrumasse um bom emprego para que enfim pudéssemos planejar o casamento que sonhávamos a anos. Ele balançou a cabeça decepcionado. — Minha única saída foi fazer uma inscrição para entrar para a guarda real. Senti meu coração se comprimir dentro do peito, era uma das opções mais perigosas que havia diante das tantas guerras que estávamos enfrentando. Sem contar que, um soldado do castelo não tinha direito algum de ter uma vida própria. Eles viviam em prol do rei, rainha, príncipes e princesas, em prol da segurança deles. Sabia o quão difícil seria vê-lo caso sua carta fosse aceita, mas diante do perigo que ele correria, essa foi minha menor preocupação. E como se lesse meus pensamentos ele respondeu. — Ainda não sabemos se serei aceito. Não se aflija atoa. Agora, vem cá. Ele me puxou selando os nossos lábios e me arrancou um sorriso. Suas mãos apertavam de leve a minha cintura enquanto distribuía beijos por todo o meu pescoço me causando um arrepio. Deitou-me no chão frio e segurou seu corpo sob o meu enquanto nosso beijo quente permanecia em uma frequência perfeita. Ele desceu a alça do meu vestido e depositou mais beijos ali, no meu ombro. Mordiscou e beijou meu pescoço, minha respiração estava irregular mas antes que pudéssemos avançar demais me afastei. — Não ... Podemos .- Sussurrei - Ainda muito jovem havia prometido a mim mesma que algo tão valioso como minha virgindade só devia ser entregue em um momento muito especial, e mesmo que todos os momentos ao lado de Bash fossem especiais esse não era o momento ideal. Ele balançou a cabeça e sussurrou um breve pedido de desculpa. Eu podia mensurar o quão difícil era para um homem segurar suas vontades e hormônios a flor da pele, mas admirava o imenso respeito que ele tinha por mim. Ficamos em silêncio por alguns segundos enquanto Bash acariciava meu cabelo. — Ele te amo tanto que seria capaz de qualquer coisa por ti. - Ele beijou a pontinha do meu nariz e foi se afastando aos poucos. Acariciei seu rosto. Bash havia estado comigo quando mais precisei e não havia tido um momento da minha vida em que ele não estivesse por perto. Quando ralei o joelho brincando de bola com ele e seus amigos, ele quem me carregou no colo até uma gruta próxima para lavarmos, aquilo havia evitando uma baita bronca de um pai superprotetor. Quando eu não tinha muitos dentes graças a maldita fase em que eles caem, ele quem dizia que eu continuava linda. E quando eu dei o meu primeiro beijo ... Bom, era dele a boca em contato com a minha. Tínhamos tantas histórias juntos, tantos momentos mágicos, e eu sabia, nunca, em toda minha vida, amaria alguém como o amava. — Sabe bem que eu te amo mais, infinitamente mais. — Oras Loren, é mesmo muito inocente em acreditar nisso. - Ele zombou. Novamente nossos lábios se uniram em meio a risadas que emitíamos enquanto Bash me fazia cócegas, tive de me controlar para não rir alto demais. — Oh, antes que me esqueça ... Trouxe para você. - Exclamou afastando-se mais uma vez e me entregando uma linda pulseira. " S&L " havia sido bordado ali. Sorri admirada o fitando, por mais simples que fosse era o melhor presente que eu já havia ganhado, e mediante as condições de Bash eu soube que talvez tivesse lhe custado o salário de um dia de trabalho inteiro. Estiquei a mão indicando para que ele a colocasse em mim, antes de fazê-lo ele depositou um suave beijo em minha mão. — Isso é ... Simplesmente esplêndido. - Disse animada. — Fico feliz. - Ele sorriu levantando-se. —Venha, já é hora. Logo, seu pai ou Maya notarão a demora. Aceitei sua ajuda para me levantar e o abracei uma última vez. — A melhor parte do meu dia é quando chego nessa casinha, e a pior é ir embora dela. - Disse emburrada. — O lado bom é que isso sempre se repete. Nos veremos amanhã. Tenha uma boa noite, Lores. Eu te amo. — Eu te amo. Após um último sorriso, dei de ombros, meus passos pareciam estar sendo nas nuvens. Caminhei cautelosa até em casa e ao chegar, papai também havia chegado a pouco. — Olá meu anjo. Como está? Beijei seu rosto. — Bem papai, e o senhor? Ele sorriu amigável. — Apesar do cansaço, tudo vai bem. Prepare algo para comermos? Lamento que não tenhamos muito. - Sua voz estava com um tom entristecido, mesmo que não fosse sua culpa ele se culpava por não poder nos proporcionar nenhum tipo de luxo. Fiz que sim com a cabeça. Apesar de Maya ser a mais velha sua comida era incomível e essa parte também sobrava para mim. Abri a geladeira na esperança de encontrar ao menos um pedaço de carne, mas não tínhamos, estava quase vazia. Meu semblante caiu, . Me doía ver a comida faltando para papai após um longo dia de trabalho, ou para Maya que apesar da falta de dote culinário cuidava tão bem da casa por todos nós, e quanto a Stef, ainda tão jovem para entender tanta escassez. •
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