CAPÍTULO 3

2506 Words
Eu voltei para sala. Estava atônita com a pessoa em minha frente. Eu não o conhecia. Não quis ver a foto dele no dia do casamento. E agora ele está aqui. Para que? E, porque? — Temos que conversar. O meu então marido diz. Olho para Brian que está com o celular em sua mão. Não farei isso na frente de estranhos. Ele fala e eu o olho em desafio. Dou um sorrisinho. — O estranho aqui é você. Digo e ele se levanta. Ele está vestido com uma calça jeans e um camisa polo. Os seus cabelos estão bagunçados. Os seus olhos são de uma cor única. — Estou te esperando na nossa casa. E sugiro que você apareça em meia hora. — E se eu não aparecer? Questiono em desafio. Ele não vai chegar aqui e mandar em mim — Não testa uma paciência que eu não tenho. Ele fala chegando perto de mim. Estou te esperando em casa. Olho para ele não dando a mínima. Eu não vou fazer o que ele quer. Há, sugiro também que volte com a aliança para seu dedo. — Há, já joguei fora a muito tempo. Ele abaixa a cabeça e suspira fundo. — Te espero em casa. Ele passa por mim. — Eu não vou. — Não me faça vir te buscar. Eu não sou uma pessoa muito paciente. Então, apareça. — Vou mandar meu advogado até lá. Ele sai e bate a porta. Me desculpe por ele. Digo a Brian. — Eu só não entendi uma coisa. Brian fala olhando para mim. Você não reconheceu ele quando você o viu. Porque? Suspiro. — Senta. Peço e ele se senta. Meu casamento com ele foi arranjado. Ele não compareceu no dia do casamento. Sendo feito somente comigo e um representante dele. — Mas isso pode ser feito? Brian indaga. — Eu também pensei que não. Mas o caso que pelo menos no civil meu casamento foi aceito com todos os documentos dele, o representante e também uma foto que não quis ver. Brian faz cara de surpresa. Pois é, essa é minha vida. E foi por isso que pedir o divórcio. Vivi casada com esse ser por dois anos e nada dele aparecer e agora ele aparece do nada e exige que eu volte para casa e volte a usar uma aliança? Não vai rolar. — O que você pensa em fazer? Vai na sua casa? — Vou, mas com o meu advogado. E não hoje. Ele não teve pressa para me conhecer, não sou que vou ter pressa de ver o que ele quer comigo. Vou tomar banho para gente sair. — Tem certeza? Eu não quero atrapalhar sua vida? — A minha vida já está atrapalhada, não se preocupe. Agora vou me arrumar. Se sinta em casa. Vou para meu quarto. Tiro minhas roupas e vou direto para o chuveiro. Tomo um banho pensando nele. Porque ele veio? Será que foi por causa da carta de divórcio? Será que ele veio me dizer que não quer se divorciar, para continuar com sua vida longe e eu aqui? Não aceitarei isso mesmo. Eu quero o divórcio. Ele não vai conseguir me convencer do contrário. Me arrumo com vestido florido e rodado. Calço uma sandália baixa. Prendo meus cabelos em um coque bagunçado. Passo uma maquiagem leve e assim vou saindo. — Estou pronta. Vamos? Brian sorrir e se levanta do sofá. — Você está linda! Sorrio. — Obrigada!! Agora vamos. Saímos os dois. Hoje eu queria curtir. Não queria saber o que me enfrentaria daqui para frente. Não quero saber o que me espera. — Você não está preocupada se ele vier atrás de você? Brian me questiona assim que entramos no meu carro. — Não. Eu não quero saber de nada hoje, Brian. Amanhã ligo para meu advogado e assim vamos nós dois resolver o que ele quiser resolver. Falo firme. — Tudo bem. Vamos nos divertir. Assinto sorrindo. Fomos ao shopping. Resolvemos ir ao cinema. Lanchamos. Curtimos até umas dez da noite. Eu queria ir a boate. Jonas tinha me ligado para saber se eu não queria ir. E eu queria, mas lembrei que Bruna precisa fortalecer sua confiança no seu namorado para que eu possa me aproximar de novo deles. Então achei melhor voltar para casa. Eu queria deixar Brian em sua casa, mas ele não achou certo, então, ele veio e depois foi embora de táxi. Cheguei no meu apto e entrei. Já fui tirando minhas sandálias. E fui para meu quarto. Tirei minhas roupas e fui para o chuveiro. Tomei meu banho. Escovei os dentes para dormir. O dia foi agradável. Brian é uma companhia muito boa. Sair do banheiro enrolada em uma toalha, fui para o closet. Assim que eu acendi a luz do mesmo, fiquei em choque. — As minhas roupas. Cadê minhas roupas? Indaguei para mim mesma. Olhei todo o closet e as gavetas. Nada estava aqui. Fui para o quarto e meu celular tocou. Pego o mesmo e se trata de um número desconhecido. Atendo. Alô... — As suas roupas e todas as suas coisas estão na nossa casa. Tem um carro te esperando aí embaixo. Te aguardo. Ele fala e desliga. — Maldito. Filho da p**a. i****a. Grito com raiva. Tem apenas uma peça de roupa. Esse filho da mãe não vai conseguir o que ele quer. Ele acha que pode fazer de mim o que quer, mas não vai. Visto somente a calcinha e o sutiã que estava dentro da gaveta. Se ele acha que eu vou fazer o que ele quer, não vou. Amanhã apareço naquela casa. Me deito com raiva. Bastardo i****a. Fecho meus olhos buscando não pensar nesse i****a. Logo o sono vem. — Posso entrar querida? Titio veio te ver. Fecho meus olhos não querendo que ele veja eu acordada. Eu disse para seu pai, que ele e sua mãe podiam viajar tranquilos, porque eu iria cuidar de você. — Algum problema Sr Grant? A Babá aparece. — Não. Eu estava dando um beijo de boa noite nela. Não digo nada e nem abro meus olhos. — Tudo bem. Eu vim trazer o leite dela. — Eu vou deixá-la. — Você já está dormindo linda? Abro meus olhos com medo. Balanço a cabeça em negação. — Posso dormir com você? Ela franze a testa. — A sua mãe e o seu pai não vão gostar. Ela me dar meu leite. Tomo e ela sai. Vou para o quarto dos meus pais. Subo na cama deles e fico ali esperando mamãe vim. Não sei quanto tempo fico ali. Só sei que meus pais entraram no quarto falando alto. — Eu disse que você não tinha que ter dado trela para ela. — Desculpe, Carlo, mas não teve jeito. Eu disse que passaríamos uma semana lá. — Não quero passar nada. Inventa qualquer coisa. Pois não vamos. — Papai, mamãe, estava esperando vocês. — Sophie, o que você faz aqui. Meu pai grita me deixando com medo. — Eu posso dormir com vocês? — Não. Você tem um quarto e uma cama. Vai logo para lá. Minha mãe diz me tirando da cama dela. — Mas eu não quero dormir sozinha. — Cadê a babá? Meu pai fala abrindo a porta. — Eu posso dormir com ela? — Não. Você tem que dormir na sua cama, no seu quarto. Agora vai logo. Minha mãe fala me puxando. Meus olhos enche de lágrimas. Ela me coloca dentro do meu quarto. Vai dormir, isso não é hora de você está acordada. Ela fecha a porta e se vai. Pego minha coberta e vou para debaixo da cama. Ele não vai me encontrar aqui. Acordo assustada com mais um sonho. Meu rosto está banhado de lágrimas. Eu não sei mais o que faço com esses pesadelos. Era horrível sonhar todos os dias com isso. Olho para janela e ainda está escuro. Eu não quero mais dormir e ter outro desses pesadelos. Vou para sala e ligo a TV. Me deito com uma manta. Eu tinha que procurar um psicólogo. Já era para ter feito isso a muito tempo. Não passará de semana que vem. Eu não dormir mais. Vi o dia lá fora se pondo. Levantei e fui tomar um banho. Nem caminhar eu posso, porque aquele bastardo fez o favor de não me deixar nada. Quando é nove horas da manhã ligo para Savio. Peço ele pra me acompanhar para falar com meu então marido sobre o divórcio. Passo para ele o endereço e assim eu vou encerrar isso logo. Já cheguei em casa e Savio estava me esperando na porta. — Bom dia!! Ele fala sorrindo. — Bom dia! Estou sem ânimo nenhum hoje. — Você está bem? Parece que não dormiu. — A minha noite não foi das melhores. Vamos entrar. Ele já deve está nos esperando. Nós dois subimos as escadas. Abrir a porta e entrei. Savio veio logo atrás. Sente-se. Fique a vontade. a hora que iria procurar o i****a, ele vem da sala de jantar. Ele me olha e olha para Savio. — Outro estranho? Ele pede cruzando seus braços. — Não para mim. Já disse, estranho aqui é você. Esse é Savio, meu advogado. Ele veio falar sobre o divórcio. Ele eleva suas sobrancelhas. — Vamos conversar, nós dois primeiro. Ele fala indo para o escritório. — Aguarde só um momento, por favor, Savio. Deixa eu ver o que esse ser vai dizer. Vou para o escritório e Alex já está sentado calmo. — Sophie, você teve a capacidade de ler o nosso contrato de casamento? — A mesma capacidade que você teve de não aparecer no casamento, eu tive para ler o contrato. Ele me olha sério. Então, não, eu não li o nosso contrato de casamento. — Está bem explicado lá que não podemos nos separar. Nosso casamento é eterno, então pode mandar seu advogado embora. Fico olhando para ele não acreditando no que ele disse. O advogado teria me dito isso. — Porque isso? Eu não posso acreditar que minha vida será toda assim. — Os seus pais e os meus pais deixaram esse acordo pronto. Nós dois não podemos nos divorciar, exceto se haja traição, situações graves. — Você não ter aparecido aqui durante dois anos não é uma situação grave? — Nós não vamos nos divorciar. — Tem alguma cláusula que fala da anulação, visto que não consumamos o casamento? — Você não vai conseguir. Conforme o nosso acordo pré-nupcial, temos até cinco anos para consumar o casamento. — Mas isso não é lei. A lei diz que se o casamento não for consumado dentro de três meses, eu posso pedir a anulação. — Boa sorte. Ele se levanta. Vamos embora, eu não posso confiar em você aqui. Gargalho do que ele fala. — Confiança se conquista. Agora você chega aqui, e acha que terá a minha confiança? Não terá. — As suas coisas já foram para nossa casa. Só estava esperando você aparecer aqui. Ele ficou louco. — Eu não vou embora daqui. Minha vida está toda aqui. — A sua empresa fica a uma hora de onde moro, sua faculdade vamos ter que dar um jeito. — Eu não quero dar um jeito. Eu não vou me mudar. Não vou fazer nada porque você quer. Você não tem esse direito. Ele me olha firme. — Quer que eu faça cumprir meus direitos? Eu estou mais que disposto a isso. Não me importo se vamos brigar, se você vai ficar com mais raiva de mim. Mas no fim, você vai comigo para onde eu moro. — Qual o motivo disso? Porque você apareceu agora? — Porque eu recebi sua carta de divórcio. — Se não fosse isso você nem teria aparecido? — Estou com problemas demais para poder ficar aqui. Então dispensa seu advogado. Eu já depositei os honorários dele na conta do mesmo. Eu vou tomar meu banho. Ele sai me deixando sem reação. Eu não posso ir embora. Ele fazer o que quiser da vida dele. Não quero continuar amarrada a ele por nada. Não pense que você vai fugir de mim, porque você não vai. Vou tomar banho e vamos embora. Ele fala atrás de mim e eu nem reparei que ele ainda estava ali. — E minha vida? O que eu faço dela? Vou embora viver o que você quer, e pronto? Não vai rolar, Alex. Não podemos nos separar, ok. Mas eu não vou ceder o que você quer. Pode ir e eu fico no meu apto. — Eu já disse que não confio em você. Então você não vai ficar. — Você não manda em mim. E eu estou pouco me fudendo se você não confia em mim. Eu também não confio em você, e nem por isso estou te obrigando a fazer algo que você não quer. Ele parece incrédulo. — Achei que você estava tomando conta da sua empresa. — Ainda não. Ele me olha sem entender. Não dou muitas explicações. Eu não vou deixar minha vida, meus amigos, porque você quer. Ele passa as mãos no rosto. — Seus amigos podem ir a nossa casa quando quiser. Sua vida é ao meu lado. Gargalho de novo. — Você se ouve quando fala essas coisas? Minha vida é ao seu lado quando você quer, porque nesses dois anos você não se preocupou comigo, com a minha vida, então vamos deixar as coisas bem claras aqui. Eu não vou com você. Não podemos nos separar, ok. Mas quando eu ou você encontrarmos uma pessoa que realmente escolhemos para nós, podemos fazer valer esse divórcio. Falo passando por ele. Ele segura firme meu braço. — Você vai comigo, e não adianta você falar que não. Eu não vou mais deixar você aqui, ainda mais agora. — O que tem agora? — Sozinha. Minha mãe já está na nossa casa. — A claro. Você a levou para para morar com você... — Com a gente... Ele me interrompe. — Para a mesma ficar me vigiando. — Olha, entenda como você quiser. Você não vai ficar. Suas coisas já foram mandadas para lá. — Nada me impede de comprar roupas. São só roupas. Falo em desafio. — Olha eu não estou com um pingo de paciência. Quer que eu faça valer meus direitos de marido, eu faço. Se você não for comigo agora, eu vou ligar para o advogado que está responsável pelo nosso contrato, e vou dizer que você não está cumprindo sua parte. Assim seus bens serão bloqueados, e os meus também. Porém a diferença aqui Sophie, que eu tenho fortuna própria. — Você não tem esse direito. — Vamos ver quem não tem. Esteja pronta em quinze minutos. — Bastardo de merda. i*****l. Grito e ele sai sem se abalar. Eu não posso ficar ligada a ele para sempre. Não é possível que meus pais fizeram isso comigo. Mas o que esperar deles? Os mesmos nunca se importaram comigo.
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