Capítulo dois

1385 Words
Luke Mills foi um garoto problemático na adolescência, apenas deu rumo à vida depois que a mãe faleceu e o pai o obrigará a pôr à vida nos trilhos. Morou em São Francisco a vida inteira, mais da metade do ensino médio em festas, alcoolizado e algumas vezes até drogado, sem sequer se lembrar no dia seguinte. O último do ensino médio foi uma linha tênue entre o que queria ser e quem deveria ser. Luke claramente não tinha respostas para isso. Com a morte precoce da mãe, Luke se via em um limbo, não sabia como decidir seu futuro e achava injusto que tivesse que decidir isso tão imediatamente. Sem rumo ou sabe o que queria, fez o teste para entrar no time da escola e se tornou o melhor quarterback, apenas participando daquela temporada, lhe ofereceram uma bolsa na USC e uma vaga em Stanford. Luke, tinha a vida de luxo que quase a maioria das pessoas desejavam e que ele nunca pediu. Porém, era justo e se recusou a vaga em USC, pois sabia que a bolsa que lhe fora oferecida poderia ser dada a outra pessoa que precisasse. Depois de convencer o pai de que ficaria bem, foi para Stanford mesmo sem saber o que gostaria de cursar. O último jogo da temporada foi o divisor de águas para Luke, quando fez seu último touchdown, que levou a vitória da sua escola sobre a escola visitante e seus maiores rivais, queria entrar em campo de novo, gostaria de seguir esse tipo de carreira, ser um jogador profissional. Luke descobriu da pior forma que a vida nem sempre nos dá o que pedimos da forma que queremos. No segundo ano da faculdade, quando iniciou a temporada, Luke se lesionou e isso o afastou dos campos, nunca mais poderia jogar. A vida nos reserva as melhores coisas, mesmo quando não solicitadas ou esperadas. Luke perdeu um semestre da faculdade por causa da fisioterapia, recuperando o movimento da perna, e seu tempo em casa, com os conselhos incansáveis do pai, soube o que queria fazer. Luke ainda queria um diploma, então se matriculou em psicologia, fez a licença da US Soccer e a capacitação da TetraPREP, ainda assim, mesmo seus anos de prática dentro do campo, queria a prática como treinador. Então se matriculou para a única vaga aberta para treinadores na cidade, a escola pública de São Francisco. Ele não era hipócrita, mas nunca havia imaginado que a escola pública era tão parecida com a particular, o prédio era grande como todas as escolas normalmente são, também usavam uniformes e tinham horários rígidos, para os alunos que estudam meio período e para os que estudavam no turno integral. A escola parecia desesperada por um treinador deduziu Luke, depois de trocar nem duas palavras com o direto e ter suas recebido felicitações pelo novo emprego. Luke agradecia pelo tempo de carro entre Stanford e São Francisco ser menos de uma hora, pois era seria sua rotina diária, já que tinha um apartamento perto do campus e estudaria lá, mas estava disposto a jornada extensa e ao trabalho duro que teria para conseguir o que desejava. Ficou encarregado de treinar os alunos mirins, obviamente, já que era sua primeira vez como treinador e o horário que poderia dar a aula. Não fazia ideia de como iria transformar aqueles jovens alunos desajeitados em jogadores de futebol, mas tinha certeza de que se conseguissem chegar às finais, seria uma grande vitória na sua carreira. Os treinos foram bem cansativos e difíceis, parecia quase impossível que aqueles pequenos poderiam conseguir ser bons jogadores. Logo que pegaram o ritmo, Luke imediatamente viu o grande potencial de Mike Maddox, ele reconhecia o sobrenome, mas não lembrava de onde. Com o primeiro jogo da temporada se aproximando, Luke ficava mais nervoso, tentando manter a calma, pois ele era o professor, não, o treinador, quem deveria dar apoio. • Vai dar tudo certo filho. - disse o pai de Luke durante o café da manhã do sábado. • Eu espero, porque senão, não sei como vou transformá-los em jogadores. - respondeu Luke nervoso e seu pai riu. • Gosto de ver quem se tornou Luke, sua mãe ficaria orgulhosa. - Luke apenas sorriu e o pai retribuiu. Seu pai não falava muito da mãe de Luke desde que faleceu, mas usou a morte dela em várias discussões com ele, o que Luke sempre odiou e odiava ter de admitir que foram necessárias para chegar onde estava. Quando terminou o primeiro tempo, seus pequenos atletas estavam apenas poucos pontos atrás do time visitante e isso já era uma vitória para Luke. Durante o segundo tempo, Luke viu Mike inacreditavelmente marcar seu primeiro touchdown e ele a ouviu. No meio da multidão das arquibancadas, Luke enxergou a garota que usava todo seu ar dos pulmões para gritar o nome de Mike e ela claramente era mais velha que ele, mas não o suficiente para ser a mãe, logo, deduziu que fosse uma tia, prima ou irmã. Usava um vestido de verão em pleno mês de abril quente, os cabelos castanhos ondulados lhe caiam perfeitamente e não era muito alta, tinha um sorriso lindo e seus olhos brilhavam olhando Mike. Luke desviou o olhar quando ela o encarou, tentando disfarçar, ele gritou um “muito bem” para Mike da lateral do campo. O jogo acabou com uma vitória inacreditável, nem mesmo Luke conseguia acreditar naquilo. Ficou feliz em ver que seu pai havia ido assistir ao seu primeiro jogo como treinador. • Muito bem pessoal, vocês mandaram bem. - disse Luke assim que os atletas saíram de campo. • Valeu treinador. - dizia um atrás do outro. Todos foram para os vestiários, tomar banho e trocar de roupa, Luke estava indo para sua sala quando viu seu pai conversando com um casal de idosos que a garota da arquibancada estava junto. Ele viu as bochechas dela ficarem mais rosadas e aquilo lhe causou uma estranha sensação eletrizante no estômago. • Luke, filho. - disse pai de Luke assim que o viu. Luke se aproximou sorrindo e a garota que ele ainda desconhecia o nome, baixou o olhar para os próprios pés. - Esse são Linda e Jerry Maddox, e essa é a neta deles, a. - quando a garota percebeu que ele não lembrava seu nome, levantou o olhar que parou nos olhos de Luke. • Katherine. - completou Kate com a voz suave e um pequeno sorriso em seus lábios. • Isso. - concordou o pai de Luke. - meu filho treinou o time do Mike. - ele olhou para Luke. - Mike é o neto dele também, irmão da Katherine. • Ah. - disse se lembrando de suas suposições à beira do campo. - Prazer em conhecê-lo. - completou calmo e com um sorriso. • Deveriam almoçar conosco, faremos hambúrgueres para comemorar a vitória de Mike. - disse Jerry, bastante animado para um senhor de idade. • Acho que. - o pai de Luke o encarou sem saber a resposta certa. • Seria maravilhoso. - respondeu Luke ainda sorrindo e Jerry assentiu. • Kate, querida. Pode passar nosso endereço para eles? - Kate apenas concordou com o avô. • Posso? - perguntou apontando para a prancheta de papéis nas mãos de Luke. Sem responder nada, ele lhe entregou. Kate anotou o endereço em um papel qualquer, sem ter ideia se era ou não algum documento importante e devolveu à Luke. • Bom, vejo vocês logo mais. - disse o pai de Luke e os Maddox foram em direção à saída. • Por que o sobrenome deles é familiar para mim? - perguntou Luke e o pai suspirou. • Lembra aquele funcionário que contratei para nossa revendedora de carros? Que trabalhou uns poucos dias e sofreu um acidente. - disse o pai de Luke tentando explicar ao filho. Porém sabia que aquela tinha sido uma péssima parte da vida do filho que m*l parava sóbrio. - Não creio que você lembra bem daquela época. • Tudo bem pai, foi ali guardar minhas coisas e trocar de roupa para irmos. - Luke sorriu e o pai apenas assentiu. Luke entrou em sua sala e, tomado pela curiosidade, procurou pelo nome de Katherine Maddox na internet, e lembrou porque o sobrenome Maddox lhe era familiar.
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