Capítulo 2

1026 Words
Nos posicionamos no tatame e logo começamos o combate, deixei Dean atacar pois o que preciso mostrar neste momento é o quanto sou boa na defesa. Consegui muito bem escapar de diversos golpes e até encaixei alguns poucos, Dean não estava facilitando em nada para mim, acabei levando alguns golpes e eu já estava praticamente esgotada. Por fim, Theo fez sinal de que já estava bom. Ufa! Ainda bem, mais alguns minutos com o Dean eu não estaria inteira para enfrentar o grandão que me esperava. Dean me lança um olhar bastante satisfeito e com um resquício de que não esperava nada diferente, seu jeito de me parabenizar e dizer que me saí bem. - Bela demonstração, a senhorita se saiu bem, agora é pra valer. Vai lá Klaus só não acabe com o belo rosto da menina. - disse Theo em um tom irônico. Se ele soubesse o quanto me motivou somente com essa frase, acabou que sua ironia me foi um sopro de incentivo, o que na verdade era tudo o que eu mais precisava agora. - Pode vir grandão, prometo tentar não te machucar muito. - disse com um sorriso de lado. Posicionando os punhos em frente ao meu queixo. E o bicho pegou gostoso viu, Klaus com certeza é muito mais forte, porém sou mais rápida e não brinco em serviço. Ficamos entre socos, chutes e esquivas por cerca de vinte minutos e finalmente Theo fez sinal que já estava bom. Sai com a boca e o supercílio sangrando por conta dos cortes. Klaus estava com um olho inchado e também a boca cortada. No fim posso dizer que fui muito bem obrigada, mesmo não conseguindo derrubar o gigante, o que era a minha intenção. - Muito bem senhorita Nany. - disse Theo em uma pequena salva de palmas – Surpreendente. Vamos até o escritório, para conversarmos. - Agradeço! Preciso de um banho agora, pode me esperar? Prometo não me demorar só não quero apertar sua mão suando - Ele assente e então me viro a Klaus - Boa luta grandão, sabe muito bem não é, se não tivesse lutado com Dean antes tinha acabado com você - Ele sorri, em afirmação, pisco para ele e vou para o chuveiro. Tomo uma ducha rápida, visto minha bermuda jeans clara, uma regata branca e meu all star vermelho cano longo e vou ao encontro de Theo no escritório, sei que é uma vestimenta nada formal e muito menos profissional mas é a única coisa limpa que tenho para vestir agora, prendo meus cabelos em um r**o de cavalo e nem me esforço para esconder as escoriações em meu rosto, elas nunca me incomodam. Chego, bato à porta e entro assim que sou mandada, somente Theo está na sala ele faz sinal e me sento no sofá a sua frente. - Bom Nany, como sabe estou precisando de mais segurança, um "guarda-costas" na verdade. Dean me indicou você falando que poderia se passar por minha secretária e, com certeza, chamaria menos atenção do que um armário engravatado e m*l encarado andando atrás de mim. Para ser honesto nunca cogitei em ter um segurança particular, um guarda-costas do sexo feminino. Não que eu tenha algum tipo de preconceito e nada do tipo, espero que entenda, mas vim aqui pagar para ver e agora eu acredito que seja uma boa ideia, ainda mais depois do que vi. Agora só falta ver como se comporta portando uma arma para podermos conversar sobre as cláusulas e assinar o contrato, se chegarmos a um acordo. Claro que já me certifiquei que possui a documentação nos conformes: porte e antecedentes e estou mais certo na decisão que tomei espero que aceite trabalhar para mim. - Tudo bem, sei que vivo em um universo extremamente machista mas também sei que um cara de dois andares feito o Klaus passa uma sensação maior de segurança. Agradeço que tenha me dado o benefício da dúvida e quanto a me ver atirar, bom sei exatamente onde posso te mostrar do que sou capaz. Tem um clube particular de tiro onde costumo praticar, fica a uns vinte minutos daqui, podemos ir? - Ele concordou e nos levantamos, Theo abre a porta e faz sinal para que eu fosse na frente. Sua gentileza se equipara a sua beleza! Saímos em silêncio da sala rumo ao estacionamento, Klaus estava parado perto de carro clássico e quase que obrigatório para pessoas como Theo, uma SUV preta esperando, já vestindo seu, de sempre, terno preto alinhadíssimo. - Ei grandão pode ir pra casa o garotinho aqui vai comigo - disse apontando para o meu futuro chefe - E pode ficar tranquilo, ele sempre estará seguro comigo. Sei que eu não devia falar com Theo dessa forma, mas eu quero chamar toda a atenção possível. O homem titubeou um pouco mas, por fim, liberou Klaus e me seguiu até o meu carro. - Um Corvette? Jura? – ele exclamou. - Por que não? – o olhei com cara de indignada. Consigo prever mais uma atitude machista vindo desse engomadinho bem nascido. - Não é um carro para mulher, ainda mais na cor cinza escuro. Esperava algum modelo Smart vermelho - Bingo! - Quanto machismo! Até nisso? Ficará surpreso com a quantidade de coisas que vai descobrir sobre mim que você não esperava e nem mesmo imagina, meu corvette grand sport vai ser somente a primeira delas, agora podemos ir? Entramos no carro, liguei um som baixo e arranquei. O caminho estava sendo feito em silêncio até que agradável. Respeitei todas as leis de trânsito e eu sentia que a cada respiração que eu dava, estava sendo avaliada. Eu estou tão perto que não posso deixar essa oportunidade escapar. Chegando próximo a rodovia que nos levaria até o clube vi que estava praticamente vazia então disse a ele: - Se segura, terá uma amostra grátis de direção defensiva - Não dou tempo nem mesmo para que ele possa processar o que digo e piso bruscamente no acelerador, e o som do ronco do motor foi o único som que ouvi, já que Theo se ajeitou no banco e permaneceu em silêncio.
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