POV de Emilia Não dormi nem um pouco. Como poderia, quando o gosto dele permanecia nos meus lábios como uma marca que eu não conseguia esfregar até sair? A cama sob meu corpo parecia estranha. Errada. Não importava quanto eu me virasse, não encontrava conforto no colchão. Meu corpo continuava tenso, consciente demais de cada som vindo do quarto de Sebastian, do outro lado da parede fina. Eu queria tomar banho, lavar o calor que ainda parecia grudado na minha pele. Mas não podia arriscar acordar ele. Então fiquei ali, encarando o teto, contando as horas até o amanhecer. Quando a luz da manhã finalmente se infiltrou pelas cortinas, me arrastei para fora da cama. Meu reflexo no espelho parecia tão exausto quanto eu me sentia: olheiras marcavam meus olhos, e meu cabelo esta

