AISLINN Como tio Gulliver não tinha carro, pegamos um táxi e chegamos ao cais por volta das quinze para as sete. Uma brisa fresca soprava do Hudson quando saímos do carro, o cheiro de combustível de navio e água pairava no ar. Mas senti falta do cheiro familiar do Liffey. O porto de Dublin não era um lugar onde eu me sentisse confortável, mas isso aqui, com os arranha-céus e a energia nervosa da cidade grande demais me dava vontade de voar. Uma selva de contêineres lançava suas sombras sobre nós. Eu esfreguei meus braços. Estava mais frio do que o esperado. Eu deveria ter arrumado uma jaqueta, mas já estava preocupada demais sobre o que vestir para a ocasião. Qual roupa dizia “não, obrigada”? Que tipo de vestido talvez fizesse Lorcan reconsiderar sua decisão de me propor em primeiro lugar

