Maitê Estou nervosa com tudo que está acontecendo e confesso que, no começo, deixei a raiva tomar conta de mim, mas ela passou quando eu vi que meu filho estava se afundando. Tentei falar com o Ferrugem várias e várias vezes para ele voltar e tentar ajudar o irmão, porque ele não quer me escutar e nem tem vindo em casa. Toda vez que eu vou atrás dele em um morro, ele foge para outro. Eu não quero que o Samuel e nem o Fábio se afundem, porque, apesar dos pesares, o pai deles descansou. É claro que eu não gostei da morte do meu marido e gostei muito menos de ter tomado um tiro nas costas. Só que a vida é assim, principalmente nesse meio: um dia a gente mata e, no outro, a gente morre. Como mãe, eu prefiro que as coisas se resolvam do que perder um filho. Eu não vou aguentar outra pessoa, e

