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2843 Words
Prólogo Orlando- Janeiro/2000 Pov. Narrador Hoje era o grande dia, Dakota Stoel completava seus cinco anos, Liam Stoel seu pai um policial de grande prestígio e chefe em seu posto na Interpol, estava eufórico sua princesa daria o primeiro passo, logo entraria para o colégio, o primeiro passo para se tornar a melhor advogada criminalista de todo o país. Sua mãe Carmem Stoel era de origem mexicana, uma doce mulher, amava a filha condicionalmente, mas ela tinha um segredo, melhor ela sabia de um segredo, só não sabia que mais para frente, o que ela descobriu, lhe traria tantos desentendimentos, e no fim sua precoce morte. Os amigos do pai de Dakota estavam presente, e um deles tinha um filho, Alex Meraz, amiguinho de Dakota que era dois anos mais velho que ela, ele já falava que queria ser engenheiro, seu pai não se agradava muito, pois o mesmo era policial e queria que o filho seguisse a tradição da família, Alex tinha um gênio difícil, e não era sua família que lhe faria mudar de ideia. Orlando- Novembro/2015 15 Anos Depois. Como fora planejado Dakota uma bela mulher, em seus vinte anos, estudava Direito, e logo se especializaria na área criminal, ela seria a que comandaria todos os advogados de Orlando. Seus cabelos um pouco abaixo dos s***s, negros como ébano, tinham um brilho incomum, olhos negros lembrando o ônix, um metro e sessenta exatos, uma bela mulher, chamava atenção por onde passava, sua mãe morreu no mesmo ano que ela tinha completado cinco anos, ela tinha lembranças muito vagas dela, mas sabia que foi muito amada, as fotos eram a prova disso, mas os sonhos, aqueles sonhos, ela não entendia, nunca entendeu porque sonha tanto com gritos e brigas, ela não entendia muito bem o sentido desses sonhos. Ela continuava muito amiga de Alex, eram quase irmãos, tinham muito carinho um pelo outro, eles cresceram juntos, não seria diferente, seria? Ela é uma mulher forte, determinada, não se abala e fragiliza com palavras doces, no mundo não haveria um homem capaz de seduzi-la, ela era um coração indomável, o que seu pai adorava, sua atitude séria, seu olhar mandão e autoritário, ela era o orgulho dele, sempre foi, ele sempre a ensinou o que é a vida lá fora, ela tinha seu casulo, claro que tinha, mas sabia exatamente como as pessoas poderiam ser frias, cruéis, más e calculista. Ela era uma mulher centrada, mas como toda mulher, ela tinha seus sonhos e ambições, não é porque não era uma romântica assumida, que não poderia ter o sonho de algum dia, depois de formada, ter seu lar, seu marido, e talvez filhos, mas lógico, desempenhando sua profissão, ela não nasceu para ser dona de casa. Vanessa sua amiga já era o oposto, uma apaixonada, sensível, mas se completavam para ajudar uma a outra em certos momentos da vida. Ela tem vinte anos também, as duas juntas eram o perigo para sociedade. -Não para, Eu sei de tudo, você tem que pagar. Dakota sonhava nesse momento o mesmo sonho de sempre, com gritos, e essas mesmas palavras. Ela acordou assustada, como sempre, se sentou e fez um coque frouxo em seu cabelo, respirando fundo, será que aquelas palavras, ela ouviu algum dia? Ou eram fruto de sua imaginação ao ler seus livros enormes da faculdade, ela olhou em seu criado-mudo o livro com mais de duas mil páginas “O estudo avançado de leis” é deve ser por isso, ela anda lendo de mais histórias criminais, e estudando demais. Foi ao seu banheiro, tomando um banho frio mesmo, mais um dia a aguardava. Vestindo uma calça jeans lavada, uma camiseta vermelha, um coturno no pé, ela iria para faculdade, não um desfile de moda, estava ótima, tirou seu cabelo do coque o prendendo bem firme no alto, em um r**o de cavalo, pegando sua bolsa e seus livros pesados, quando pegou seu telefone, tinha duas mensagens, uma com certeza, era de sua amiga Vanessa, e a outra estranhou, quem mandaria uma mensagem para ela, um pouco depois das seis da manhã. ** Bom dia senhorita Stoel, preparada para sua prova hoje?** Era de sua amiga, atormentado em uma de suas provas mais complexas, mas teria volta, deixa, Vanessa queria ser médica e sua vez chegaria também. Abriu a outra arregalando os olhos, como? Isso era mesmo sério? ** Minha doce Dakota, espero que tenha tido uma noite tranquila, percebi que teve pesadelos novamente, inclusive adorei seu pijama branco de coelhinho, e como assinatura o desenho de um escorpião.** Era de um número desconhecido, como a pessoa sabia seu número? Seu nome? E ainda seu pijama, e o pior soube que sonhou, ela sabia que as vezes falava dormindo, quem saberia tanto sobre ela? Resolveu excluir aquela mensagem, não tinha necessidade de manter aquilo ali, e muito menos falar com seu pai sobre o ocorrido, já que ele era super protetor ao extremo. Desceu as escadas correndo, dando um beijo em seu pai que já estava todo uniformizado. -Bom dia papai- Ela disse se sentando ao seu lado e se servindo com suco de laranja, ovos e bacon. -Bom dia meu amor, confiante para sua prova hoje? Ele perguntou a sua menina, um senhor de quarenta e dois anos, com evidências da idade em seu rosto, mas era lindo, sem dúvida era. -Estou papai, a meses me preparando para esse dia, tenho certeza que um dez será a menor nota que tirarei. Os dois sorriram. -Sem dúvida você é uma Stoel, não n**a raça. Tomaram o restante do café em silêncio, Liam entrou em sua viatura como de costume indo para o distrito, e Dakota em sua Ranger preta, indo para faculdade. Encontrando Alex, seu amigo, o abraçando forte, com ele beijando sua testa. -Oi gata! - Oi! - Ela disse saindo dos braços dele Eles eram amigos, mas tão amigos que ele sabia tudo dela, já viu feia, com cólica, estressada, cabelo todo rebelde, ele levava sorvete e chocolate para ela, eles já chegaram a dormir juntos, no mesmo quarto, na mesma cama, mas era tudo inocente, nada de homem e mulher, eram dois irmãos ali, tanto que seu pai não se incomodava, sabia que ela se dava o respeito, e os dois não tinha esse tipo de desejo um pelo outro e fora que as famílias eram amigas a anos, -Recebi um torpedo essa manhã -Torpedo? Uma paquera? Finalmente alguém caiu na sua graça, na sua lista de exigências.-Ele disse como seu jeito brincalhão -Não seu bobo, foi estranho, alguém parece saber mais de mim, do que eu mesma Alex. -Conte ao seu pai- Seu amigo a aconselhou -Está louco, sabe que ele chamaria o FBI, a CIA, sabe como ele é quando se trata de mim. -Tem razão As horas da manhã passaram em um piscar de olhos, devia ser ansiedade para depois do almoço, sua prova. -Amiga- Ela olhou para cantina vendo sua amiga vindo correndo em sua direção e pulando em seu pescoço a abraçando. -Vanessa vai me enforcar desse jeito As duas riram com ela tirando os braços em volta de seu pescoço, ela desatou a falar. -Dak conheci um gato, essa manhã, no starbucks, quando fui comprar café, e senhor, ele é divo, lindo, Deus, o nome dele é Logan, ele é lindo, ai estou apaixonada, e ele tem um amigo, poderíamos sair nós quatro, o nome dele é E.. -Nem comece Vanessa, apaixonada de novo? E nem vem me colocar nessa, não banque a cupido. -Amiga dessa vez acho que vinga, vai dar certo, não quer saber nem o nome do amigo de Logan, eu não o conheço ainda, mas se for tão lindo quanto, está feita. -Não, eu não quero saber- Ela disse tendo certeza do que saíra de sua boca. -Dak, poxa você simplesmente nunca namorou, beijou poucas vezes na boca, nunca teve um amasso e ainda por cima ainda é virgem- Vanessa falou a última coisa um pouco mais baixo. -Vanessa, você também é virgem.- Dakota falou revirando os olhos. -Eu sei mas pretendo perder o quanto antes- Vanessa falou e Dakota revirou os olhos. -Sinceramente, eu tenho coisas mais importantes, eu não vou conhecer ninguém, eu nesse exato momento, vou conhecer as questões da minha linda prova- Falou Dakota se levantando e olhando no relógio, reparou que o almoço já tinha acabo e foi se encaminhando logo para sua sala de aula. -Sua chata- Vanessa ainda gritou e Dakota apenas riu. (...) Como Dakota pensou, a prova estava realmente difícil e cheia de questões complexas, não que isso fosse um problema para ela, afinal tinha estudado e se preparado muito para estar ali, foi uma das primeiras a acabar a prova e teve certeza de todas as suas respostas, saiu da sala com um sorriso triunfante nos lábios, tinha dado uns dois passos desde que saiu da sala quando seu celular apitou, sua primeira atitude foi revirar os olhos, prevendo que seria Vanessa insistindo para que a mesma conhecesse o amigo, do maravilhoso rapaz que estava se encontrando, mas assim que pegou o celular e abriu a mensagem, seus olhos se arregalaram novamente, outra mensagem, do número anônimo. ** Pelo belo sorriso que estava estampando seus maravilhosos lábios, no momento em que saiu da sua sala, prevejo que tenha tirado um lindo dez, para combinar com tudo o que diz respeito a você, por falar nisso, amei a forma como veio vestida, só faz transparecer mais a sua beleza.** E novamente como assinatura da mensagem um escorpião e o número não identificado. Dakota, imediatamente olhou para todos os lados do corredor, mas não conseguiu ver ninguém, ela admitia para si mesmo, que ter uma pessoa que sabia mais sobre ela do que a própria lhe causava medo, mas também lhe dava um certo arrepio na espinha uma sensação boa, não que palavras bonitas lhe levassem facilmente, mas ela tinha que admitir que gostava de um mistério, de um suspense e principalmente da adrenalina que aquilo causava. O dia na faculdade depois da prova passou bem rápido, Dakota logo estava indo para o estacionamento pegar o seu carro, estava apertando o segredo do carro, quando uma nova mensagem chegou. **Boa volta para casa, senhorita Stoel** Novamente um escorpião estampava o final da mensagem e o número continuava não identificado, Dakota sorriu, era a terceira mensagem do dia e ela estava começando a gostar da sensação de estar recebendo elas, e principalmente do mistério de não saber quem é. Entrou em seu carro e deu partida, em direção a sua casa, era uma bela casa em um dos melhores bairros de Orlando. Assim que chegou em casa como era de costume estava sozinha, seu pai não colocava empregados fixos, apenas uma única pessoa, que chegava todos os dias depois que Dakota saía para a faculdade e ia embora sempre antes que ela chegasse, ela nunca viu o rosto dessa pessoa, o pai sempre dizia que sua posição na Interpol o fazia sempre desconfiar de tudo e todos e para a própria segurança de Dakota era melhor que não tivessem empregados em casa, a casa era cercada por dois seguranças nos quais Dakota sempre recebeu ordens expressas para não dar nem um “bom dia” e assim ela fazia, a casa era cercada de alarmes, e por muitas vezes Dakota se sentia em uma prisão, mas com o tempo acabou se acostumando a viver daquele modo. Sentia muita falta de sua mãe, muito embora não tenha vívido muito tempo com a mesma, mas lembrava vagamente de seu rosto, seu jeito meigo e delicado, de como gostava de ver a mãe cuidando da casa, das refeições e principalmente dela, lhe contando histórias para dormir e fazendo carinho em seus fios negros até que a mesma pegasse no sono. Dakota sofreu muito com a morte da mãe e ficou com a certeza de que o pai havia ficado mais paranóico depois do precoce falecimento da esposa, não que ele não fosse sistemático com segurança antes, mas depois disso a situação se agravou, e olha que a mãe de Dakota morreu em um acidente de carro, pelo menos era o que seu pai falava para ela, ele nunca gostava de tocar nesse assunto, e ela pensava que talvez esse fosse o jeito dele de lidar com a dor, cada um tinha uma forma, ela era estudando e sempre procurando tirar boas notas, o pai era nunca tocando no nome da mãe. (...) Dakota comeu alguma coisa, e não agüentou esperar para ver seu pai chegando, adormeceu no sofá mesmo, segurando um livro. Em pouco tempo de sonho, ela começou a se debater e sonhar com gritos. -Eu não acredito que você fez isso- Gritava uma mulher que ela não conseguia ver em seu sonho. -Tudo que eu fiz tem um motivo- Gritou uma outra voz masculina. -Você é um monstro, você é um monstro – A voz feminina falou novamente, logo um clarão tomou conta do sonho e assim que esse clarão se dissipou Dakota se viu em uma nova situação, ela não conseguia muito bem identificar que situação era essa, mas ela estava em perigo disso ela tinha certeza, foi quando um homem, alto e com um corpo lindo, mas com o rosto coberto por uma espessa fumaça que a impedia de ver como era, a encontrou e salvou sua vida e de novo a cena mudou, novamente um grito desesperado e com isso, Dakota acordou sobressaltada, suando muito e ofegante, olhou em sua volta e viu que estava em seu quarto, mas ela não se lembrava de ter ido para lá, sua última lembrança foi ela adormecendo no sofá, na certa seu pai a levou até o quarto, ela respirou fundo mais algumas vezes e depois olhou para o relógio de sua mesinha, faltavam quinze minutos para ela realmente acordar e ir para a faculdade, já havia perdido o sono mesmo, decidiu tomar seu banho e se arrumar, de novo roupas simples, como estava fazendo muito sol em Orlando, ela optou por uma bermuda jeans desfiada, uma blusa regata branca com um colete xadrez por cima e tênis branco, cabelos soltos, brincos pequenos, um bracelete que seu pai lhe deu em seu aniversário de quinze anos que ela sempre usava, um cordão fino com uma pequena pedra no meio borrifou um pouco de perfume e pronto, estava pronta, ela não era do tipo que demorava horas se arrumando, uns vinte minutos era o suficiente para tudo, antes de descer olhou seu celular e não tinha chegado nenhuma mensagem, mesmo que internamente ela estivesse desejando que tais mensagens chegassem. Desceu encontrando seu pai como de costume pronto para o trabalho na mesa do café. -Bom dia pai- Ela disse. -Bom dia princesa- Ele falou tomando seu café e olhando o jornal como era de costume. -Pai, quando o senhor vai entender que eu estou grande, e se o senhor me acordar eu posso usar minhas pernas para mudar de lugar?- Ela perguntou divertida e o pai a olhou sem entender. -Ontem o senhor me levou no colo para o quarto- Ela falou como se fosse óbvio. -Minha filha ontem eu cheguei muito tarde, você não estava na sala, fui até seu quarto e você já dormia como um anjo, acho que você está estudando tanto que está perdendo a noção de onde tem dormido, bom agora tenho que ir, tenha um bom dia na faculdade- Ele falou e lhe deu um beijo na testa, Dakota estava perdida, tinha certeza absoluta que havia pegado no sono no sofá e não se lembrava de ter ido até sua cama, será que tudo foi coisa da cabeça dela, será que o fato de ter ido ler um livro no sofá foi tão sonho quanto tudo que ela havia sonhado, e aquele sonho, ela não conseguia tirar ele da cabeça, pela primeira vez algo novo aconteceu no sonho, ela escutou uma voz masculina que ela não conseguiu identificar e alguém a salvou um homem que ela não conseguiu ver o rosto tão misterioso, quanto as mensagens que recebia, por falar em mensagens, foi ela pensar e seu celular apitou, ela imediatamente pegou o celular. **Bom dia linda Dakota, devo admitir que a sensação de lhe pegar em meus braços foi algo que dificilmente irei esquecer, você dorme como um anjo, quando não está tendo pesadelos, aconselho que não durma mais no sofá, pode lhe causar desconforto. ** E mais uma vez o número não identificado e o desenho do bendito escorpião. Então era fato ela havia sim dormido no sofá, mas não foi seu pai que a levou até o quarto, foi o cara das mensagens, mas como ele entrou em sua casa? Como ele sabia tanto sobre ela? Como ele estava sempre tão perto dela e ao mesmo tempo tão longe? Será que o homem misterioso das mensagens era o mesmo que a salvou em seu sonho? Isso ela ainda não sabia, mas logo iria descobrir, afinal ela é Dakota Stoel e isso é só o começo!
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