- Eu não falarei do meu relacionamento com Louise. Eu prefiro morrer a contar o que nós tínhamos. Digo para que ela entenda que minha vida com Louise não poderá ser exposta.
- Eu não estou aqui para perder. Sugiro que você pense bem no que vai dizer no dia do seu julgamento. Ela fala se levantando, porém o que me chama a atenção é o que ela fala sobre o julgamento.
- Julgamento? Indago surpreso.
- Sim. Seu processo foi reaberto e haverá um novo julgamento para você. Como disse, temos tudo para te tirar daqui, mas eu preciso de você. Sua colaboração é fundamental. E já te digo que não dar para ajudar alguém que não quer ser ajudado. E se você não quer fazer isso por você, que faça pela sua irmã que está angustiada, que está acabada por ver que seu irmão está no fim. Falar o como Sarah está é como me dar um soco na cara. Eu vejo o quanto minha irmã sacrificou da sua vida para ficar aqui e lutando por mim. Eu vou indo. Tem muitas coisas para fazer no seu processo. Quero que o Sr pense bem. Eu não jogo para perder. Vamos nos ver novamente. Ela sai da sala e eu fico pensativo. Eu não quero morrer, mas também não quero que...
- Andrew. Sarah aparece na minha frente. Eu não acredito que você não vai se ajudar. Ela fala brava se sentando.
- Você não entende Sarah. Eu não quero expor minha vida com Louise em frente ao um Júri.
- Então prefere morrer aqui? Ela pede me olhando triste. Olha Andrew, eu estou cansada de lutar sozinha. Custei a achar alguém que olhasse seu caso. Custei a achar alguém que estivesse disposto a ir a fundo no verdadeiro motivo para você ser preso. Porém eu, a Dra Parker não podemos fazer nada se você não se ajudar. Se ela sair desse caso por que você não quer ajudar, eu não tenho mais para onde correr, mesmo porque falta apenas dois meses para sua sentença final. Eu fiz de tudo para que nada te aconteça. Estou fazendo tudo para a Dra não sair desse caso. Vou continuar com você, mas se ela decidir sair fora, eu não tenho o que fazer. Eu sei que ela tem razão. Sei que eu preciso fazer a minha parte, principalmente por ela, que tem estado comigo desde o dia que fui preso.
- Onde você conseguiu essa promotora? Indaguei.
- Ela te disse que não advoga mais? Assinto. A convenci. Ela presta serviço comunitário para a comunidade pobre de Los Angeles. Me falaram dela, e eu pesquisei. A mulher é uma fera em seus casos. Nunca perdeu nenhum enquanto esteve advogando. Fora que é honesta.
- Meio difícil de acreditar, mas. Digo sorrindo. Não acredito muito que as pessoas são totalmente honestas.
- Mas ela é. Ela é decente, honesta e boa. E muito competente na sua profissão.
- Sarah, você conhece a mulher a quanto tempo para estar encantada por ela? Pedi vendo o quanto ela destila elogios para a tal advogada.
- Tenha um pouco de fé nela. Você pode ter perdido as esperanças, mas eu não. Ela vai conseguir te tirar daqui. E não importa quanto tempo eu a conheço, importa que ela aceitou te tirar daqui e vejo pela primeira vez nesses quatro meses que um advogado decente está fazendo tudo para te tirar daqui. E mesmo que você não queira, eu vou convencê-la de ficar nesse caso e caso ela descubra algum podre de Louise, ela vai usar para te tirar desse lugar.
- Eu não quero sair daqui a custa da desgraça de ninguém, principalmente de Louise. Sarah, eu não quero que o nome de Louise seja envolvido em nada, nem para me tirar daqui.
- Ela está morta, Andrew.
- Por isso mesmo. A vida dela não cabe a mim revelar e nem a ninguém. O que tínhamos ou não, não cabe a ninguém revelar. Então pode dizer a Dra Parker que eu vou cooperar no que for, mas não sob as custas ou difamação da minha vida de Louise.
- Eu espero que você saiba o que está fazendo. Suspiro.
- Não me julgue. Eu posso está errado em defender uma pessoa que já não está com a gente, porém eu me sentiria m*l se a história verdadeira das nossas vidas fosse pauta de uma revista sensacionalista. Eu não quero isso, e acredito que se fosse ao contrário, Louise pensaria da mesma forma.
- Se você está dizendo, não sou eu que vou contestar algo. Eu só quero que você tenha ciência que faremos de tudo para te tirar daqui, e se você quer preservar a imagem de Louise, conte pelo menos para a Dra Parker sobre vocês dois. Confidencialidade entre cliente e o advogado. Ela não poderá falar nada. Nisso ela tem razão.
- O horário de visita acabou Campebell. Levante-se para colocar as algemas. O agente pede e eu me levanto. Sarah também se levanta e eu a puxo para meus braços.
- Obrigada por não desistir de mim. Obrigada pela força que você está me dando e eu vou corresponder as suas expectativas. Vou colaborar para sair daqui.
- Que bom. Eu confio que vai dar certo.
- Nossos pais sabem que você arrumou uma advogada? Eu indago colocando minhas mãos para frente para que o agente possa colocar as algemas.
- Não. Eu não quis falar. Ela suspira. Andrew, nossos pais não querem saber de você , infelizmente. E me doe te dizer isso, mas eles disseram que o filho deles está morto. Então para de se preocupar com eles. Os mesmos não estão nem aí para você. Me doe ouvir isso. Mas nunca fui um bom filho e não posso esperar nada deles.
- Tudo bem. Digo triste.
- Eu não queria te dizer isso assim, mas não compensa essa preocupação toda com eles. Se preocupe com você, principalmente que eles estão viajando desde quando foi dado a sua sentença.
- Você tinha me dito que falava com eles sobre mim, que entregava as cartas, e eles não queriam ler. Fiquei mais triste agora.
- Desculpe mentir para você assim. Porém não queria você focado neles. Como disse, eles não estão nem aí para você. Assinto abalado.
- Vamos. O agente chama e eu assinto.
- Eu volto para te ver e vou conversar com a Dra Parker. Tudo vai dar certo.
- Obrigada! Falo saindo.
Na cela fico pensativo quanto aos meus pais. mesmo não tendo sido o filho que eles queriam, nunca achei que eles me virariam as costas desse jeito. Eu só gostaria que eles me ouvissem uma vez, uma única vez. Deito na cama me sentindo m*l por ter trago tantos problemas ás eles a ponto de não querem me ver. Fecho meus olhos me lembrando que entre eles e eu era sempre um empate. Não tinham um dia da minha adolescência que não entravamos em guerra. Meu pai sempre me cobrava que eu tinha que parar de beber, de usar drogas, mas eu não me importava com nada. Eu quis viver do meu jeito e vivi. Porém agora estou pagando cara pelo m*l filho que fui. nada mudou com o tempo. Eu continuei sendo um adolescente de merda e depois um adulto de merda que não sabia mais como ouvi-los e consertar as coisas com eles. E agora parece que não tenho chances mais. Nem se eu sair daqui sei que eles não vão querer me ouvir e nem saber de mim. E para falar a verdade, nunca tive motivos para ser rebelde. Eles foram pais excelentes sempre, o problema era comigo e agora as trinta anos de idade percebo que nada fiz para merecer o amor deles. Durmo pensativo.
- Andrew você sabe que não gosto de resolver essas coisas assim. Vamos com calma. Louise fala depois de sair do banheiro. Seu cheiro de amêndoa impregna todo quarto.
- Eu só quero entender como vamos fazer para tornar isso público. Eu não me importo com nada, somente como você ficará.
- Eu vou ficar bem. Podemos fazer as coisas darem certo. Assinto me levantando e a abraçando.
- Tudo bem. Qualquer coisa me diz. Digo e ela sorrir para mim.
- Falarei, agora vamos porque estamos mais que atrasados. Ela fala me puxando para sair do quarto.
Iríamos ao um evento planejado por ela. a mesma estava feliz, empolgada. Louise adorava essas festas. Convidava altas pessoas da sociedade Tinha uma vida bem agitada, cercada de pessoas, mas o que esperar de uma pessoas alegre. Louise era a alegria em pessoa. Vivia sorrindo, de bom humor. Só teve uma vez que a vi triste e foi aí que ela me mostrou sua sala íntima. Eu nunca iria imaginar que ela passou por algo tão triste, mas ela eternizava as coisas dentro dela. Queria tirar a dor dela, via em seus olhos o quanto aquilo te afetou.
No evento as pessoas já vinham para cima da gente. Eu já estava acostumado com isso e Louise nem se fala. Ela sempre era o centro e eu gostava do jeito simples e ao mesmo tempo deslumbrante que ela vivia. Não se vangloriava da posição que tinha, seu sorriso era o mais lindo que já vi.
Ficamos conversando com algumas pessoas amigos dela. Todos nos questionávamos quando seria o casamento e Louise e eu falávamos que em breve. Era sempre assim. as pessoas indagavam para gente quando iríamos oficializar a nossa união, e eu não me preocupava com as indagações.
- Escuta, chegou minha hora. Nos vemos amanhã? Louise fala no meu ouvido e eu sorrio assentindo com a cabeça.
- Depois das seis. Amanhã tenho uma reunião de negócios.
- Tudo bem. Até amanhã. Ela me dar um selinho e vai. Ela saiu a francesa.
Acordo e me sento rápido na cama. Sonhar com o dia do evento não foi um dos melhores sonho. Eu tive muito o que lidar naquele dia. Me levanto e vou no minúsculo banheiro. Lavo meu rosto. Louiset inha tudo para ser feliz e nada me tira da cabeça que ela foi morta por...
- Campebell. O agente me chama e eu o olho. Você tem visita. Tomará que seja a advogada. Precisamos esclarecer algo, antes que a merda venha a tona.