Foi então que, antecipando seu terror, Luís implorou: — Só você. A frase saiu fraca, quase inaudível em meio aos soluços. Seu peito subia e descia de forma irregular, o ar parecia pesado demais para ser puxado. Eduardo continuou olhando para ele, a expressão ilegível, como se não tivesse entendido. Luís tentou engolir o choro e falar com mais clareza, mas sua voz estava trêmula, fragmentada, quebrada pelo desespero. — Q-quero que seja apenas você, por favor, Eduardo… — Um soluço escapou, rasgando sua garganta. O cacheado inclinou a cabeça ligeiramente, como se estivesse refletindo. — O que você está tentando dizer? — A voz dele era baixa, arrastada, tingida de tédio. — Seja específico. Luís sentiu um arrepio gelado subir por sua espinha. Ele sabia o que Eduardo queria ouvir. E, ne

