Luís não conseguia afastar os pensamentos sobre o dia anterior e como tudo terminou. O rosto de sua mãe vinha à sua mente repetidamente. Ela parecia tão zangada… Luís nunca a tinha visto daquele jeito. Seu olhar era acusador, como se gritasse, sem precisar de palavras, que ele estava destruindo sua felicidade. A vida perfeita que ela havia conquistado. Naquele momento, Luís se sentiu a pior pessoa do mundo. Se algum dia cogitou contar à mãe o que realmente acontecia, agora essa ideia estava completamente descartada. Aquele olhar bastava para convencê-lo de que era melhor sofrer sozinho do que envolver outras pessoas e lidar com as consequências. Ele sabia que, se dissesse qualquer coisa, seria responsabilizado por tudo. Se já era tratado como um fardo, confessar a verdade só o torna

