Ao chegar à padaria onde trabalho, avistei Marcus entrando e não pude acreditar. Ele exibia uma postura descontraída e parecia à vontade no ambiente. Uma enxurrada de sensações me invadiu, mesclando curiosidade com uma pitada de ansiedade. Não vou negar que sentia um receio em relação a ele, considerando sua tendência a distorcer minhas palavras e a responder com seu tom sarcástico. Observando-o de longe, percebi que ele estava conversando com um rapaz alto, moreno e robusto, ambos irradiando simpatia ao entrarem. Optei por permanecer focada em minhas atividades, uma vez que estava atendendo uma mesa no momento em que eles chegaram. Contudo, sentia olhares fixos sobre mim, como se estivessem me analisando, e isso me incomodava profundamente. — Léa, pode vir anotar o meu pedido? — ouvi a

