- pedra, papel, tesoura... Droga - já era a terceira vez que Chris perdia a melhor de três contra o Ismael, pra saber quem vai levar as roupas na lavanderia. - eu não quero ir lá, aquele velho vai ficar babando em mim.
- e você acha que eu quero ir ? - perguntou Ismael - você perdeu não adianta, eu vou no mercado e você na lavanderia.
- e porque o Alex não vai dessa vez ?
- porque eu sou cego ,haha - ele riu.
- há agora você é cego né, pra ir pra balada você não é !
- meu amor eu sou cego e se eu ir lá é bem capaz daquele cara tentar me estuprar, e nesse popozinho aqui - apontou pra própria b***a - só entra o amor da minha vida. - Alex debochou.
- é por isso que vai morrer virgem - falou Ismael e Chris deu risada quando Alex fez careta.
- tá bom bicolor, você perdeu agora vai - Alex disse e o mais velho dos três fez careta, mesmo ele não podendo ver.
- tá bom eu vou - pegou a trouxa de roupa e foi até a porta.
- você vai desse jeito Chris ? - Ismael perguntou.
- é acho que eu vou pôr um casaco por cima.
Chris colocou um casaco grande por cima da roupa que consistia em um conjunto de uma blusa curta estilo cropped branca com umas listras na laterais com as cores do arco-iris e um shorts de moletom curto também com listras nas laterais.
Depois de colocar o casaco Chris saio de seu apartamento e foi direto para as escadas já que o predio não possuia elevador por ter somente dois andares.
- olá seu André - comprimentou o dono do prédio onde ele e os outros moravam, o André é um velho muito gente boa, nunca os descriminou pelas suas preferência sexuais e sempre ajudou eles no que precisavam, ele é como o pai que os meninos nunca tiveram.
- olá meu filho, tá frio, você vai sair com essa roupa ?- senhor já com a idade mais avançada perguntou.
- eu só vou até a lavanderia, vai ser rapidinho papà.
- ok,mas tome cuidado meu figlio.
enquanto andava pelas ruas da Itália Chris não pode deixar de pensar em tudo que aconteceu com ele até aqui.
Chris só tinha dezoito anos e teve que fugir da propria família ,se é que eles podem ser chamados assim, eles eram monstros que não se importavam com ninguém além deles, do dinheiro e dos status, a família do Chis e a do Ismael nunca foi a das melhores e Alex nunca conheceu a dele já que cresceu em um orfanato, só se conheceram graças a escola na qual estudávam juntos.
Chegando na lavanderia nem comprimentou o velho que só faltava babar olhando para o rapaz.
Fez o que tinha que fazer lá de fone pro velho não tentar puxar assunto, e assim que terminou dobrou as roupas e colocou novamente na trouxa,tudo isso sobre o olhar daquele velho.
Assim que pagou já saíu pra fora, tirou os fones, começou a andar de volta pra casa e pensou que ainda tinha que perguntar ao Alex como foi o primeiro dia na faculdade, a vida dele também não foi fácil, teve que crescer sozinho e só foi achar alguém que o ajudava aos dez anos, quando a tia Maria passou a tomar conta do orfanato e cuidou dele como filho, ele só foi conhecer o Chris e o Ismael aos onze anos,ele sempre foi bem tímido com os outros e sempre chamou muita atenção por onde passava, principalmente se os três estávamos juntos, um grupo de três super diferente uns dos outros mais ainda assim,melhores amigos.
Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu um resmungo de dor, vindo de dentro de um beco pelo qual eu passava, olhou prós lados e viu oque pensou ser um bêbado apagado no chão.
Como o bom curioso que era, entrou no beco em passos lentos e congelou quando aqueles olhos cor Ambar pararam nele o encarando com tanta intensidade ,ele era lindo, constatou depois de o analisar de cima a baixo, até parar na sua perna que estava sangrando muito.
Sem pensar duas vezes o mais novo se agaixou ao seu lado, tirou seu casaco e amarou na perna do outro para parar o sangramento, assim que deu uma rapida analisada no ferimento viu que o mesmo era de bala e logo pegou o celular pra chamar a ambulância, mas fui parado pela mão do homem.
- não se atreva a ligar pra polícia.
Uau que voz, me arrepiei todo.- Chris pensou.
Ele pegou o celular da mão do mais novo com certa violência.
- o que você quer eu faça então meu querido ?, Eu fiz faculdade de enfermagem e não de cirurgião.
- olha o jeito que você fala comigo garoto, põe a senha do seu celular aqui - virou o celular para o Chris.
- e porque eu colocaria ? Temos que chamar uma ambulância pra você.
- que mané ambulância garoto, é só eu ligar pro meu irmão que tudo se resolve, então põe logo a p***a dessa senha docinho.
- docinho sério ? Já recebi cantada melhor que essa - falou pegando seu celular e colocando a senha.
Devolveu o celular pra ele e logo digitou um número e colocou na orelha.
- Faruk,eu preciso que você rastreie esse celular e venha me buscar, eu levei um tiro e meu celular descarregou.......... Um garoto tá aqui me ajudando...... Para de falar merda e vai logo. - ele desligou.
Chris foi pegar seu celular de volta mais ele não deixou.
- me devolve, você já usou eu tenho que ir embora. - disse já começando a se irritar com o desconhecido engrato
- eu não vou deixar você sair daqui, enquanto meu irmão não chegar.
- e como você acha que vai me impedir de ir embora ? - falou já se levantando, o mais velho o puxou pelo pulso e Chris caiu em cima dele, ficando sentado em cima da perna boa dele,com uma perna de cada lado dela com o outro segurando forte em sua cintura. - me solta tá achando que eu sou o que querido ?
- eu não tô achando,eu sei que a parti do momento que você entrou nesse beco e eu coloquei meus olhos em você, automaticamente se tornou meu, você agora me pertence. - ditou com uma voz grossa o fitando com certa malicia.
- você tá louco me solta. - falou tentando se levantar, ele colocou o celular no chão e com uma mão segurou as duas mãos de Chris.
- se eu fosse você abaixava esse tom de voz comigo - chegou perto do ouvido do mais novo e falou - você não me conhece, não sabe do que eu sou capaz. - a voz dele era rouca e perigosa fazendo Chris se arrepiar.
- q-quem é você ? - perguntou espantado, ele falava como se pudesse o matar a qualquer momento e ninguém fosse capaz de o impedir.
- Lorenzo Bianchi satisfação, porque prazer é só na minha cama. - e nesse momento o mais novo congelou, não podia ser quem eu tava pensando, ele não podia estar sentado no colo de um dos grandes mafiosos da Itália. - ei docinho,o que foi parece que viu um fantasma - ele riu.
aquele cretino tem coragem de rir da minha cara. - Chris pensou.
Sem pensar duas vezes Chris enfiou a mão no buraco de bala que tinha na perna de Lorenzo , ele o soltou e colocou a mão no local, aproveitando essa brecha, Chris se levantou do colo de Lorenzo ,pegou a trouxa de roupa e saiu correndo do beco sem olhar pra trás.
Que deus me acuda - foi seu ultimo pensamento ao sair do beco.