capítulo 23

2090 Words

CORVO Ela me odeia. E tem razão. Mas não me importa. Odeie. Grite. Bate. Me chama de tudo. Eu aguento. Porque ódio, pra mim, nunca foi fraqueza. É sinal de que ainda tem vida queimando por dentro. E Isabel… Ela arde. Tem o tipo de fogo que ou consome… ou vira arma. E eu prefiro que vire arma. Por isso testei. Joguei ela na lama. No buraco. Na cova dos ratos. Porque aqui não se aprende com carinho. Aprende com faca, com tapa, com grito. Com a verdade nua na cara. Ela me chamou de covarde. Me bateu. E eu deixei. Não por submissão. Mas porque naquele segundo… Era o único jeito dela não desabar. De manter o pouco que restava em pé. O tapa ardeu. Não pela força. Mas pelo que carregava. Medo, raiva, decepção. Dor. Ela achou que eu era diferente. Achou que aqui ela

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD